SUS passa a oferecer exame para detectar câncer colorretal; saiba como funciona
10 agosto 2026 às 15h18

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Mais de 40 milhões de brasileiros poderão ser beneficiados pela ampliação do rastreamento do câncer colorretal na rede pública. O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer, a partir desta segunda-feira, 10, o teste imunoquímico fecal (FIT), exame capaz de identificar sangue oculto nas fezes e auxiliar na detecção precoce da doença.
A estratégia é destinada a homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos, que deverão realizar o teste a cada dois anos. O exame apresenta sensibilidade estimada entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações e não exige preparo intestinal, dieta restritiva ou procedimentos invasivos. A coleta pode ser feita em casa, com uma única amostra, que posteriormente é encaminhada para análise laboratorial.
A inclusão do FIT ocorre em um cenário de alta incidência do câncer colorretal no país. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados 53,8 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028. A doença é o segundo tipo de câncer mais frequente no país, quando não são considerados os tumores de pele não melanoma.
O resultado positivo para sangue oculto não significa, necessariamente, a presença de câncer, mas indica a necessidade de investigação complementar. Nesses casos, o paciente deverá ser encaminhado para outros exames, como a colonoscopia, considerada pelo Ministério da Saúde o principal método para avaliar o intestino, já que permite identificar e retirar pólipos durante o procedimento. O FIT, porém, é destinado exclusivamente ao rastreamento de pessoas sem sintomas e não à investigação de casos com suspeita clínica da doença.
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