Especialistas veem que novidade da legislação virou brecha para usar o financiamento de campanhas femininas para eleger homens
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Plenário do Senado Federal, em sessão especial pelo Dia Internacional da Mulher | Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado
O Estado de Goiás nunca teve uma mulher como governadora ou na vice-governadoria. Tampouco Goiânia, sua capital, jamais elegeu uma política como chefe do Executivo. Na Câmara Municipal de Goiânia, dentre os 35 vereadores da Casa, apenas cinco são mulheres. O número se repetiu na legislatura passada. Na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), a realidade consegue ser ainda pior: das 41 cadeiras, apenas 2 são ocupadas por mulheres.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres compõem 52,5% do eleitorado brasileiro, mas esse número não reflete com êxito quando se trata de eleitas. Segundo um estudo realizado pela União Interparlamentar, organização internacional responsável pela análise dos parlamentos mundiais, o Brasil está em 142º na lista internacional que aponta a participação de mulheres na política, sendo o Haiti o único país que ocupa uma posição inferior à brasileira no ranking da América Latina, tendo como base as eleições de 1997 a 2018. Nas últimas eleições majoritárias, as brasileiras conseguiram ocupar 15% das cadeiras da Câmara dos Deputados. No Senado, o número é menor, sendo apenas 12,4%. Goiás, por exemplo, até hoje só teve apenas uma senadora.