Mãe e filho
19 maio 2026 às 20h00

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Elos da mesma corrente
Alba Dayrell
Mês de maio, mês das mães, das noivas e do casamento. Mãe,
figura sagrada, sustentáculo da família. Esse ser sagrado e sublime
carrega no ventre um fruto de amor; com ele, delicadamente,
estabelece uma ligação que permanecerá por toda a vida,
inquebrantável, como se fossem elos da mesma corrente.
Quando se pronuncia a palavra mãe, logo surge no pensamento a
imagem de Maria, aquela que enfrentou a responsabilidade de
trazer ao mundo o Filho de Deus e acompanhou-o durante toda a
sua trajetória na terra, onde presenciou pregações, milagres e
transformações. Todavia, foi também testemunha do seu calvário.
Com Ele permaneceu até os últimos instantes, sem reclamar, sem
blasfemar, apenas demonstrando solidariedade, apesar da dor de
ver o filho amado padecer até desfalecer e partir para a casa do
Pai.
Deixou para a humanidade o exemplo de fortaleza e humildade, de
fé e coragem, de amor e bondade… Talvez por isso, as mulheres
sejam firmes e decididas, capazes, às vezes, de enfrentar e vencer
situações adversas, consideradas intransponíveis. Quando menos
se espera, das profundezas da alma brota um sentimento
inexplicável, semelhante a um toque de intuição e bom-senso, que
as conduz à descoberta do melhor caminho para educar e proteger
seus filhos com extrema sabedoria.
Fatos surpreendentes ocorrem entre mãe e filhos. Relatos
interessantes são feitos por médicos ou familiares de pessoas que
estão prestes a transpor o limite entre os mundos. Observam uma
compreensão inexplicável por parte de crianças em relação à
situação de sofrimento em que se encontram e uma força
sobrenatural que proporciona à mãe a capacidade de enfrentar as
mais difíceis provações a ela destinadas.
O amor de mãe é incondicional. Ela ama seus filhos com suas
qualidades e defeitos; essa é uma das peculiaridades da grandeza
dos seus sentimentos. É capaz de fazer verdadeiros milagres para
conseguir realizar ações que possam proporcionar-lhes felicidade.
Embora tenha que se dividir para poder compartilhar, muitas vezes
se esquece de si mesma para volver seu olhar exclusivamente para
os frutos do seu próprio ventre.
Ser mãe significa exercer as virtudes da bondade, da paciência, da
solidariedade, do desprendimento, da coragem, da compreensão…
Esses laços se estabelecem desde os primeiros contatos, no
instante em que abraça e aquece o filho. Num momento sublime,
oferece-lhe o seio para alimentá-lo. A mãe proporciona segurança
ao recém-nascido enquanto dele recebe o prazer do contato físico e
espiritual, o que vai contribuir para a recuperação do seu corpo que
aguarda essa aproximação.
Contudo, o fator mais importante é o amor. Para os que
experimentam esse sentimento, nada é impossível. O amor
acompanhará os dois seres durante a empreitada que juntos
realizarão pelos caminhos da vida na companhia do pai, dos
familiares e amigos. O homem não foi feito para viver só. Para
exercer a maternidade em sua plenitude, é necessário que se
estabeleça a fraternidade universal. Assim, a humanidade
caminhará unida sob a proteção do Criador, participando da insólita
beleza da energia cósmica, da qual somos, na Terra, a mais
perfeita reprodução.
Alba Lucinia de Castro Dayrell. – Acadêmica da AFLAG
3ª titular
Cadeira: 02
Graduação em Piano e Licenciatura em Música pela UFG. Especialização em Novas Bases da Técnica Pianística com a Professora Belkiss Séncieri Carneiro de Mendonça.
Diploma de Françês pela Universidade de Nancy, França. Curso Nancy I, II e III.
Estudou na Alliance Française de Paris e fez estágios para professores de Francês nas universidades de Nancy e Franche Conté, França.
Musicista, foi professora de Piano da UFG, onde coordenou diversas atividades artísticas e culturais.
Lecionou francês na Alliance Française de Goiânia, tendo ministrado aulas desse idioma aos servidores do TCE-GO e para militares integrantes da missão das Nações Unidas com o objetivo da estabilização do Haiti.
Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, cadeira número 2 cuja patrona é a escritora Aída Félix de Souza e segunda ocupante a escritora e arquivista Marilda de Godoi Carvalho.
Em 2017 foi eleita Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, Aflag, para o biênio 2017-2019, com posse realizada no dia 11 de abril de 2017.
É, também, membro da União Brasileira dos Escritores (UBE-GO), da Academia Internacional de Música e da Academia Nacional de Música, as duas últimas com sede no Rio de Janeiro.
Sua produção artística está concretizada com a publicação dos seguintes Livros:
- Dois Estudos sobre Arte (2009);
- A Descoberta de um mundo Encantado (2013);
- Razão e Emoção (2016);
- Goiânia Cidade bem Nascida, ruas 3 e 23 (2018);
- Sublimes Lembranças (2019);
Foi indicada pelo Conselho Municipal de Cultura para o Troféu Jaboti, prêmio recebido no dia 28 de maio de 2018 no auditório do Cine Ouro.
Recebeu outros diplomas, comendas e láureas em reconhecimento ao seu trabalho realizado em prol da cultura e das artes em Goiás.
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