Sintego cobra mais autonomia para escola padrão

Presidente do Sindicato de Trabalhadores na Educação diz que é preciso mais racionalidade na gestão dos gastos e pede presença de escolas militares nas periferias

Entre os achados do estudo do Instituto Mauro Borges sobre a eficiência das escolas estaduais de Goiás, um fato chama atenção. Apontada como parte da solução para o desempenho dos estudantes brasileiros, a escola em tempo integral não tem conseguido cumprir esse objetivo no Estado. Segundo o IMB, as unidades do tipo não obtiveram as melhores notas em nenhuma etapa escolar, apesar de terem os custos per capta mais elevados (R$ 918,51).

Bia de Lima, presidente do Sintego | Foto: Alberto Maia / Câmara Municipal

Isso ocorre, segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima, porque não houve investimento na melhoria da estrutura nem da política pedagógica dessas unidades. “Não houve mudança na concepção, na forma de ofertar educação, só se estendeu o período (na escola). A escola de tempo integral deve ofertar culturas diversificadas, esporte”, afirma.

Bia de Lima também acredita que a diferença social entre os alunos influencia nas notas obtidas pelas escolas conveniadas e militares em relação às escolas padrão. “Por que os militares não estão na periferia? Todas as escolas militares são muito bem localizadas. Já as escolas conveniadas, geralmente, têm algum viés religioso. A clientela também é diferente”, afirma.

Disciplina
De acordo com a presidente do Sintego, os professores das escolas padrão enfrentam mais dificuldades no trabalho, como violência escolar. “As escolas ‘normais’ não têm a autonomia que uma escola militar tem, por exemplo, quanto à disciplina”, afirma.

Em relação ao total de recursos, Bia de Lima não o considera insuficiente. “Pode aumentar, mas não é pouco. O que falta em Goiás é uma política de formação e valorização de professores, um projeto político-pedagógico”, cobra. Para a sindicalista, a aplicação do dinheiro tem de ser mais racional. “Estamos a anos-luz de aplicar corretamente os recursos (da Educação)”, considera.

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