2018 será o ano em que apenas os “novos” disputarão o governo

Sem Marconi Perillo e Iris Rezende, o espaço político de Goiás será ocupado por nomes que começaram a se mostrar já nas eleições deste ano

Após as eleições deste ano, outra pessoa ocupará o Palácio das Esmeraldas e não poderá ser Marconi Perillo ou Iris Rezende|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Após as eleições deste ano, outra pessoa ocupará o Palácio das Esmeraldas e não poderá ser Marconi Perillo ou Iris Rezende|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Marcos Nunes Carreiro

Hegemonia, como define o cientista político Pedro Célio Borges, acontece quando uma liderança ou grupo que, como todos os outros, porta interesses particulares, mas consegue traduzi-los, em determinado momento, para os demais como os que melhor podem realizar os interesses gerais. Essa conversão do particular para o geral ocorre através do discurso, a ferramenta que define a prática política.

É certo que na política quem tem melhor discurso, tem melhores condições de êxito, afinal, a luta política é, sobretudo, discursivo–argu­mentativa. Dessa forma, sendo a política uma constante e sucessiva instalação de consensos em situações de conflito, a dinâmica dominante resulta em equilíbrios instáveis em que os discursos se sucedem, assim como seus portadores. Provém daí a ideia de renovação.

O leitor deverá achar a discussão, até aqui, demasiadamente teórica. De fato. Porém, ela é necessária para a­qui­lo que iremos debater. Temos dois conceitos: hegemonia — quando um grupo político consegue fa­zer com que seus interesses sejam o me­lhor caminho para atingir os da co­letividade; e renovação — ideia que advém dos equilíbrios instáveis da política, que obriga, de certo mo­do, a reformulação dos discursos e, quando necessário, de quem discursa.

Em Goiás, temos um grupo político hegemônico: o do atual governador Marconi Perillo (PSDB). As eleições deste ano mostraram que, embora esteja no poder praticamente desde o fim da década de 1990, seu discurso ainda é o que mais se adapta à população. E a renovação? Aqui, será necessário fazer um complemento à noção de hegemonia. Não se pode reduzir a luta política com projeções de alternância, pura e simples, uma vez que hegemonia é a capacidade de dirigir, de indicar os caminhos para todos seguirem e obter a concordância — e apoio — dos envolvidos.

Tal ponto de vista dá abertura pa­ra que a alternância possa ocorrer sem que, necessariamente haja mu­dança hegemônica. É o caso de Marconi. Embora ele esteja na di­reção do Estado, por 12 anos — e com perspectivas de renovar seu mandato por mais quatro —, Mar­coni continua novo. Não ele, em si, mas seu discurso. É possível ob­servar que, a cada nova eleição, o tucano traz concepções, se não originais ainda não colocadas em prática em solo goiano. Isso o mantém no poder, pois, havendo uma alternância discursiva — e de práticas — não há uma necessidade de alternância humana de poder.

Feita esta introdução, chegamos ao ponto central de nossa discussão: após 2014, Marconi, embora tenha a capacidade de se renovar, já não poderá disputar uma eleição ao governo estadual. Esse fato abriria espaço para que o grupo contrário ao seu — leia-se Iris Rezende (PMDB) — ascendesse ao poder. Contudo, perdendo as eleições deste ano, Iris terá um histórico de três derrotas diretas para Marconi, o que, com certeza, dificultará uma nova candidatura sua.

Além disso, em 2018 — ano das próximas eleições estaduais —, Iris estará com 85 anos. Embora a idade, no caso específico de Iris, não seja fator central, uma vez que o ex-governador possui uma energia vital de causar inveja a muitos jovens, é possível que ele já não seja em nada compatível com a juventude da maioria dos eleitores que irão às urnas naquelas eleições. A isso, soma-se o fato de que o PMDB conta, já atualmente, com um movimento por renovação, que não deverá ser contido caso Iris perca as eleições deste ano. É claro que, esse quadro, se desenha apenas se Marconi vencer neste ano, pois, se o contrário ocorrer — Iris vencer Marconi —, os dois poderão disputar daqui a quatro anos e o quadro continua exatamente como está agora.

Porém, levando em consideração que até o fechamento desta matéria, na sexta-feira, 3, o quadro favorecia ao tucano, levaremos a análise pelo sentido da eventual vitória de Marconi e inevitável renovação política após 2014.

Como ocorrerá a renovação

Como bem pontua o cientista político Pedro Célio Borges, os momentos de renovação política, por mais intensos que pareçam, tendem a fazer com que seja preservada ou mantida grande parte dos conteúdos anteriores, inclusive muitos dos próprios agentes políticos antigos, que continuam tendo papel relevante nos chamados novos momentos. “Só em situações revolucionárias clássicas tudo rui, tudo é substituído”, afirma Borges.

Dessa forma, em 2018, os candidatos mais fortes serão, possivelmente, aqueles que reconhecerem as benfeitorias feitas pelo governo anterior e construírem meios de ampliá-las. Tal atitude contribuirá para apresentar candidatos modernos e que se coloquem como um “passo adiante”. É possível afirmar que subirá ao poder quem tiver uma agenda positiva. Todos serão novos, logo, ataques não surtirão efeito — é importante dizer, nesse contexto, que o discurso de desconstrução continuará necessário às oposições, afinal, sem contrapontos não há porque se opor à situação; porém, desconstrução não é achincalhe, depreciação, mas um discurso que aponte as falhas e apresente soluções viáveis para solucioná-las.

Há uma questão interessante nessa análise. Pós-2014, esse “passo adiante” poderá ser maior no PMDB do que no PSDB, visto que, com a possível vitória de Marconi Perillo neste ano, o sucessor tucano es­tará inevitável e inegavelmente li­ga­do ao governador. Acredita-se que durante um tempo considerável a a­genda política regional será alimentada pela possibilidade de Marconi re­tor­nar à disputa pelo comando de Goiás, mesmo que ele venha a ocupar espaços nacionais, após o fim de seu último mandato. E isso é natural, visto que a história do atual tucano-chefe é única no Estado.

Já no PMDB, com a iminente derrota de Iris, a renovação será completa, uma espécie de adendo àquilo que se desenhou neste ano. O leitor atento há de se lembrar que José Batista Júnior, o Friboi, começou um trabalho de renovação no partido ao fazer frente aos interesses iristas, o que acabou transformando grande parte dos descontentes do partido em friboizistas — vide a família Vilela, representada pelo prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito, e pelos deputados Daniel e Leandro. Logo, terminada as eleições, é possível que Iris seja superado, se não de todo ao menos em partes, o que dará fôlego à sigla.

Essa mudança poderá dar vantagem ao PMDB não pela novidade em si, mas por uma alteração na postura. A população em junho de 2013 pedia por mudança, mas seu comportamento no período eleitoral de 2014 mostra que não se importa muito com alternância real de poder, mas com um governo que funcione. Isto é, o objetivo é o avanço, independente de quem seja o governante. O ponto chega a ser contraditório às manifestações do ano passado. Porém, o fato é que o desânimo que levou as pessoas às ruas foi tão grande que ricocheteou e atingiu as próprias reivindicações, ou seja, o receio do povo nivelou os políticos por baixo, favorecendo a continuidade.

Mesmo que tenha pretensões nacionais, após 2014, Marconi Perillo continuará a exercer influência nas eleições em Goiás|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Mesmo que tenha pretensões nacionais, após 2014, Marconi Perillo continuará a exercer influência nas eleições em Goiás|Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Não há como prever qual será o comportamento do eleitorado em 2018, mas é possível analisá-lo racionalmente com base no atual. O amadurecimento político é lento, logo, se neste ano há a adesão ao pragmatismo, daqui a quatro anos, ele não terá desaparecido de todo. Assim, trabalho deverá ser mostrado por quem quiser ocupar o Palácio das Esme­ral­das. E se o PMDB terá quadros com­pletamente novos — tanto em no­me quanto em postura —, o PSDB, se quiser continuar no poder, terá de criar não um novo Marconi, mas o pós-Marconi, uma versão me­lhor da que a população enxerga hoje.

Essa figura proeminente terá que se mostrar como aquele que pode melhorar aquilo que Marconi fez. Terá o apoio de seu antecessor, mas não poderá ficar à sombra dele. O próprio Marconi não correrá o risco de apoiar um novo Alcides Rodri­gues. Pensando nisso, já está formando essa versão evoluída de si. Es­ses quadros serão vistos na Câmara Federal e nas eleições de 2016 nas prefeituras de Goiânia e Anápolis.

Por que 2016 será estratégico para alcançar 2018 

“Pode ter certeza de que dentro dos principais partidos, quem tiver pretensões estratégicas já está pensando, desde agora, nos crochês de 2016, porque os traçados das eleições desse ano farão parte do conjunto que influenciará 2018.” A assertiva, proferido pelo cientista político e professor do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG) Pedro Célio Borges, se justifica no fato de que ter o controle das principais cidades do Estado não apenas é importante em uma eleição majoritária, como será estratégico em 2018.

Jayme Rincón (PSDB) e os petistas Humberto Aidar e Adriana Accorsi serão nomes que, quase certamente, pontuarão nas eleições municipais de Goiânia. O grupo político que vencer na capital se fortalecerá para disputar o governo como favorito, uma vez que forma as bases para o próximo pleito

Jayme Rincón (PSDB) e os petistas Humberto Aidar e Adriana Accorsi serão nomes que, quase certamente, pontuarão nas eleições municipais de Goiânia. O grupo político que vencer na capital se fortalecerá para disputar o governo como favorito, uma vez que forma as bases para o próximo pleito

Grandes cidades representam basicamente dois pontos essenciais em um pleito: visibilidade e eleitorado. A primeira questão é central. Ser prefeito de Goiânia, Aparecida de Goiânia ou Anápolis — as três maiores cidades do Estado — é praticamente um curso preparatório para uma eleição majoritária, da­da a complexidade da gestão e a visibilidade que um bom trabalho feito à frente desses municípios traz.

Prova disso é que dois dos quatro principais nomes que se propuseram a tentar alcançar o governo estadual neste ano foram prefeitos de uma dessas cidades: Iris Re­zen­de (PMDB) — Goiânia — e An­tônio Gomide (PT) — Anápolis. Já o segundo ponto diz respeito ao número de eleitores que essas três cidades possui. Juntas as três concentram mais de 30% do eleitorado goiano. Goiânia tem mais de 850 mil eleitores; Aparecida de Goiânia, mais de 270 mil; e Anápolis passa dos 240 mil.

Por isso, os tucanos já se articulam para assumir as três localidades — que hoje estão nas mãos da oposição. Alexandre Baldy é o nome do PSDB para Anápolis e Jayme Rincón para Goiânia. Baldy tem a tarefa de não deixar o grupo do petista Rubens Otoni, que possui muita força na cidade, fortalecer o nome do irmão Antônio Gomide. O objetivo: não deixar que Gomide chegue a 2018 com fôlego o bastante de unir as oposições em torno de si, uma vez que ele será, naquelas eleições, o único com cacife de novo e experiente. Isso fará com que seja um candidato mais competitivo.

Na capital, Jayme Rincón deverá renovar o Paço Municipal, após a gestão má avaliada do petista-irista Paulo Garcia. Mas há outra questão: deter de vez Iris Rezende (PMDB), pois há a possibilidade de que ele volte a disputar o pleito municipal. A aposta em Jayme Rincón se dá pelo fato de que ele é o nome por trás das obras realizadas pelo governo Marconi em Goiânia. O Hugo 2, os viadutos, a iluminação da BR-153, entre outros trabalhos, foram encabeçados pela Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), da qual o tucano é presidente.

Nesse sentido, a tarefa da oposição, sobretudo do PMDB, é manter as grandes cidades. Eleger o prefeito de Goiânia deve ser a principal tarefa, mas é certo que o grupo articula conseguir outras cidades da região metropolitana da capital. Iris e Iris Araújo, por exemplo, estão preparando a filha Ana Paula Rezende para disputar a prefeitura de Senador Canedo, em 2016, fazendo dela a herdeira da família na política.

Enquanto isso, o PT, que já “possui” a prefeitura de Goiânia e quererá disputar o governo novamente, naturalmente deverá lançar candidato. Porém, haverá de enfrentar problemas maiores do que os corridos nos últimos dias. A tendência partidária do deputado federal Rubens Otoni e do ex-prefeito de Anápolis, Antônio Gomide, atribui parte dos problemas da campanha deste ano ao fato de o PT de Goiânia ser controlado pelo PMDB de Iris Rezende — padrinho político do prefeito Paulo Garcia.

Parte daí o pressuposto de a tendência lançar Humberto Aidar como candidato à prefeitura da capital em 2016. Isso pode rachar ainda mais o PT goiano — visto que Paulo Garcia pretende lançar Adriana Accorsi —, mas, se conseguirem vencer a queda de braço interna, já vista a olhos nus no pleito deste ano, Rubens e Gomide saem fortalecidos para possível nova candidatura ao governo.

Os novos quadros da base governista

Giuseppe Vecci (PSDB) e Thiago Peixoto (PSD) são os principais nomes  da base para suceder os interesses do grupo, após as eleições deste ano.  José Eliton é o candidato natural ao governo, porém, precisará unir toda sua capacidade técnica a uma forte articulação política para se firmar

Giuseppe Vecci (PSDB) e Thiago Peixoto (PSD) são os principais nomes da base para suceder os interesses do grupo, após as eleições deste ano. José Eliton é o candidato natural ao governo, porém, precisará unir toda sua capacidade técnica a uma forte articulação política para se firmar

Fora Alexandre Baldy e Jayme Rincón, o PSDB e a base governista têm mais quadros sendo formados. Há os vereadores de Goiânia Cris­tina Lopes (PSDB) e Vir­mondes Cruvinel (PSD). Todos eles fazem parte do plano tucano para a política estadual pós-2014. Mas há mais dois: Giuseppe Vecci (PSDB) e Thiago Peixoto (PSD) esse são co­ta­dos como os principais nomes para suceder — veja bem, suceder, não substituir — o governador Marconi Perillo (PSDB) nas próximas eleições.

O economista Giuseppe Vecci é tomado como um técnico e um político qualificado. Para suceder Marconi não basta ser político. Como pontua Paulo de Tarso, um dos comunicadores políticos mais reconhecidos do país, Marconi, “aos 51 anos, é um dos poucos homens que sabe trabalhar com a máquina pública dentro dos entraves que ela tem”, isto é, qualidade de um bom técnico.

Atribui-se a Vecci, por exemplo, a modernidade usada como bandeira de campanha do governador nesta campanha. “Tem o dedo dele”, aponta um palaciano. Aliás, essa característica técnica é um fator que Marconi tem passado para muitos de sua equipe, estando presente também no vice-governador José Eliton (PP), de quem falaremos adiante, e no deputado federal Thiago Peixoto (PSD).

Peixoto foi trazido para o governo para assumir a secretaria de Educação e teve, além de todas as expectativas, uma excelente atuação. Na contramão do que se imaginava no início de sua gestão à frente da pasta, o ex-peemedebista terminou seu trabalho com uma boa avaliação por parte de pais e profissionais da educação no Estado, fator que o cacifou a se candidatar novamente à Câmara Federal neste ano.

Vecci e Peixoto ganharam espaço no governo Marconi e deverão aparecer como fortes candidatos a, se não encabeçar a chapa governista nas próximas eleições, pelo menos compô-la — é bom lembrar que, em 2018, haverá duas vagas para o Senado. A noção de que possivelmente os dois novos quadros podem não ocupar a cabeça de chapa é em razão de que o candidato natural à vaga é o vice-governador José Eliton.

A questão é um tanto óbvia: também muito preparado tecnicamente, José Éliton esteve no governo neste último mandato e estará, caso haja vitória neste ano, no próximo. Isso lhe agregará, ao mesmo tempo, experiência de gestão e força eleitoral, visto que já não será um completo desconhecido da população — nem dos partidos que compõem a base. Além disso, José Eliton deverá contar com a grande possibilidade de assumir o governo já em 2018, uma vez que Marconi, não podendo se reeleger governador, haverá de visar um cargo de expressão nacional.

Chefiando a máquina estadual, principalmente se, como agora, tiver dinheiro em caixa para realizar investimentos, não há motivos para que José Eliton não seja o candidato da base. A preocupação é que o pepista não consiga, ao contrário de Marconi, unir a base em torno de seu nome. Se não conseguir fazer isso, José Eliton perde espaço e poderá ser substituído.

O PMDB pós-2014 não pode contar com Iris Rezende

Pós-2014, Iris Rezende, embora seja um político capacitado, precisará ser superado. Caso contrário, PMDB não terá espaço para crescer em Goiás| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Pós-2014, Iris Rezende, embora seja um político capacitado, precisará ser superado. Caso contrário, PMDB não terá espaço para crescer em Goiás| Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

No PMDB, a questão é profunda. Pós-2014, o candidato peemedebista não deverá estar ligado direta e inegavelmente à figura de Iris Rezende. O partido deverá, pela diplomacia ou pela força, passar por uma reestruturação. É possível, inclusive, que o partido já comece 2015 com um novo comando, visto que o partido passará por eleições internas.

Esvaziado, o atual presidente Samuel Belchior, que sequer disputou reeleição à Assembleia Le­gislativa neste ano, deverá substituído no pleito por Iris Araújo. Os dois figuram, atualmente no partido, como os maio­res expoentes do irismo. Po­rém, Iris Araújo haverá de contar com forte resistência. Co­menta-se que Daniel Vilela deverá disputar a presidência do partido.
Daniel representa, atualmente, a maior esperança de renovação na sigla, pois conta com a força eleitoral que conseguiu neste ano, além do apoio do pai, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela. Esses fatores podem tirar Iris Araújo do páreo. Acontece ainda que Daniel, assim como o pai, faz parte da nova “tendência” — uma terminologia usada internamente pelo PT — peemedebista, o friboizismo. Afastado do partido por força maior, José Batista Júnior, o Friboi, deverá voltar com força após as eleições e, com certeza, quererá o controle da sigla.

Contudo, um peemedebista diz que Daniel, postulante a ser o nome peemedebista em 2018, não pode perder tempo assumindo o partido já neste ano. “Isso traria desgaste para ele”, disse o político, que não é irista. Já esse desgaste não caberia a Friboi, também nome forte no PMDB para as eleições de 2018, uma vez que ele é o centro do enfrentamento ao irismo peemedebista — falar em irismo peemedebista não é uma redundância, pois o PT também tem uma ala irista, encabeçada pelo prefeito de Goiânia, Paulo Garcia.

Friboi, que já tem uma grande parte do partido o apoiando, poderá disputar a eleição interna com condições de vencê-la e, mesmo com a resistência irista ainda ativa, tem a possiblidade de unir o partido. Isso daria novo fôlego à legenda, que poderia investir em novos nomes visando já às eleições de 2016 nos municípios. Se conseguir manter Goiânia e conquistar outras cidades importantes do Estado, o PMDB chega forte — o que não aconteceu este ano — no pleito estadual.

Uma resposta para “2018 será o ano em que apenas os “novos” disputarão o governo”

  1. Felipe Sousa disse:

    O ideal pra 2018 seria uma aliança de PT com PMDB encabeçada por Gomide, por mais que ele seja do PT, acho que seria um bom governador, com alguem do PMDB como vice e Maguito candidato ao senado. Por mais que o Marconi tenha ganhado em 2014, ele ganhou por falta de opção e ñ por ele ser o melhor candidato.

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