O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira, 15, que não irá mais transmitir ao vivo a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major do Exército americano condenado por matar 13 pessoas em 2009. A transmissão havia sido anunciada por Pete Hegseth, chefe do Pentágono.

Ao anunciar o recuo, Trump explicou que “muitas pessoas boas e bem-intencionadas prefeririam não assistir à morte (do prisioneiro)”. A execução, ainda marcada para 3 de dezembro, seria a primeira transmitida publicamente nos Estados Unidos em 90 anos.

Trump havia defendido a exibição como forma de dissuadir o terrorismo e exemplificar a resposta americana. “Acho que transmitir a execução ao vivo para que todos pudessem assistir poderia ser um forte fator de dissuasão, permitindo que o mundo testemunhasse como os Estados Unidos lidam com terroristas e com escória como Hasan”, declarou.

Apesar do cancelamento da transmissão, os familiares das vítimas poderão acompanhar o fuzilamento presencialmente. “Ele morrerá, conforme previsto, por fuzilamento, mas esse evento não será transmitido ao vivo. Ainda assim, os familiares mais próximos das vítimas poderão assistir à execução presencialmente, se assim desejarem. Eles merecem testemunhar a justiça!”, afirmou Trump.

O vice-presidente de Trump também declarou que não assistiria ao fuzilamento. A Organização das Nações Unidas (ONU), por sua vez, pediu que a transmissão não fosse realizada.

Caso Nidal Hasan

Nidal Hasan era psiquiatra do Exército americano e matou 13 militares, além de ferir outros 32, durante um ataque a um prédio médico em 5 de novembro de 2009. Julgado em 2013, ele confessou o crime e pediu desculpas “por quaisquer erros”.

O episódio foi o ataque mais letal cometido fora de combate em instalações militares americanas. Hasan afirmou que acreditava estar protegendo muçulmanos. O governo Trump transformou a execução em um símbolo do combate ao terrorismo, com o anúncio feito pelo Pentágono e ampla repercussão na mídia.

Hasan está no corredor da morte das Forças Armadas americanas, ao lado de outros três detentos. A execução depende de autorização presidencial.

Nos Estados Unidos, a pena de morte é legal em 27 estados e também no âmbito federal. A maioria das execuções ocorre na esfera estadual, enquanto o fuzilamento é um método raro de aplicação da pena.

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