Os partidos PDT e PSB ganharam destaque nesta terça-feira, 10, após anunciarem um acordo para estabelecer uma aliança nas eleições de 2024. Durante uma reunião realizada na semana passada, o presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, e o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, oficializaram a parceria com o objetivo de apoiar candidaturas conjuntas às prefeituras em todo o país.

Em Goiás, as siglas são comandadas pelo ex-deputado federal e atual secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça, Elias Vaz (PSB) e pelo deputado estadual Dr. George Morais (PDT). Ao Jornal Opção, George Morais afirmou que vai seguir a orientação dos diretórios nacionais.

“A conversa sobre a federação já está adiantada há algum tempo e caso se concretize, vejo com bons olhos. O Elias (Vaz) é um grande amigo, trabalhamos (nas eleições) no ano passado juntos em vários municípios, e não vejo problema em seguir a diretriz nacional neste sentido”, afirmou o deputado.

Em março deste ano, Elias Vaz votou favoravelmente para que seu partido componha federação com as outras siglas, dizendo que a discussão com o PDT já está avançada e também acreditara que a aliança com o Solidariedade é possível nos níveis estadual e federal.

Não é a primeira vez que PDT e PSB consideram uma aproximação. Em março, houve discussões no PSB sobre a possibilidade de uma união com o PDT por um período de pelo menos quatro anos, mas a ideia foi abandonada por receios de que os termos discutidos acabassem por suprimir a identidade do partido.

Além disso, se essa união se concretizar, as duas siglas formarão uma federação significativa, contando com 31 deputados na Câmara dos Deputados e sete parlamentares no Senado Federal.

Brasil

No âmbito nacional, a estratégia visa promover candidaturas de prefeitos e vice-prefeitos de acordo com a força de cada partido nas respectivas cidades.

Por exemplo, em Recife, o PSB está no comando da gestão municipal com João Campos, que deverá buscar a reeleição. Em Aracaju, por sua vez, o PDT detém o controle da prefeitura com Edvaldo Nogueira, atualmente em seu segundo mandato.

Entretanto, a situação em Fortaleza é mais complexa, uma vez que Sarto Nogueira, filiado ao PDT, é o prefeito da cidade. Esta aliança entre PDT e PSB coloca em xeque a estratégia adotada por membros do PDT alinhados com Cid Gomes, que estavam migrando para o PSB como uma alternativa à liderança de Ciro Gomes no partido.

Dada a situação que coloca Cid Gomes em uma posição difícil no cenário político do Ceará, o Podemos, liderado por Bismark Maia, surge como uma alternativa para o senador, caso a situação se deteriore ainda mais dentro do PDT.

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