Câncer do aparelho digestivo avança entre jovens; médico aponta sinais que não devem ser ignorados
28 setembro 2026 às 19h00

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O aumento dos casos de câncer tem acendido um alerta para os tumores que atingem o aparelho digestivo, como os de cólon e reto, estômago, pâncreas, fígado e esôfago. Além do impacto crescente sobre o sistema de saúde, especialistas observam com preocupação o diagnóstico da doença em pessoas mais jovens, inclusive antes dos 40 anos.
Ao Jornal Opção, o cirurgião oncológico do Einstein em Goiânia, Alexandre Menezes, explicou, nesta segunda-feira, 28, que alguns sintomas não devem ser ignorados. Dores persistentes na região abdominal, perda de peso sem causa aparente e dificuldades digestivas estão entre os sinais que exigem investigação médica.
Segundo o especialista, identificar a doença nos estágios iniciais pode mudar significativamente as perspectivas do paciente.
“Quando o tumor é identificado em fase inicial, as chances de cura podem se aproximar de 100%. Por isso, é fundamental estar atento aos sinais de alerta, adotar hábitos mais saudáveis e manter os exames de rastreamento em dia”, afirmou.

Diagnóstico precoce
Entre os exames utilizados no rastreamento estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. Menezes explica que a colonoscopia tem papel importante não apenas na identificação do câncer em estágio inicial, mas também na detecção de lesões pré-malignas.
Essas alterações podem ser encontradas antes que evoluam para um tumor ou antes que a doença se espalhe para outras partes do organismo, ampliando as possibilidades de tratamento.
O médico ressalta, porém, que a indicação e a frequência dos exames devem considerar fatores como idade, histórico familiar e condições individuais de cada paciente.
Casos em pessoas mais jovens preocupam
Outro ponto que chama a atenção é o aparecimento da doença entre adultos mais jovens. Segundo Menezes, mudanças no estilo de vida das novas gerações podem ajudar a explicar esse cenário, principalmente pela combinação de sedentarismo e alimentação baseada em produtos industrializados.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento dos tumores do aparelho digestivo, o cirurgião cita o consumo frequente de alimentos processados e ultraprocessados, especialmente carnes processadas, como salame e bacon, além da baixa ingestão de legumes, verduras e alimentos ricos em fibras.
Obesidade e consumo excessivo de álcool também aparecem entre os fatores de risco modificáveis apontados pelo especialista.
Prevenção começa nos hábitos cotidianos
Para Menezes, a prevenção passa principalmente pela mudança de hábitos e pelo acompanhamento médico adequado. Uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso e redução do consumo de álcool podem contribuir para diminuir fatores de risco relacionados à doença.
“Obesidade, alcoolismo e dieta rica em alimentos processados são fatores que contribuem para o câncer. Tentar seguir uma vida mais saudável é essencial para diminuir o risco”, concluiu.
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