Renan Santana

Especial para o Jornal Opção

Quem acompanha de perto o cenário político de Goiás sabe que uma eleição para o Senado não se constrói apenas com discurso, exposição ou estrutura partidária. Ela se constrói, sobretudo, com história, presença nos municípios e capacidade de estabelecer vínculos reais com as pessoas.

Falo isso não apenas como alguém que acompanha a política, mas também a partir da experiência prática de quem atua profissionalmente em campanhas eleitorais e presta consultoria a prefeitos de diferentes municípios de Goiás.

Tenho percorrido o Estado, conversado com gestores, vereadores, lideranças políticas e população. E, nas minhas andanças, uma percepção tem aparecido com bastante força: a expectativa em torno da candidatura de Gracinha Caiado ao Senado é grande.

Minha atuação profissional também me permite acompanhar de perto o ambiente político municipal e dialogar com diferentes atores que fazem a política acontecer nas cidades. Nesse contexto, tenho uma relação próxima com o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, Zé Délio Júnior, além do contato permanente com prefeitos e lideranças municipais.

E existe uma razão objetiva para a força que percebo em torno de Gracinha Caiado.

A líder do União Brasil não chega à disputa como alguém que precisa começar a construir uma história política do zero. Carrega uma trajetória construída ao longo de anos de atuação pública, especialmente durante o período em que esteve à frente das ações sociais do governo de Goiás como primeira-dama.

Quando se percorre os municípios goianos, é difícil não encontrar alguma marca desse trabalho.

São programas, ações sociais, parcerias e iniciativas que chegaram às cidades e, principalmente, às pessoas que mais precisavam. Em muitos municípios, a população não conhece Gracinha Caiado apenas pelo nome ou pela televisão. Conhece pelo resultado de políticas públicas que chegaram até sua comunidade.

Esse é um ativo eleitoral extremamente importante.

Aprende-se nas campanhas: política acontece no município. É ali que o eleitor conversa com o vereador, com o prefeito, com a liderança comunitária, com o comerciante, com o produtor rural e com a família

Em campanhas municipais, aprendemos uma coisa que muitas vezes passa despercebida nas grandes análises políticas: a política acontece no município.

É ali que o eleitor conversa com o vereador, com o prefeito, com a liderança comunitária, com o comerciante, com o produtor rural e com a família.

E é justamente nesse território que Gracinha Caiado possui uma vantagem significativa: ela conhece os municípios e é conhecida por eles.

Conhece suas demandas, suas dificuldades e suas particularidades. E, mais do que isso, possui uma relação construída ao longo do tempo com prefeitos, primeiras-damas, vereadores, lideranças e, principalmente, com a população.

É por isso que, na minha avaliação, sua candidatura ao Senado precisa ser observada para além das pesquisas de intenção de voto ou das movimentações partidárias.

Existe uma força política que nasce da memória.

O eleitor pode até esquecer um discurso feito em um palanque. Pode esquecer uma promessa de campanha. Mas dificilmente esquece quando uma política pública chegou à sua cidade e mudou a realidade de alguém próximo.

E Gracinha Caiado tem essa memória espalhada por Goiás.

Naturalmente, uma eleição para o Senado é uma disputa complexa. São duas vagas, muitos nomes, diferentes grupos políticos e um eleitorado que ainda vai tomar suas decisões. Nada está garantido antes da abertura das urnas.

Mas, olhando o cenário a partir da experiência de quem acompanha campanhas, presta consultoria a gestores municipais e circula pelos municípios, vejo que Gracinha Caiado parte de uma posição política muito competitiva.

Ela tem história. Tem trabalho. Tem presença municipal. Tem conhecimento das demandas de Goiás.

E, principalmente, tem algo que não se fabrica em uma eleição: uma trajetória construída junto aos municípios goianos.

Se essa força acumulada conseguir ser transformada em uma campanha que dialogue diretamente com as cidades, valorize as entregas realizadas e mostre ao eleitor o que ela pretende defender no Senado, acredito que Gracinha Caiado poderá chegar muito forte à disputa. Aliás, já chegou. Porque tende a ser a mais votada.

No fim das contas, eleição não é apenas sobre quem fala mais alto.

É também (e principalmente) sobre quem tem algo para contar. E, quando se olha para Goiás inteiro, Gracinha Caiado tem muita história para contar.

Renan Santana é publicitário, cientista político e estrategista político.