Amastha contraria pregação anterior e adere à política tradicional

Carlos Amastha: as ideias anteriores não têm mais importância; o que vale é a realpolitikamastha

O projeto de poder do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB) passa por cima de quaisquer ideologias. Depois de ter a esquerda em sua chapa na eleição suplementar, quando o PT teve espaço para indicar o candidato a vice-governador, Célio Moura, agora Amastha se une ao chamado “centrão”: PSDB e PR. Só faltou o DEM e o MDB, mas esse último ainda não está totalmente descartado. Detalhe: alguém acredita que, mesmo pertencendo ao Partido Socialista Brasileiro, o capitalista Amastha é mesmo socialista?

Após “rasgar” o discurso ideológico do “PSB raiz”, o ex-prefeito fechou a composição da chapa majoritária para as eleições de outubro com os senadores Vicentinho Alves (PR) e Ataídes Oliveira (PSDB), que tentarão se reeleger. Esse acordo tem dia e local para ser homologado: 5 de agosto, quando serão realizadas as convenções dos referidos partidos, marcadas para ocorrer no Espaço Cultural.

Como se não houvesse quaisquer divergências e ataques mútuos — não apenas durante a eleição suplementar, mas durante os cinco anos de mandato de prefeito —, Amastha ponderou que a junção do trabalho de todos os integrantes da chapa trará benefícios ao Tocantins. “São dois excelentes parlamentares e um candidato a vice que conhece como ninguém a questão do desenvolvimento econômico. Nos orgulha o fato deles serem unânimes em manifestar o apoio com tanta firmeza ao nosso projeto por considerá-lo como o único projeto político e de gestão que resolverá os problemas do Estado”, frisa o pré-candidato a governador.

Amastha acrescenta: “Caso nos confie o voto e nos garanta a honra de vencer em outubro, o tocantinense saberá que terá a união de um modelo de gestão eficaz e com resultados como fizemos em Palmas com dois parlamentares que trabalharão e muito mais em parceria com o Estado para trazer verbas e benefícios ao Tocantins”.

Resumindo: em nome do projeto de poder, Amastha mudou seu jeito de fazer política. Criticar adversários é prática e ultrapassada e ele aprendeu — com a derrota — que o melhor mesmo é o estilo “colombiano cuca fresca, paz e amor”.

Em contrapartida, os criadores do estilo “paz e amor” ainda em 2002, do PT, estão totalmente fora da mencionada chapa por questão de coerência. Em reunião na segunda-feira, 23, os dirigentes do PT se reuniram e, ao final, concluíram que a aproximação de Amastha com grupos que representam o que o ex-prefeito sempre disse combater, como PR e MDB, além do adversário histórico dos petistas, o PSDB, os afasta – de vez – da chapa a ser encabeçada pelo “socialista” no próximo pleito. Segundo os dirigentes petistas, Amastha foi uma grande decepção e se mostrou um engodo, na medida em que se uniu a pessoas que representam “o atraso” do Estado do Tocantins.

Na ânsia pelo poder, o ex-prefeito de acendeu velas para todos os santos e fez promessas tanto para o PT quanto para o PR. A executiva petista foi informada, por exemplo, de que Amastha mantinha negociações diretamente com o presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, enquanto prometia a vaga de senador para o deputado estadual Paulo Mourão (PT).

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