Após derrota na eleição deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) se isolou no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. O mandatário do país está há pelo menos cinco dias sem agenda oficial, não atende apoiadores e nem transmite as lives semanais de quintas-feiras.

A reclusão do presidente ocorre desde 30 de outubro, quando foi divulgado o resultado da apuração dos votos e o anúncio da vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cabe ressaltar que Bolsonaro recebia e conversava com apoiadores na frente do Alvorado diariamente.

Apoiadores têm até comparecido ao cercado que fica em frente à residência presidencial. Nesse segunda-feira, 7, um grupo chegou a esperar por Bolsonaro no período da manhã. Sem o contato rotineiro com o presidente, desistiram e fizeram uma oração.

Sanções, vetos e demais atos presidenciais estão sendo realizados no Palácio da Alvorada. Onde, na segunda, Bolsonaro recebeu o subchefe para Assuntos Jurídicos da Secretaria-Geral da Presidência da República, Renato de Lima França. No mais, está em isolamento.

Pronunciamentos

A última e primeira aparição pública de Bolsonaro ocorreu no último dia 1º, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, foi organizado uma coletiva de imprensa, na qual ele se pronunciou acerca dos resultados das eleições. Um dia depois, o chefe do Executivo federal fez uma transmissão pedido para que manifestantes desobstruíssem as rodovias. No vídeo divulgado nas redes sociais, ele frisou que: “É preciso respeitar o direito de ir e vir das pessoas” e que os protestos em rodovias prejudicam a economia do país.

“Nós temos que ter a cabeça no lugar. Os protestos, as manifestações são bem-vindos, fazem parte do jogo democrático. Ao longo dos anos muito disso foi feito pelo Brasil, na Esplanada, em Copacabana, na Paulista. Mas tem algo que não é legal: o fechamento de rodovias pelo Brasil prejudica o direito de ir e vir das pessoas, está lá na Constituição”, declarou.  “Desobstruam as rodovias, isso não faz parte das manifestações legítimas”, emendou.