Bastidores
Para deputado estadual, as estrelas da coligação de Vanderlan Cardoso são Simeyzon Silveira, do PSC, e Elias Vaz, do PSB.
Petistas apostam que, se Antônio Gomide deslanchar, o PT pode obter cerca de 486 mil votos e eleger três deputados federais: Rubens Otoni, Olavo Noleto e Tayrone di Martino (o apoio da Igreja Católica e do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, são seus trunfos). Rubens, Olavo e Tayrone são apontados, no próprio PT, como favoritos. Mas o deputado estadual Mauro Rubem e o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira podem surpreender.
Edward Madureira, que prefere disputar mandato de deputado federal, pode, no caso de chapa pura do PT, ser o vice de Antônio Gomide. Madureira, por ser de Goiânia e por ser bem avaliado, pode compensar o desgaste de Paulo Garcia.
Os adversários não devem se iludir: o prefeito de Anápolis, João Gomes (PT), e o ex-prefeitos Antônio Gomide estão afinadíssimos. Claro que, na gestão, João Gomes e Antônio Gomide têm estilos diferentes. Mas não significa que os dois vão romper. Se quiser disputar a reeleição, com chances reais de vitória, o prefeito precisa ficar próximo de Gomide.
Há um movimento na base de Vanderlan Cardoso para que dois presidentes de partido, Joaquim Liminha (PSC) e Jorcelino Braga (PRP), disputem mandato de deputado estadual ou deputado federal. “Liminha e Braga, dois articuladores do primeiro time, incentivam todo mundo a disputar, mas vão ficar de fora? Não pode”, diz um vanderlanista.
O PPS de Porangatu, dirigido por um militar do Exército, faz críticas contundentes ao prefeito Eronildo Valadares. O peemedebista não estaria “dando conta” de administrar o município e, depois de um ano e quatro meses de gestão, não criou uma marca. É o que diz o PPS. Já tem gente pensando no inominável — colocar adesivo no automóvel com os seguintes dizeres: “Volta, Zé Osvaldo!” Um absurdo, é claro. Mas uma coisa é certa: Eronildo não é incompetente (como gestor) e, por isso, pode dar a volta por cima.
Pré-candidata a deputada federal, a empresária Magda Mofatto (PR) aposta na candidatura do empresário Joaquim Guilherme (PR), de Morrinhos, a deputado estadual. Com ampla estrutura, Joaquim Guilherme é o mais forte candidato de Morrinhos a deputado estadual. Se divulgar que vai mesmo disputar, o vereador Aluzair Rosa (PP) pode retirar sua pré-candidatura e apoiá-lo. O PMDB de Thiago Mendonça pode apoiar Joaquim Guilherme, ex-presidente do Sindicato do Leite (Sindileite).
O prefeito de Morrinhos, Rogério Troncoso (PTB), confirmada a candidatura de Joaquim Guilherme, seu arqui-inimigo, vai bancar um candidato a deputado estadual consistente — que pode ser Chiquinho Oliveira (PHS) ou Afrêni Gonçalves (PSDB). Ou os dois. Conta-se que, quando ouve o nome de Joaquim Guilherme, Troncoso tem urticária. O objetivo número um de Troncoso não é eleger um deputado estadual, mas sim derrotar Joaquim Guilherme. A preocupação número dois de Troncoso é contribuir para a eleição do aliado Célio Silveira (PSDB) a deputado federal.
O psicólogo e jornalista Gilberto Alves Marinho criou o Cineclube da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra-Goiás (Adesg). As atividades do Cineclube Adesg-GO terão início na sexta-feira, 2, no Teatro Goiânia, com a projeção do documentário “Razões Para a Guerra”. O intelectual Gilberto Marinho é o delegado regional da Adesg.
Se a direção nacional do PC do B não decretar intervenção em Goiás, bancando políticos sérios e éticos como Aldo Arantes, Fábio Tokarski e Luiz Carlos Orro, o partido, ao menos no Estado, certamente mudará o nome para Partido Capitalista do Brasil.
Ernesto Roller, humilde e racionalista, não gosta de ser chamado assim, mas em Formosa até os aliados do prefeito Itamar Barreto o chamam de “rei do Entorno”. Roller (PMDB), que os eleitores de Formosa chamam de “prefeito”, já pensando em 2016, tende a ser o candidato a deputado estadual mais bem votado do Entorno de Brasília. Os eleitores de Formosa parecem ter uma dívida com Roller, porque não o elegeram prefeito em 2012.
Enquanto o prefeito de Formosa vai de “ih tá mar a pior”, desanimado e sempre reclamando de uma dívida faraônica deixada pelos antecessores (e é um fato), os prefeitos de Cristalina, Luiz Carlos Attié, e de Luziânia, Cristovão Tormin, estão dando a volta por cima. Eles são do PSD do deputado federal Vilmar Rocha.
Pré-candidato a deputado federal pelo PPS, Marcos Abrão colhe os frutos de sua eficiência no comando da Agência de Habitação. Na quinta-feira, 24, o jovem político recebe o título de Cidadão de Caldas Novas. A propositura é do vereador Claudinho Costa. Vale acrescentar que Costa é do PMDB — o que sugere o caráter suprapartidário do trabalho de Marcos Abrão na Agehab. Na sexta-feira, 25, Marcos Abrão recebe o título de Cidadão Anapolino. A propositura é do vereador Jean Carlos (PTB). O presidente do PPS foi o principal responsável pela recuperação da Goiasindustrial. A companhia estava em processo de liquidação.
A ex-deputada federal Marina Santa'Anna (PT) colocou-se à disposição do PT para ser candidata ao Senado na chapa do pré-candidato a governador do partido, Antônio Gomide. Marina representa o grupo de Pedro Wilson e Olavo Noleto. O vice de Gomide pode ser indicado pelo grupo do prefeito de Goiânia, Paulo Garcia. Espécie de outside no PT, o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás Edward Madureira também é cotado para vice. Gomide respeita todos os nomes sugeridos e não veta nenhum deles, mas gostaria de ter na chapa majoritária pelo menos um integrante de outro partido. Não tanto pela questão do tempo de tevê, e sim sobretudo devido a passar a imagem de que o PT não está sozinho. Mas uma coisa é certa: Gomide não quer e não vai participar de leilão.
Por falta de estrutura, Abelardo Vaz (PP) pode não disputar mandato de deputado estadual em 5 de outubro deste ano. Como o ex-prefeito de Inhumas está indeciso, outro nome foi posto na roda. Trata-se de Celsinho Borges, que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Rondinelly Carvalhais Barros, em 2012. A dupla perdeu para o advogado Dioji Ikeda, do PDT, mas se tornou conhecida no município e região. Integrante da nova geração de políticos do grupo comandado pelo deputado federal Roberto Balestra, Celsinho é o plano B que pode virar plano A. A diferença entre Abelardo e Celsinho é que ao primeiro sobra falta de vontade para disputar e, no segundo, sobra vontade de ser candidato.


