Visionário, estadista ou modernizador? O lugar de Pedro Ludovico no imaginário dos goianos

É impossível desvencilhar a ideia da construção de Goiânia de seu criador. Além do senso comum, historiadores, escritores e economistas traçam perfis distintos de um dos mais importantes políticos do Estado no século 20

O busto de Pedro Ludovico adorna a entrada do Palácio das Esmeraldas, sede do Poder Executivo de Goiás | Foto: Eddy Pontes/Flirck

O busto de Pedro Ludovico adorna a entrada do Palácio das Esmeraldas, sede do Poder Executivo de Goiás | Foto: Eddy Pontes/Flirck

Frederico Vitor

A vida da mais importante personalidade política de Goiás no século 20 ainda rende muito debate acerca de seu lugar na história. Pedro Ludovico Teixeira pode ser chamado de “o homem do destino”, isto é, aquele que realizou a transferência da cidade de Goiás, antiga Vila Boa, para a nova sede dos poderes públicos estaduais: Goiâ­nia, a nova capital.

Sem dúvidas, a cidade que deveria se chamar “Petrô­nia” (nome que homenagearia seu criador, mas que foi rejeitado pelo próprio), foi sua maior façanha. Sua obra suprema causou tanto impacto que é possível dizer que o Estado foi um antes e outro depois da nova capital. Goiânia representou muito mais do que um marco de ruptura do contexto econômico e social de Goiás.

A cidade carrega forte simbolismo político. A metrópole do Cerrado nasceu da necessidade de descentralização do poder local, então concentrado nas mãos de famílias oligárquicas — uma característica típica de regiões do interior do Brasil antes da Revolução de 1930.

Pedro Ludovico passa duas ideias aos que dedicam estudar sua história. A primeira está ligada a uma corrente que, nos últimos anos, revisa historicamente sua figura. Durante várias décadas, o discurso foi quase hegemônico no sentido de construir a imagem de um homem de cultura e também de ação, ou seja, um médico vestido de terno branco decidido a modernizar Goiás. Mais recentemente se questiona até que ponto Pedro Ludovico manteve as práticas coronelísticas que teoricamente combatia.

O segundo aspecto envolve seu filho e herdeiro político, o ex-governador Mauro Borges. As experiências administrativas modernizadoras e o destacado papel que o filho desempenhou na Campanha da Legalidade, em parceria de Leonel Brizola (à época, governador do Rio Grande do Sul), com quem defendeu a posse de João Goulart após a renúncia do Jânio Quadros, lhe deu uma dimensão nacional. Algo que o pai não teve.

Afinal, afora a transferência da capital, qual seria o outro grande legado de Pedro Lu­do­vico? Qual deve ser seu lugar na historiografia goiana? Como ele influencia os políticos atuais e de que maneira é lembrado pelos goianos? Para obter estas e outras respostas, o Jornal Opção ouviu historiadores, escritores, jornalistas e economistas em busca de um perfil do líder que manteve a supremacia política do Estado por quase três décadas.

Mas antes das considerações é preciso fazer um breve recorte biográfico de Pedro Ludovico. Nascido em 23 de outubro de 1891, na cidade de Goiás, o filho do médico João Teixeira Álvares e de Josefina Ludovico de Almeida cursou todo o ensino básico em sua terra natal. Adulto, em 1910, se mudou para o Rio de Janeiro, onde se matriculou na então Faculdade de Medicina da Praia de Santa Luzia.

Na capital fluminense, Pedro Ludovico teve contato com a intelectualidade carioca, que o influenciou a tomar gosto pela literatura, principalmente a francesa, base de sua formação intelectual. Depois de formado, retornou a Goiás em março de 1916 e fixou residência em Bela Vista, onde começou a exercer sua profissão. Naquela pequena cidade, considerava sua vida monótona, segundo relatos de biógrafos. Mudou-se então para Rio Verde, motivado pelo progresso que despontava na região Sudoeste do Estado. Na nova cidade, se casou com Gercina Borges, filha do senador Antô­nio Martins Borges, influente líder político. Era 1918.

A partir de seu estabelecimento em Rio Verde foram lançadas as raízes de uma vida política que somente seria interrompida pela morte, em 1979. Crítico da estrutura política que imperava na época, em especial do poder concentrado pela família Caiado, liderada por Antônio Ramos Caiado — também conhecido como Totó Caiado. Em 1930, ele participa ativamente do movimento liderado por Getúlio Vargas, que tinha a missão de romper com as oligarquias no País: a Revolução de 1930.

No evento revolucionário, Pe­dro Ludovico juntou-se a um grupo em Minas Gerais que pegou em armas, sendo preso em Rio Verde. Após ser liberado, depois de alguns dias no cárcere, dirigiu-se para a cidade de Goiás. No percurso, foi informado da vitória da revolução em Minas Gerais e, chegando à capital, juntamente com alguns companheiros de luta, tomou o Palácio Conde dos Arcos, então sede do Poder Executivo goiano, antes da chegada da coluna mineira sob o comando de Carlos Chagas Pinheiro e Quintino Vargas. Con­so­lidou-se, assim, a vitória dos revolucionários.

Em 29 de outubro de 1930, foi formada uma Junta Governativa para representar o poder em Goiás. A Junta durou apenas três semanas e Pedro Ludovico assumiu o controle do Estado, como Interventor Federal, até 1945. No ano de 1932 foi organizada uma comissão que deveria realizar a escolha da melhor região para a qual a nova capital seria transferida. A escolha acabou realizada em função de cidades que já existiam e, entre as opções existentes, a nova capital veio a ser definida nas proximidades da cidade de Campinas, que depois tornou-se bairro de Goiânia.

Mandato de senador é cassado em 1969

Goiânia resultou da necessidade de descentralização do poder em Goiás | Foto: Reprodução Revista Oeste, outubro de 1944

Goiânia resultou da necessidade de descentralização do poder em Goiás | Foto: Reprodução Revista Oeste, outubro de 1944

Mesmo com a resistência dos antigos grupos oligárquicos que dominavam a vida política goiana, o grupo de Pedro Ludovico acabou confirmando o projeto da mudança no ano de 1933. Na data de 24 de outubro daquele ano foi lançada a pedra fundamental que daria início aos trabalhos de construção de Goiânia. A escolha do nome se deu por concurso, vencido pelo professor Alfredo de Castro. O nome “Goiânia” começou a ser utilizado no ano de 1935.

O município começou a ter suas atividades executadas em novembro de 1935 e, no mês seguinte, o então interventor Pedro Ludovico enviou o decreto que estabeleceu a transferência da Casa Militar, da Secretaria Geral e da Secretaria do Governo para Goiânia. Nos meses posteriores, outras secretarias foram transferidas, e essas ações reafirmavam ainda mais a mudança da capital. O evento oficial que sacramentou a transferência da capital aconteceu somente no dia 5 de julho de 1942 — evento realizado no Cine Teatro Goiânia, onde se reuniram ministros, autoridades e representantes da Presidência da República de Getúlio Vargas.

Em 12 de outubro de 1945, houve um golpe militar contra Vargas e Pedro Ludovico foi afastado da interventoria goiana. Logo após, houve eleição para o Senado e ele foi eleito senador. Em 1951, interrompeu seu mandato de senador para se candidatar ao governo de Goiás. Eleito, seu segundo mandato deveria terminar em 1963. No entanto, em 1962, Ludovico se candidata, pela terceira vez, ao Senado, alcançando novo mandato de oito anos.

Pedro Ludovico exerceu seu mandato de senador até 1969, quando teve suspensos seus direitos políticos, cassados por dez anos pela Junta Militar que governava o Brasil desde 1964. Em novembro do mesmo ano, ele chegou a mobilizar homens armados para a defesa do mandato de seu filho, o governador Mauro Borges, que comandava o Estado desde 1º de fevereiro de 1961. Entretanto, não teve sucesso, pois uma intervenção federal afastou Borges do Executivo goiano no dia 26 de novembro.

Em outubro de 1965, o Ato Institucional nº 2 (AI-2), promulgado pelo presidente Castelo Branco, extinguiu os partidos políticos então existentes. Com o advento do bipartidarismo, Pedro Ludovico filiou-se ao Movimento Democrá­tico Brasileiro (MDB), representando-o na vice-presidência do Senado até 1º de outubro de 1969, quando o governo militar cassou seu mandato parlamentar com base no Ato Institucional nº 5 (AI-5).

Após ser afastado da vida pública, dedicou-se ao jornal “A Voz do Povo”. Faleceu em Goiânia no dia 16 de agosto de 1979, quando preparava o livro autobiográfico intitulado “Me­mórias”.

Pedro Célio: “Ludovico representa uma imagem que está carregada de elementos contraditórios”

Pedro Célio: “Ludovico representava o Estado onipotente em Goiás” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Pedro Célio: “Ludovico representava o Estado onipotente em Goiás” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O professor da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG) Pedro Célio afirma que, após 1930, muito das definições na sociedade e na economia goiana sofreu influência direta das ações e decisões de Pedro Ludovico. Segundo ele, a construção de Goiânia é apenas um exemplo. “Atualmente, a cidade é uma metrópole importante do Centro-Oeste brasileiro e, em medida justa, está emblematizada na figura de seu criador”, diz.

Em relação ao lugar de Pedro Ludovico na historiografia política e regional, Pedro Célio diz que, antes de sua morte, as avaliações de seu significado começaram a ganhar formas desapaixonadas. Ou seja, as pesquisas apontavam uma imagem carregada de elementos contraditórios e ambíguos. Os estudos apontam um universo que, tanto nos meios populares quanto nos círculos intelectuais e políticos do Estado, suscita significados antagônicos para Pedro Ludovico:

“Por um lado, há destaque para o dirigente rigoroso e paternal, provedor das necessidades aos carentes, e empreendedor ativo. Por outro, sobressai o perfil do líder corajoso que enfrentou oligarquias violentas, que resistiu a prisões e retornou triunfante. Há também imagens do político justo, companheiro e leal com os aliados, nesse caso contrastante com a de violento e implacável com os adversários. Creio que uma imagem sintetizadora pode vir da constelação de significados sobre o político que encarnava o Estado onipotente em Goiás”, diz.

Daria para dizer o que seria Goiás sem Goiânia? Pedro Célio afirma que esta é uma questão de difícil resposta. Contudo, ele discorre que o processo de povoamento do Planalto Central se daria de forma natural. Entretanto, ele diz que o impulso para a criação de Brasília poderia demorar de uma a duas décadas, já que a capital goiana serviu de importante apoio para a construção da nova sede dos poderes da República. “O fato é que Goiânia está aí, com uma enormidade de problemas. Pena que alguns desses gargalos sejam da época de Pedro Ludovico e nunca foram resolvidos”, diz.

Wilson Ferreira da Cunha: “Além de moderno e corajoso, ele foi um político honesto”

Wilson Ferreira: “Ludovido precisa ser lembrado como honesto” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Wilson Ferreira: “Ludovido precisa ser lembrado como honesto” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Professor da Pontifícia Uni­ver­sidade Católica de Goiás (PUC-GO), o cientista político Wilson Fer­reira da Cunha afirma que, no imaginário popular, a figura de Pe­dro Ludovico repousa envolta em uma áurea de político bem-sucedido. Se­gundo ele, apesar de o líder goiano não ter embarcado na demagogia varguista, por considerar Goiás pequeno de­mais, enxergava que o Estado poderia ser o condutor de tudo.

De acordo com Wilson Fer­reira, a imagem de Pedro Ludo­vico pode ser vista como a de introdutor de um ciclo de desenvolvimento do Estado. Goiás era atrasado, com pouca significância no cenário nacional. Tal condição foi se transformando após as mudanças implementadas por Pedro Ludovico. “Goiás estava isolado e não tinha quase nenhuma perspectiva de crescimento. Goiânia veio romper este curso de atraso, tanto que ela soube se fazer como capital”, diz.

Contudo, um aspecto de Pedro Ludovico apontado como importante por Wilson Ferreira é sua conduta republicana enquanto homem público. Segundo ele, o político que transferiu a capital para Goiânia nunca esteve envolvido em desmandos e atos que manchassem sua honra. “Além de desbravador, moderno e corajoso, ele precisa ser lembrado como honesto e autêntico, alguém que jamais permitiu que familiares comprassem terrenos em Goiânia”, afirma.

Eurico Barbosa: “É a figura mais proeminente da história goiana”

Jornalista, escritor, advogado, ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa e da Academia Goiana de Letras (AGL), Eu­rico Barbosa afirma que Pedro Ludovico é a figura mais proeminente da história goiana. Para ele, há um Goiás antes e outro depois de sua passagem pela cena política do Estado. “Com a mudança da capital para Goiânia, Goiás adquiriu perspectivas muito mais amplas e veio propiciar o desenvolvimento desta região, impulsionada enormemente por Brasília”, diz.

Segundo Eurico Barbosa, a modernização representada por Pedro Ludovico vai além da mu­dan­ça da capital. Apesar de ele não ter conseguido governar Goiás no ponto de vista de ideias e proposição como Mauro Borges, sua imagem se tornou consolidada como reserva moral da vida política goiana. “Sua conduta ao lidar com a coisa pública deve ser ressaltada em sua projeção histórica”, afirma.

Eurico Barbosa: “Pedro Ludovico foi um político honesto e honrado” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Eurico Barbosa: “Pedro Ludovico foi um político honesto e honrado” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Eurico Barbosa não economiza elogios ao simbolismo moral do fundador de Goiânia: “Pedro Ludovico foi um exemplo de dignidade moral. Ele foi um homem que, ao falecer, somente deixou o patrimônio que sua esposa tinha herdado de seu pai, o senador Antônio Martins Borges. É um símbolo de anticorrupção, homem que dá exemplo, principalmente nos dias atuais”, diz.

 

 

Itami Campos: “Ludovico governou Goiás pelo olhar de um médico”

Itami Campos: “Pedro Ludovico governou com o olhar clínico de médico” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Itami Campos: “Pedro Ludovico governou com o olhar clínico de médico” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Doutor em Ciências Polí­ticas, escritor, ensaísta, historiador, literato, cronista, poeta, integrante da Academia Goiana de Letras (AGL) e, atualmente, pró-reitor da Unie­van­gélica de Anápolis, Itami Cam­pos afirma que, mais importante do que Goiânia, foi a promoção do de­senvolvimento de Goiás. Ele explica que na década de 1930, Goiás e­ra um Estado extremamente pobre, periférico cultural e socialmente. Realidade que foi se transformando com a fundação da nova capital.

Outro aspecto importante de Pedro Ludovico lembrado por Itami Campos foi o seu caráter como um médico político. Isto é, sua vida pública foi influenciada pela Medicina. O historiador explica que Pedro Ludovico diagnosticou os problemas do Estado e chegou à conclusão de que o me­lhor remédio para as “enfermidades” administrativas era a transferência da capital.

“A mudança da capital de­mons­tra bem tal característica. Como médico, ele levou a cabo a construção da nova capital se preocupando com a higienização da cidade. Por isso que Goiânia é aberta, com ruas e avenidas largas e com várias áreas verdes.”

Ademir Luiz: “Seu mito beira ao culto à personalidade”

Ademir Luiz: “Um nome no passado” |Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Ademir Luiz: “Um nome no passado” |Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O pós-doutor em História e professor da Universidade Esta­dual de Goiás (UEG), Ademir Luiz afirma que, para os mais velhos, o mito de Pedro Ludovico é reforçado por iniciativas que, muitas vezes, beiram o culto à personalidade. Ele lembra, por exemplo, a quantidade de monumentos e palácios que levam o nome do líder político, por exemplo, a Praça Cívica, que tem um busto e uma estátua equestre, além de abrigar um centro administrativo com seu nome.

Ademir Luiz acredita que as futuras gerações vão encarar Pedro Ludovico como apenas mais um nome do passado; segundo ele, como algo respeitável, mas vago, como Duque de Caxias ou Tiradentes. “O brasileiro de modo geral não tem muito apreço por políticos. Não cultivamos, diferentemente dos americanos, especial respeito pelos pais fundadores. É senso comum, mas também é verdade o fato de que preferimos cultuar artistas populares e atletas.”

No aspecto econômico de Goiás, Pedro Ludovico rompeu com uma realidade

No aspecto econômico, não há dúvidas de que Pedro Ludovico rompeu com uma realidade ao promover a mudança da capital. O economista e professor da Pon­tifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO) Jeferson de Castro Vieira afirma que, antes de Goiânia, o Estado vivia mergulhado em um marasmo econômico, deficitário em infraestrutura e completamente dependente da rudimentar economia ligada ao campo. “O que havia era uma incipiente atividade agropecuária, pouco desenvolvimento do co­mércio que, em sua maioria, estava ligado ao fornecimento de produtos de cultivo de grãos e gado”, afirma.

Antes de 1930, Goiás ainda não tinha desenvolvido a atividade de extração de minérios. A cultura da soja veio se desenvolver a partir da década de 1960. O cultivo de cana, por exemplo, era pouco difundido, mais reservado aos alambiques. Mesmo com a escassez de petróleo, em decorrência da Segunda Guerra Mundial, que abriu uma forte demanda pelo combustível derivado da cana, a produção de álcool em solo goiano esteve, naquela época, apenas concentrado na região do município de Catalão.

Jeferson de Castro Vieira: “Industrialização de Goiás partiu de Goiânia” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Jeferson de Castro Vieira: “Industrialização de Goiás partiu de Goiânia” | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Jeferson Vieira afirma que, se o Estado é, atualmente, o detentor do maior parque industrial do Centro-Oeste, o princípio deste processo de industrialização se deu pela construção de Goiânia e a implantação de seu distrito agroindustrial. Além disso, a am­pliação da máquina estatal durante o Estado Novo, e a demanda por recursos em diversas áreas, impulsionaram o setor secundário e terciário da região central do Estado.

“A transferência da estrutura de governo para uma nova cidade planejada estimulou o desenvolvimento do comércio, da indústria, do mercado imobiliário e do setor de serviços. Goiânia foi importante ponto de apoio para construção de Brasília, onde partiam caminhões de cimento, madeiras, ferramentas e ferragens usados na construção da nova sede da República”, diz.

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