Resultado da união entre PSL e Democratas, o partido União Brasil detém a terceira maior bancada na Câmara dos Deputados. A ala oriunda do antigo Democratas, representada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já teria informado ao atual presidente Luciano Bivar (ex-PSL), que seu mandato será encurtado em três meses, encerrando-se em fevereiro do próximo ano.

De acordo com a publicação, a insatisfação em relação à administração de Bivar aumentou devido a episódios como sua tentativa de assumir o controle do diretório do Amazonas, nomeando pessoas de sua preferência sem consultar os demais. A revista entrevista o governador Ronaldo Caiado que comentou que isso acendeu um sinal de alerta. “Ele toma decisões monocráticas, de forma unilateral, desconsiderando as regras estatutárias”, teria dito Caiado.

Caiado, juntamente com os deputados Mendonça Filho (PE) e Elmar Nascimento (BA), o senador Alcolumbre (AP) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que desempenhou papel crucial na mudança, arquitetou a saída de Bivar. Eles relatam que ACM Neto foi recebido de maneira grosseira e desrespeitosa por Bivar, durante uma conversa carregada de farpas.

Na próxima reunião, agendada para o dia 20, o União Brasil planeja estabelecer uma posição mais clara e coesa em relação ao governo e aos temas predominantes no Congresso. O partido destacará pontos que o distinguem da gestão petista, esclarecendo sua oposição a qualquer aumento de impostos e defendendo um ajuste fiscal mais radical do que o proposto por Lula.

Ao mesmo tempo em que apoia fervorosos opositores do governo Lula, como o casal Sergio e Rosângela Moro, o partido ocupa posições na Esplanada, liderando as pastas das Comunicações e do Turismo, além de ter influência indireta no Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, nas mãos de Waldez Góes, indicado por Davi Alcolumbre, um dos líderes da agremiação.

*Com informações da Revista Veja.

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