O estado de Goiás tem registrado, nos últimos dias, um grande volume de chuvas, em especial na cidade de Goiânia e na região metropolitana. Em Anápolis, apenas neste domingo, 12, foram registrados 47,8mm de chuva, conforme dados do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). A previsão é de novos temporais ao longo do mês.

“Para os próximos dias, temos, sim, risco potencial para formação de tempestades. Essas chuvas podem cair e trazer problemas tanto para Anápolis, quanto para outras cidades”, enfatizou o gerente da Cimehgo, André Amorim, em entrevista ao Jornal Opção. 

De acordo com o geógrafo, a tendência pode ser maior a partir do próximo final de semana. “Durante a semana teremos combinação de calor e umidade que vai favorecer áreas de instabilidade e, para o final de semana, temos uma situação mais crítica, que é a chegada de uma frente fria, já de sexta para sábado, que vai provocar áreas de instabilidade com chuvas mais volumosas”, disse.

Anápolis

André Amorim destaca que, o esperado de chuva para o mês de fevereiro em Anápolis é de 233mm. Foi registrado, até o momento, o percentual de quase 70% deste valor. “Já temos o acumulado de 160mm em Anápolis em 13 dias e o esperado para o mês é 233mm. Já choveu 68% da climatologia em 13 dias”, pontuou. “Apenas ontem, foram praticamente 50mm em duas horas”, salientou.

Estiagem

Questionado a respeito da estiagem, o gerente da Cimehgo alegou que, por enquanto, Goiás segue com a previsão de chuvas de verão, que devem terminar apenas em abril. Amorim destaca, entretanto, que o período de seca pode ser maior neste ano. “Podemos ter um período de estiagem maior este ano devido a outro fenômeno que vai surgir no segundo semestre deste ano, chamado El Niño”.

O prognóstico, porém, não tem relação com o período atual. “Não tem essa correlação de que, porque choveu muito em um período, vai fazer uma seca maior em outro. A chuva é regulada por fenômenos: neste início de ano temos o La Ninã, com chuvas irregulares e em formatos de tempestades. No segundo semestre, teremos o El Niño, que pode trazer circunstâncias de um período mais prolongado de seca”, explicou.