Pré-candidato do PT defende reforma tributária estadual, ferrovias e fortalecimento da indústria em Goiás
19 maio 2026 às 08h44

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A pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno ao Governo de Goiás parece cada vez mais consolidada no círculo interno petista. O nome, que deve ser homologado na quarta-feira, 20, surge com a defesa de uma agenda desenvolvimentista, ancorada na ampliação da infraestrutura, na integração regional e na retomada do crescimento econômico com justiça social.
Entre as principais bandeiras do pré-candidato estão o melhor aproveitamento da Ferrovia Norte-Sul, a criação de linhas aéreas regionais para conectar diferentes regiões do Estado e uma reforma tributária alinhada às diretrizes nacionais. Para Bueno, Goiás precisa transformar sua localização geográfica em vantagem competitiva, fortalecendo a produção agrícola, ampliando a industrialização e melhorando as estruturas de comunicação e logística.
“Precisamos retomar as linhas do desenvolvimento econômico para equiparar o estado em função da sua localização geográfica. Vamos reforçar as estruturas de comunicação, a produção agrícola e ampliar a produção industrial”, afirma em entrevista ao Jornal Opção.
Apesar do tom desenvolvimentista, Bueno sustenta que o crescimento econômico não deve estar dissociado da justiça social. O petista defende uma política capaz de aproximar trabalhadores e setores produtivos, com geração de emprego, valorização da renda e maior participação social nas decisões econômicas do Estado.
Com esse discurso, o pré-candidato pretende disputar o campo majoritário e, ao mesmo tempo, desconstruir a ideia de que Goiás seria um território “ultraconservador”. Para isso, cita a votação expressiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado nas eleições de 2022.
“Acredito que a argumentação que a extrema-direita fundamentalista utiliza de que não se cria o PT ou a esquerda em Goiás não procede. Bem, o presidente Lula teve 41,25% dos votos no segundo turno, o que representou 1.553.000 votos”, afirma. “Portanto, os números mostram que Goiás não é eminentemente direitista como tanto falam.”
Na articulação política, Bueno defende a manutenção das alianças já construídas em torno da federação formada por PT, PV e PCdoB, além da aproximação com PSOL e Rede Sustentabilidade. O pré-candidato também afirma que o partido mantém diálogos com o PDT para as eleições de 2026, em um movimento semelhante ao observado no Rio Grande do Sul.
Ao projetar a disputa, Bueno avalia que a eleição de 2026 deve ser marcada por embates em torno de temas éticos e escândalos nacionais e locais. Entre os casos citados por ele estão episódios envolvendo a família Bolsonaro, o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador Ciro Nogueira e supostas ligações de setores do governo estadual com o crime organizado, como o PCC.
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