O ex-governador de Goiás e atual presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, tentou antecipar para fevereiro a convenções municipais do partido e foi automaticamente rejeitado pelo presidente da sigla em São Paulo, o prefeito de Santo André, Paulo Serra. O chefe do Executivo da cidade paulista ainda afirmou considerar “lamentável” a situação do partido em nível nacional.

Com o apoio de Aécio Neves, de Minas Gerais, o ex-governador de Goiás foi eleito, em novembro de 2023, presidente nacional do PSDB. Substituindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, Perillo foi escolhido para um mandato de dois anos à frente da legenda tucana. No mesmo mês, Paulo Serra tomou posse como presidente estadual do PSDB em São Paulo, quando também foi eleito membro efetivo da executiva nacional do partido.

O prefeito de Santo André Serra ressaltou ainda que, de 189 prefeitos, o PSDB paulista ficou com menos de 30, tem contas bancárias bloqueadas e alugueis atrasados. “Só 22% dos diretórios municipais fizeram convenções. Nem a capital tem situação regular”, afirmou. Paulo Serra propôs fazer realizar as convenções municipais na primeira quinzena de fevereiro e a estadual em 1.º de março. Perillo vai tentar costurar um acordo em reunião na segunda, 15.

Por ser berço de tucanos como Fernando Henrique Cardoso, Franco Montoro, Mário Covas e José Serra (de sobrenome homônimo do prefeito de Santo André), o PSDB de São Paulo sempre ocupou o protagonismo nacional dentro do partido.

O fato é que logo em um dos seus primeiro movimentos a nível nacional, Marconi já encontra dificuldades de articulação, algo que pode se tornar tendência durante sua passagem como presidente nacional da sigla.

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