O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Bruno Dalcomo, informou que deve “sobrar” para o próximo ano o país cerca de 94 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Do total, 56 milhões equivalem aos imunizantes monovalentes das marcas AstraZeneca, Coronavac e Pfizer.

Outros 34 milhões, da Pfizer, serão da versão bivalente. A previsão de chegada delas ao Brasil é até as primeiras semanas de janeiro. O ministério negocia ainda a aquisição de mais 50 milhões de doses bivalentes da Pfizer.

“Se pudermos e tivermos a disponibilidade orçamentária, concluiremos a compra”, pontuou Dalcolmo. A Saúde, por nota, informou que os montantes em estoque se referem a contratos assinados em 2021. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, prometeu que repassará todos os dados à equipe de transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “As doses que adquirimos em 2021 foram suficientes para 2021, para 2022, e há doses suficientes para 2023″, prevê Queiroga.

Entretanto, a projeção de vacinas não é suficiente para a demanda, como estima o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). A entidade calculou, com base no LocalizaSUS, que o Brasil precisará de 370 milhões de doses. Isto é, 276 milhões a mais que o disponibilizado. O Conass considera que há pessoas que precisam completar o esquema vacinal em todas as faixas etárias. Além disso, há aqueles que precisam tomar mais uma dose de reforço anual.