Circuitos Turísticos: as riquezas de Goiás

Com apoio especializado, agências goianas se qualificam nas mais diferentes regiões e garantem mais qualidade para quem curte uma boa viagem

Guilherme Predebon se aventura no rapel: visitantes ficam muito satisfeitos com o trabalho receptivo da Cerrado Aventuras. Foto: Arquivo Pessoal

Guilherme Predebon se aventura no rapel: visitantes ficam muito satisfeitos com o trabalho receptivo da Cerrado Aventuras. Foto: Arquivo Pessoal

E quem não gosta de uma viagem de recreio? Quem não gosta do sol em água cristalina, corrente de cachoeira ou de admirar ladrilhos de cidades cheias de histórias? Pode ser para ajoelhar-se em nome da fé, silenciar-se em pesca ou se aventurar em rapel, rifting. Em Goiás, o turismo se fortalece e se estrutura, oferecendo conforto a quem gosta desse recreio.

Guilherme Predebon está se graduando em turismo, pela Univer­si­da­de Estadual de Goiás (UEG). Em 2007, em uma parceria com a Fazenda Hotel Tabapuã dos Pireneus, deu vida à Cerrado Aventuras, cuidando da administração e operação dos seus produtos de turismo de aventura. “Vivemos do turismo em Pire­nó­po­lis. Nossa empresa nasceu na área de turismo de aventura. Hoje, já atuamos em outras áreas, como o receptivo”, informa. O receptivo é um serviço em que a empresa busca o turista no aeroporto e o leva para o hotel, por exemplo, e cuida de toda a viagem até a volta, deixando-o no aeroporto. “No nosso caso, um receptivo sem a parte aérea”, lembra Guilherme.

Cerrado Aventuras oferece serviços, além do receptivo, como ingressos para cachoeira, passeios de aventura, de trilhas, mais hospedagem e alimentação. “Os turistas ficam muito satisfeitos com o trabalho”, diz Guilherme. A empresa desponta, atualmente, no cenário nacional, com o Programa Aventura Segura, do Ministério do Turismo em parceria institucional com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Em­presas (Sebrae). Guilherme procurou apoio no Sebrae, seccional goiana, para melhor estruturar a Cerrado. Foi uma ajuda com acordos comerciais, como pousadas e atrativos.

O Sebrae auxiliou, ainda, no tarifário dessas pousadas e atrativos, ou seja, foi um apoio em diversas instâncias e integrou a área de turismo da região. “Nós ganhamos muito, não apenas enquanto agência, mas sim enquanto turismo, pois temos essa demanda e conseguimos uma qualidade maior no serviço, beneficiando mais o turista”, disse Guilherme.

Segundo ele, a intenção é promover e desenvolver o turismo responsável na região dos Pireneus, se comprometendo com a melhoria contínua de suas atividades para atender as expectativas e dar total segurança aos clientes. “A Cerrado abraça um conjunto de ações de fortalecimento institucional, geração e disseminação de conhecimento, qualificação de pessoas e empresas, subsídio à certificação para condutores e empresas, iniciativas de fortalecimento da responsabilidade socioambiental e de uma campanha de conscientização do consumidor. Além disso, promove a capacitação e o emprego da comunidade residente no Polo dos Pireneus, contribuindo para a disseminação do turismo como uma nova fonte de renda para a população local”, afirma.

Crescimento

Graziele Carneiro graduou-se em Turismo. Vive a 420 km da ca­pital goiana, em Mineiros. Lá criou a Trekking Turismo. A empresa surgiu um pouco antes de 2011 com o método, do Sebrae-GO, Circuitos Turísticos. Mineiros é “o portão de entrada”, como diz Graziele, para o Parque Nacional das Emas. “Como não havia nenhuma empresa registrada que trabalhasse no Parque, a empresa surgiu em torno disso, para ser o seu receptivo”, explica ela, que também atua como guia.

Em Mineiros, Graziele de­senvolve o papel de agente re­ceptivo, o que contribui para região. A abertura da empresa com o apoio do Sebrae levou muitos cursos para o sul goiano. Cursos para áreas práticas, tais como guias, condutor, de observação de águas, de aventura, salva vidas e vários outras na área potencializaram o turismo.

Essa contribuição se mostra no melhor atendimento turístico que a região passou a oferecer. Se­gundo Graziele, os cursos mais recentes, por exemplo, foram de rapel e cachoerismo. Ela explica que desde o início os envolvidos na empresa participavam dos cursos, que são constantes e contínuos.

“O turismo de Mineiros está em evolução. Agora que começamos a nos organizar para o crescimento”, afirma. A legalização é fundamental para criação de uma empresa, diz, explicando que a formalidade permite que a empresa participe de feiras e outros eventos, o que contribui para divulgação do turismo da região.

“Trabalhamos bastante no atrativo Parque Nacional das E­mas, também no Pinga Fogo, uma região de montanhas e piscinas naturais” exemplificou a guia. Em Mineiros, destaca as ainda ca­choeiras, grutas, rio para rafting e rapel. “São vários atrativos.”

Com a ajuda do Sebrae-GO, a empresa tem mais acesso às rodadas de negociação, pois o custo para viagens é menor. A parceria do Serviço com a região favorece a divulgação e a comercialização em outros locais. Além desses benefícios, Graziele diz sobre a troca de conhecimento, como o fator mais importante.

Além de fazer os pacotes de viagens, trazer as pessoas para região, ela oferece o serviço de guia, de transporte, agendamento de hotel e restaurante. Ou seja, toda a parte de serviço, de estrutura. “Isso é muito importante, pois dá ao cliente uma tranquilidade e a segurança de viver as experiências que deseja. Caso haja algum problema, é mais fácil, pois sabe a quem recorrer, reclamar e fazer sugestões”, pontua Graziele.

Serviços melhores beneficiam os turistas

O diretor técnico do Sebrae-GO, Wanderson Portugal Lemos, ressalta que a história e a cultura de um povo devem ser amplamente divulgados, ainda mais, quando se tem, por exemplo, em Goiás, o privilégio de abrigar uma fauna e flora muito ricas, um povo acolhedor e o sol que brilha, praticamente, todos os dias do ano. Ele lembra que Goiás tem um potencial turístico maravilhoso e a cadeia produtiva do turismo é composta por mais de 60 tipos de negócios diferentes. “Este é um setor altamente sustentável, limpo e que pode trazer bons resultados para o crescimento e desenvolvimento das microempresas e empresas de pequeno porte em Goiás.”

Em vista deste cenário, o Sebrae-GO atua ao lado dos empresários, do governo estadual, de profissionais e estudiosos do turismo em Goiás, oferecendo soluções ou criando junto com eles ações de mercado, capacitação e gestão para os seus negócios. “Circuitos Turísticos” é o nome de um método de trabalho para o desenvolvimento das regiões turísticas, adotado pelo Sebrae. Já é realizado em outros locais. O exemplo base foi em São Paulo, onde a equipe goiana visitou, conheceu, adaptou e escreveu um método para Goiás, com nossas particularidades.

Circuitos Turísticos consiste em agrupar empresários de um mesmo segmento, que tenham interesses em comum, e qualificá-los, trabalhar o índice de competitividade de suas empresas para que acessem mercado de forma coletiva, organizada e profissional.

Hoje, o Sebrae-GO tem oito Cir­cuitos Turísticos, prontos para o mercado: Quintais de Goiás, Fé no Coração do Brasil, Águas Termais, Cidades Históricas, Chapado dos Veadeiros, Pegadas no Cerrado, Serra da Mesa, Vale do Araguaia.

Os Circuitos são organizados em empreendimentos de alimentação, hospedagem, atrativos, agências de receptivos. A fase do método consiste na capacitação e qualificação dessas empresas, preparando-as para o mercado. “Nos 11 Escri­tórios Regionais nas 23 Agências Sebrae instaladas em Goiás, oferecemos atendimento, capacitação e consultoria aos empresários, orientando-os ao crescimento e desenvolvimento de seus empreendimentos”, informa Wanderson.

O diretor destaca que o Sebrae também realiza e oferece aos empresários as missões técnicas, caravanas e vivências para que possam conhecer e interagir, buscar boas práticas de gestão de polos turísticos de sucesso no Brasil e em outros países. “Desta forma, com certeza, o Sebrae cumpre com a sua missão de disponibilizar soluções para promover o empreendedorismo, o desenvolvimento e a sustentabilidade dos pequenos negócios do Estado de Goiás”, pontua.

O programa Sebrae 2014 contempla as cidades sedes da Copa do Mundo. O Sebrae-GO entrou, recentemente, no programa pela participação de Brasília. No dia 14 de abril, a seccional do Estado participou de uma rodada de negócios no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Para a rodada foi preparado um material, com uma linguagem para mercado, com o objetivo de ter acesso nacionalmente.

“Fomos ofertar, mostrar que Goiás tem produtos formatados, atividades prontas para comercialização, pois quando se fala em ‘turismo’, existem as regiões turísticas, as potencialidades, porém precisamos comunicar e mostrar que há uma operação, existe uma atividade, que é possível contratar um serviço e é isso que trabalhamos”, explica a gestora do projeto no Sebrae – Região Metro­politana, de Goiás, Larissa de Souza Ribeiro.

Os Circuitos

No coração do Centro-Oeste Bra­sileiro, a “ruralidade mais charmosa” oferece lazer, descanso, aventura, conhecimento, eventos entre ou­tras atividades. O Circuito Tu­rístico Quintais de Goiás engloba a região metropolitana e o Entorno do Distrito Federal. Foi o primeiro Circuito a trabalhar a metodologia, em 2011.

O turismo rural, a boa gastronomia em panelas de barro se junta às cachoeiras, museus históricos e culturais. A maior fazenda de jabuticabas do mundo em contraste à arquitetura contemporânea e playgrounds. Pi­re­nópolis e a capital goiana são exemplos de Quintais. Larissa destaca a existência de uma agência que opera nesse Circuito, a Ararauna Turismo.

A importância da agência se faz no contato com o mercado nacional. “Quando vamos para uma rodada de negócios, como no dia 14, em Brasília, a operadora de turismo quer saber se existe um receptivo local para realizar a operação para ela. As questões dos acordos comerciais, em como receber, se está ou não preparado para tal operação, são importante para conseguirmos fechar negócio”, explica a gerente.

Larissa destaca que o trabalho não é feito com o público final. O alvo são os operadores, pois são acordos comerciais para venda dos destinos. Por isso, é necessário preparo.

Território goiano é rico em cachoeiras, grutas, rios para rafting e rapel: grande potencialidade turística. Fotos: Nebias Turismo/Divulgação

Território goiano é rico em cachoeiras, grutas, rios para rafting e rapel: grande potencialidade turística. Fotos: Nebias Turismo/Divulgação

O Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, no município de Trindade, atrai os visitantes por sua arquitetura, acolhe pela fé. O Circuito Fé no Coração do Brasil garante hospedagem e restaurantes aos religiosos que procuram missas e novenas. A arte da Via Sacra é um convite aos romeiros. O Circuito surgiu de um trabalho que o Sebrae realiza, desde 2009, no município de Trindade, na área de turismo.

“Trindade é um pouco atípica. Em quatro anos, a cidade cresceu mui­to. O nosso trabalho principal é fortalecer as empresas, trabalhar o nível de gestão empresarial. Muitas empresas nascem pela oportunidade, não pela vocação, e precisamos orientar. Hoje, já há empresas que nascem planejadas. Por isso, estamos trabalhando para melhorar o desenvolvimento do turismo de Trindade. Talvez, possa gerar um crescimento e não um desenvolvimento. Essa é nossa preocupação”, diz Larissa, gestora do Fé no Coração do Brasil.

Ela informa que em todos os circuitos há empresas que realizam as operações. Elas são trabalhadas pelo Sebrae e aderem aos Circuitos Turísticos. Na Região das Águas Termais – Caldas Novas e Rio Quente —, a Terra Goyas Turismo e A­ventura se junta à Ararauna Tu­ris­mo. “O único lugar onde você relaxa se divertindo” é o convite aos parques temáticos e termais com uma estrutura hoteleira e gastronômica. Piscinas, toboáguas, tirolesa, equipamentos náuticos, praias artificiais, ambiente para mergulho fazem parte desse Circuito aquático, estruturado com o apoio e incentivo do Sebrae.

Entre Cavalhadas e Fogaréu, seguem os turistas pelas cidades históricas de Goiás. Palco de expedições para exploração aurífera e ocupação do sertão, trilhas indígenas fogem às serranias e os leitos de rios desde o século XVII. É o que conta o Circuito Cidades Históricas de Goiás. Dá para conhecer a casinha de Cora Coralina, na cidade de Goiás, se aventurar na queda de uma cachoeira de Pirenópolis ou de Corumbá de Goiás.

A estrutura de hospedagem e alimentação é presente. Além disso, ecoturismo, turismo cultural e de aventura incrementam o Circuito. Cerrado Aventuras, Ama Tour, Ipê Turismo Sustentável se juntam à Terra Goyas para realizarem tais operações.

Já Travessia Ecoturismo, Alter­na­tivas Ecoturismo e Operadora Segredo realizam esse trabalho no Circuito Chapada dos Veadeiros. O Parque Nacional Chapada dos Veadeiros deslumbra com suas trilhas, cachoeiras e mirantes naturais. Além disso, há atendimento terapêutico, como spas. O Distrito de São Jorge, Alto Paraíso e Teresina de Goiás integram o Circuito.

No sul goiano, se desenvolve o Circuito Pe­ga­das no Cerrado. O comércio de artesanato e o entretenimento noturno aliam-se as atividades de ecoturismo e turismo de aventura e aos serviços básicos, de hotelaria e gastronomia. No Parque Nacional das Emas, safári fotográfico, descidas de bote e boias são atrativos da região. A Trekking Turismo, Viva Jataí, Viage + e Caiapó Turismo são as operadoras.

Para quem gosta dos bons ensinamentos da pesca (esportiva, vale lembrar): Serra da Mesa. O tucunaré, as águas cristalinas são os atrativos da Serra da Mesa e Cana Brava. E ainda tem cavernas, voo panorâmico e banhos em águas profundas. As Agências Serra da Mesa, Sodré Tur e A7 atendem em nome dos municípios de Niquelândia, Uruaçu e Minaçu.

Por fim, Vale do Araguaia. A locação de barcos com motor, piloteiros e guias especializados fazem parte da estrutura no Circuito. Além da pesca esportiva e das trilhas, dá para visitar aldeias indígenas e fazer uma expedição durante a eclosão das tartarugas da Amazônia. A Interativa Turismo é o apoio na região.

Agências

O apoio é dado pelas agências, que são os receptivos locais. Existe uma grande operadora nacional e, até, uma operadora internacional, a Terra, que se localiza na Argentina e vende serviços do Brasil para o Mercosul. Turistas do Chile, do Uruguai e da Argentina aproveitam os circuitos. A Terra veio para uma rodada de negociação e conheceu os atrativos de Goiás.

Houve, então, uma prospecção (estudo, sondagem) de negócios. Assim, como no exemplo, duas operadoras do Estado entraram em contato com a Terra, da Argentina, para acordos comerciais. “O intuito é esse”, afirma Larissa. É acessar mercado de forma profissional. Ainda há ações para o público final, como o folheto e o trabalho de divulgação de informações para o público turista que queria conhecer os locais desses Circuitos.

A gerente pontua que ainda há muito a explorar no mercado regional, antes de ir para o nacional. Nesse sentido, há um aplicativo, para as plataformas IOS e Android, em que o público final poderá consultar as 329 empresas, como pousadas e restaurantes, que compõe os Cir­cuitos e conhecê-los.

O piloto foi o Quintais de Goiás. O Sebrae-GO começou a trabalhar com esse metodologia de acordo com as políticas ministeriais, ou seja, seguindo as diretrizes do Ministério do Turimso e locais, a do Goiás Turismo. O Sebrae-GO trabalha nesse aspecto em complemento as políticas do Estado. A Goiás Turismo tem o objetivo de promover as regiões turísticas, de trabalhar as políticas públicas, os fóruns regionais de turismo, ou seja, promove essas re­giões. O Sebrae trabalha no campo empresarial. Todo o trabalho tem o propósito de ajudar o empresariado. “Por isso, um trabalho que complementa”, afirma Larissa de Souza Ribeiro.

O turismo é muito amplo, explica a gerente. “Nós precisamos de acesso, estradas, de ações do empresariado local, em investir recursos para que tenha o comércio, o serviço com bom funcionamento. Tudo isso faz parte do turismo”, explica Larissa, complementando que não é só ter potencialidades, uma bela cachoeira, por exemplo. “Pre­cisa ter uma operação e por isso o trabalho deve ser contínuo.”

O método abrange ações de qualificação, de preparação e organização da gestão e de acesso ao mercado. O Sebrae auxilia em possibilidades, por exemplo, a que a Copa do Mundo proporciona, para que os Circuitos Turísticos desfrutem de forma profissional, organizada e, assim, desenvolvam sua potencialidade. Há uma promoção desses destinos de forma otimizada. O Serviço também auxilia as micro e pequenas empresas, os em­preendedores individuais da área de turismo. O objetivo é fortalecer o segmento e promover o desenvolvimento nessas regiões.

“Para todo esse trabalho ser realizado, fizemos um trabalho anterior. A preparação de material, adequação de linguagem, posicionamento de mercado, preparação de tarifário para negociação”, detalha Larissa Ribeiro. Depois de todo esse preparo, houve as rodadas de negócio. Como a do dia 14, no Mané Garrincha, que além de apresentar um material adequado para negociações de mercado, realizaram um fantour. É a otimização pela experiência, pela vivência do que se pode vender.

Os próximos passos contam com a realização de mais fantours, principalmente nas regiões que ainda não a receberam. A busca de operadoras que se interessam pelos segmentos religioso ou de águas termais, por exemplo. No dia 31 de julho, uma rodada de negócio, para o turismo será realizada dentro da Feira do Empre­endedor, organizada pelo Sebrae. A contribuição vai além da venda, está na troca de conhecimento.

Larissa percebe algumas mu­dan­ças que o método causou, o que destaca sua importância. Há um despertar para o se preparar para oportunidades, para se qualificar e isso tanto paras agências de receptivos, quanto para os em­preendimentos, para os atrativos. Há um trabalho “da porta para dentro e da porta para fora”. As agências de receptivos são incentivadas a buscar mercado novo, não serem tão tímidas, dinamizarem acordos comerciais. Já para os empreendimentos, Larissa ressalva o alerta para eles não explorarem financeiramente os turista, por ser uma temporada, não elevando preços de forma exagerada. É uma busca de consciência em ações de gestões.

Gestora do Fé no Coração do Brasil e do Quintais de Goiás, Larissa diz que todos os Circuitos têm gestores, com seus projetos de turismo como parte de um plano de ação. “Cada um está em uma fase, em um nível de maturidade de mercado e é um trabalho individual”, lembra. Por oportunidade de alguns eventos, como a Copa e a Feira do Empre­endedor, ais quais podem acessar de forma coletiva, existe o programa Sebrae 2014, também cordenado por Larissa Ribeiro no Estado. “Há uma sinergia entre os gestores, o que otimiza os recursos, melhora na comunicação, troca conhecimento, na especificidades de cada Circuito.”

“Quando criamos um Circuito, uma identidade visual, um aplicativo e outras coisas, é para o grupo empresarial. Eles assumem isso, a propriedade é deles”, diz Larissa Ribeiro. A consciência da cultura da cooperação é o objetivo do Sebrae, para que deixe de ser o indutor do processo, de desenvolvimento dos Circuitos, e passe, no final da metodologia, ser um apoia­dor, um parceiro e, assim, auxilie outros grupos, outros Circuitos.

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