Atlético Goianiense se destaca nos esportes eletrônicos

Dragão aposta no desenvolvimento dos esports em Goiás e na formação da base de jogadores profissionais que represente o time

 Equipe de CS:GO do Atlético Clube Goianiense | Foto: Reprodução / Instagram

Há um mês o Atlético Clube Goianiense (ACG) anunciou sua entrada no sempre crescente mundo dos esportes eletrônicos – esports. A princípio com equipes diferentes em quatro jogos (Free Fire, Pro Evolution Soccer, League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive) o tradicional clube, que já tem 83 anos de história no futebol, aposta no desenvolvimento do cenário competitivo no Centro-Oeste e na formação da base de jogadores profissionais que represente o time.

Os gestores e idealizadores da inserção do Dragão nos esports são os advogados especialistas em esportes eletrônicos Evando Magal Filho, Bruno Gomes, Diego Stefani Albuquerque, e o designer Gabriel Vitor. Além do Atlético, times como Corinthians, Santos e Flamengo já são representados também nos jogos eletrônicos. A aproximação de clubes históricos desta área marca uma nova era para o desenvolvimento das modalidades eletrônicas – marcada por grandes patrocinadores, nomes de grandes profissionais.

O ACG Esports também abrirá espaço para planos de avaliação de jogadores – “peneiras” – em seus times, selecionando jogadores para as modalidades. Mas, por enquanto, os gestores dos times afirmam estar focados na formação das categorias de base das equipes de esportes eletrônicos, chamadas de academies no meio.

Foco do ACG é fortalecer a formação de sua base de jogadores | Foto: Divulgação

Para o presidente Adson Batista, o clube almeja a expansão já pensando no futuro. “O Atlético é um clube que está atento às mudanças e novidades que podem aparecer. Recebemos o projeto e identificamos uma possibilidade para o clube ingressar nos esportes eletrônicos. Expansão da marca, novos públicos e visão no futuro nos fizeram acreditar no projeto ACG Esports”, destacou o Presidente Executivo do Dragão, Adson Batista.

Para o gestor dos times, Gabriel Vitor, o cenário dos jogos eletrônicos competitivos em Goiás ainda é incipiente. “Os campeonatos de relevância nacional acontecem em São Paulo e Rio de Janeiro, por isso, pretendemos montar uma game house na capital paulista. Nosso plano é alimentar uma base goiana para chegar ao cenário competitivo lá fora”. Entretanto, Gabriel Vitor reconhece o crescimento do cenário em Goiás, com o surgimento de game centers que organizam campeonatos locais, como a Orbi, lar da Rensga – time de esports goianiense que também tem equipes de League of Legends e Counter Strike.

A pandemia atrapalhou os torneios regionais, como o Campeonato Goiano, que se beneficiam muito do público presencial, conforme explica Gabriel Vitor. “Muitos atleticanos vão às game centers assistir os campeonatos, mas quando se entra no cenário nacional, as torcidas são enormes e as transmissões atingem centenas de milhares de pessoas”, conta o gestor dos times.

Quanto a planos para o futuro, Gabriel Vitor relata que o foco do ACG Esports é fortalecer a base: “Por ter um peso grande de estar na série A do campeonato brasileiro de futebol, o time de esports disputa com propostas de outros time grandes. Mas privilegiamos jogadores que estamos formando em nossa casa, damos oportunidades para pessoas novas representarem o Atlético. Patrocinadores vão para times estabelecidos no cenário. Atlético precisa conquistar confiança nesse processo lento e queremos mostrar resultados”.

Free Fire

Leonardo Mazon é o jogador e coordenador das equipes de Free Fire do ACG Esports | Foto: Reprodução / Instagram

O ACG Esports conta com coordenadores para cada uma das modalidades contempladas. No Free Fire, Leonardo Mazon é o jogador e coordenador das equipes. O capitão relata que os jogadores treinam todos os dias, no mínimo oito horas por dia, de manhã até o anoitecer. “A remuneração dos jogadores vem de salário e bonificação por troféus em campeonatos, então é uma profissão mesmo”, diz ele. Perguntado se ainda se divertia com o jogo ou o encarava como trabalho, Leonardo Mazon responde: “Eu amo o que faço. Me divirto demais e, podendo viver disso, é realmente o que eu quero”.

A Liga Brasileira de Free Fire (LBFF) é a principal competição do jogo Free Fire no Brasil, administrada por sua desenvolvedora, Garena. O torneio é disputado por 18 equipes em três etapas que valem a classificação para a competição internacional do jogo. O ACG Esports já se qualificou para o LBFF e atualmente disputa o Campeonato Goiano de Free Fire.  “Estamos em segundo lugar com nosso time menos forte e apenas com jogadores da base, com o time principal ainda em formulação”, conta Leonardo Mazon sobre o desempenho da equipe na modalidade. “Teremos outros times preparados para disputar ligas maiores”.  

Meninos que antes tinham sonho de ser jogador de futebol, agora querem ser jogadores profissionais de Free Fire. Leonardo Mazon relata que em apenas um mês de atividade, o time recebeu mais de duas mil mensagens de pessoas que querem participar em seu Instagram oficial. “Todos os dias nos perguntam se há vagas, se pretendemos montar um time para jogos novos, se há peneiras próximas”, diz Leonardo Mazon. 

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