Procuradoria Eleitoral pede impugnação de candidatura de deputada que usa “Bolsonaro” no nome de urna
09 agosto 2026 às 10h34

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A Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo apresentou ação para impugnar o pedido de registro de candidatura à reeleição da deputada estadual Fabiana de Lima Barroso, conhecida como Fabiana Bolsonaro. O órgão sustenta que o uso do sobrenome no nome de urna pode induzir o eleitor a erro ao sugerir vínculo familiar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o que não existe.
Na ação, o procurador Paulo Taubemblatt afirma que o nome escolhido tem potencial de gerar dúvida sobre a identidade da candidata, prática vedada pela legislação eleitoral. Segundo ele, o uso do sobrenome por alguém que não pertence à família nem o possui no registro civil pode provocar migração de votos e comprometer o equilíbrio da disputa.
O pedido também cita precedentes da Justiça Eleitoral que barraram candidaturas com nomes de urna considerados enganosos, incluindo casos envolvendo o uso do sobrenome Bolsonaro. De acordo com o documento, a deputada já havia tentado adotar o mesmo nome em 2022, quando concorreu a uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). À época, foi impedida e disputou a eleição como “Fabiana B.”.
O partido tem prazo de sete dias para apresentar contestação à impugnação. A reportagem procurou a assessoria da parlamentar, mas não houve manifestação até o momento.
A deputada também esteve no centro de controvérsias recentes. Em março, foi alvo de críticas após utilizar blackface durante discurso na Alesp ao comentar falas da deputada federal Erika Hilton (PSOL). À época, a defesa afirmou que as acusações eram infundadas e que não houve intenção de ofensa.
O caso será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá sobre a validade do nome de urna e o registro da candidatura.


