Elos da mesma corrente

Alba Dayrell

Mês de maio, mês das mães, das noivas e do casamento. Mãe,

figura sagrada, sustentáculo da família. Esse ser sagrado e sublime

carrega no ventre um fruto de amor; com ele, delicadamente,

estabelece uma ligação que permanecerá por toda a vida,

inquebrantável, como se fossem elos da mesma corrente.

Quando se pronuncia a palavra mãe, logo surge no pensamento a

imagem de Maria, aquela que enfrentou a responsabilidade de

trazer ao mundo o Filho de Deus e acompanhou-o durante toda a

sua trajetória na terra, onde presenciou pregações, milagres e

transformações. Todavia, foi também testemunha do seu calvário.

Com Ele permaneceu até os últimos instantes, sem reclamar, sem

blasfemar, apenas demonstrando solidariedade, apesar da dor de

ver o filho amado padecer até desfalecer e partir para a casa do

Pai.

Deixou para a humanidade o exemplo de fortaleza e humildade, de

fé e coragem, de amor e bondade… Talvez por isso, as mulheres

sejam firmes e decididas, capazes, às vezes, de enfrentar e vencer

situações adversas, consideradas intransponíveis. Quando menos

se espera, das profundezas da alma brota um sentimento

inexplicável, semelhante a um toque de intuição e bom-senso, que

as conduz à descoberta do melhor caminho para educar e proteger

seus filhos com extrema sabedoria.

Fatos surpreendentes ocorrem entre mãe e filhos. Relatos

interessantes são feitos por médicos ou familiares de pessoas que

estão prestes a transpor o limite entre os mundos. Observam uma

compreensão inexplicável por parte de crianças em relação à

situação de sofrimento em que se encontram e uma força

sobrenatural que proporciona à mãe a capacidade de enfrentar as

mais difíceis provações a ela destinadas.

O amor de mãe é incondicional. Ela ama seus filhos com suas

qualidades e defeitos; essa é uma das peculiaridades da grandeza

dos seus sentimentos. É capaz de fazer verdadeiros milagres para

conseguir realizar ações que possam proporcionar-lhes felicidade.

Embora tenha que se dividir para poder compartilhar, muitas vezes

se esquece de si mesma para volver seu olhar exclusivamente para

os frutos do seu próprio ventre.

Ser mãe significa exercer as virtudes da bondade, da paciência, da

solidariedade, do desprendimento, da coragem, da compreensão…

Esses laços se estabelecem desde os primeiros contatos, no

instante em que abraça e aquece o filho. Num momento sublime,

oferece-lhe o seio para alimentá-lo. A mãe proporciona segurança

ao recém-nascido enquanto dele recebe o prazer do contato físico e

espiritual, o que vai contribuir para a recuperação do seu corpo que

aguarda essa aproximação.

Contudo, o fator mais importante é o amor. Para os que

experimentam esse sentimento, nada é impossível. O amor

acompanhará os dois seres durante a empreitada que juntos

realizarão pelos caminhos da vida na companhia do pai, dos

familiares e amigos. O homem não foi feito para viver só. Para

exercer a maternidade em sua plenitude, é necessário que se

estabeleça a fraternidade universal. Assim, a humanidade

caminhará unida sob a proteção do Criador, participando da insólita

beleza da energia cósmica, da qual somos, na Terra, a mais

perfeita reprodução.

Alba Lucinia de Castro Dayrell. – Acadêmica da AFLAG

3ª titular

Cadeira: 02

            Graduação em Piano e Licenciatura em Música pela UFG.           Especialização em Novas Bases da Técnica Pianística com a Professora Belkiss Séncieri Carneiro de Mendonça.

            Diploma de Françês pela Universidade de Nancy, França. Curso Nancy I, II e III.

            Estudou na Alliance Française de Paris e fez estágios para professores de Francês nas universidades de Nancy e Franche Conté, França.

            Musicista, foi professora de Piano da UFG, onde coordenou diversas atividades artísticas e culturais.

            Lecionou francês na Alliance Française de Goiânia, tendo ministrado aulas desse idioma aos servidores do TCE-GO e para militares integrantes da missão das Nações Unidas com o objetivo da  estabilização do Haiti.

            Membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, cadeira número 2 cuja patrona é a escritora Aída Félix de Souza e segunda ocupante a escritora e arquivista Marilda de Godoi Carvalho.

            Em 2017 foi eleita Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, Aflag, para o biênio 2017-2019, com posse realizada no dia 11 de abril de 2017.

            É, também, membro da União Brasileira dos Escritores (UBE-GO), da Academia Internacional de Música e da Academia Nacional de Música, as duas últimas com sede no Rio de Janeiro.

            Sua produção artística está concretizada com a publicação dos seguintes Livros:

  • Dois Estudos sobre Arte (2009);
  • A Descoberta de um mundo Encantado (2013);
  • Razão e Emoção (2016);
  • Goiânia Cidade bem Nascida, ruas 3 e 23  (2018);
  • Sublimes Lembranças (2019);         

            Foi indicada pelo Conselho Municipal de Cultura para o Troféu Jaboti, prêmio recebido no dia 28 de maio de 2018 no auditório do Cine Ouro.

            Recebeu outros diplomas, comendas e láureas em reconhecimento ao  seu trabalho realizado em prol da cultura e das artes em Goiás.

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