Amastha sofre com a falta de grupo político e aliados em suas peregrinações

Amastha durante visita ao bico do papagaio

Aproveitando a folga na agenda municipal, uma vez que se licenciou para assumir a presidência da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) por trinta dias, o pré-candidato a governador, Carlos Amastha (PSB), percorreu, no início de janeiro, vários municípios do sudeste tocantinense, entre os quais, Almas, Porto Alegre do Tocantins, Dianópolis, Novo Jardim, Ponte Alta do Bom Jesus, Taguatinga, Aurora do Tocantins, Paranã. O Prefeito do seu partido na região, Padre Gleibson, gestor da cidade de Dianópolis ficou responsável por arregimentar lideranças e correligionários, mas nenhuma das reuniões conseguiu reunir mais de trinta simpatizantes.

Decorridos alguns dias, outra investida pelo interior: vários municípios, entre os quais, Xambioá, Araguanã e Carmolândia, foram visitados. O discurso feito para lideranças políticas e representantes dos segmentos do agronegócio, comércio e diversas entidades, se resumiu ao que ele classificou como “política de equilíbrio e justiça fiscal” de sua administração, destacando a “eficiência de gestão”.

Em prosseguimento, Amastha aportou em Miracema, base eleitoral do seu mais novo Secretário da Habitação, o deputado licenciado, Junior Evangelista. Em reunião com líderes políticos e de setores produtivos da cidade, Amastha destacou a necessidade de mudanças estruturais das relações entre poderes públicos que visam o fortalecimento dos municípios, além da necessidade de um novo pacto federativo.

Um fato chamou a atenção neste encontro na primeira capital do Tocantins. Amastha “se esqueceu” de avisar ao vereador Irmão Didan e os suplentes do Francisco de Assis (primeiro) e José Neto Gomes (segundo), todos do PSB, sua visita ao município. Eles anunciaram que romperam com o partido, um dia após a visita do presidente regional da legenda e se declararam insatisfeitos com o tratamento recebido dos dirigentes locais do PSB. Didan contou que eles não são mais informados sobre as ações e reuniões do partido, e que nem ficaram sabendo que o presidente regional e pré-candidato a governador, Carlos Amastha, estaria na cidade.

Já no mês de fevereiro, o pré-candidato pessebista visitou a cidade de Gurupi. Em reunião com líderes religiosos, Amastha chamou de notícias falsas as informações de que ele não gosta de político. “É mentira. Como não vou gostar de mim, que sou político. Eu não gosto é dessa prática da velha política”, afirmou. Na oportunidade, foi concretizada a retirada do PSB, composta por três vereadores – André Caixeta, Valdônio Rodrigues, e Cláudio do Trevo – da base do prefeito Laurez Moreira (PSDB) que houvera se desfiliado do partido que Amastha comanda no Estado, em agosto de 2017.

Veja abaixo imagens de alguns encontros:

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Em cada cidade um discurso, contudo, o fato comum em todas as reuniões do pré-candidato é o número ínfimo de pessoas que ele consegue reunir. Os registros fotográficos não mentem. Amastha se esconde numa cortina de fumaça denominada “Frente Nacional de Prefeitos”, que representa apenas municípios com mais 80 mil habitantes. Nestas circunstâncias, 80% dos municípios tocantinenses são representados pela Associação Tocantinense de Municípios – ATM, com a qual, evidentemente, os gestores tem compromissos.

O certo é que o pré-candidato não conseguiu agregar lideranças de peso pelo interior, não obtendo, por conseqüência, grandes aglomerações de pessoas e nem tampouco formar um grupo político que possa lhe dar sustentabilidade numa eventual campanha eleitoral. Nas suas andanças – que tem o nítido intuito de sentir o grau de sua popularidade – o prefeito da capital tocantinense tem falado às moscas…

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