“Usa inocentes como reféns”, diz Gustavo Gayer ao criticar decisão de Moraes sobre Dosimetria
09 maio 2026 às 18h00

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“Ele precisa mostrar poder. Ele precisa colocar a vida de pessoas inocentes na balança para negociar”. Com essas palavras, o deputado federal Gustavo Gayer (PL) subiu o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o Acorda Mulher realizado neste sábado, 9, em Goiânia. Para o parlamentar, as recentes decisões judiciais que impediram as solturas dos presos no ato do 8 de janeiro são uma tentativa do magistrado de reafirmar autoridade diante das denúncias que o cercam.
Gayer não poupou adjetivos ao criticar a postura de Moraes, mencionando o que chamou de “esquema” e trocas de mensagens com figuras controversas. Segundo o deputado, o ministro teria voltado atrás em critérios da Dosimetria que ele mesmo estabeleceu apenas para manter o controle político sobre os detidos. “Pegou os nossos amigos inocentes e os colocou como reféns”, disparou.
Após o ataque direto ao ministro, o parlamentar mudou o tom para descrever o impacto humanitário das “canetadas”, conforme suas palavras, ao se referir o ato de Moraes suspender à aplicação da Lei da Dosimetria em pedidos de condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Gayer também relatou o sentimento de mães, esposas e avós que já estavam com a casa preparada para receber os familiares que deixariam a prisão.
“Já estavam preparando o quarto do filho, do marido… fazendo a compra daquilo que ele gostava de comer”, descreveu o deputado, contrastando a expectativa das famílias com a decisão judicial que barrou as liberações.
Gayer aproveitou o palco feminino para justificar seu comportamento explosivo na Câmara Federal. O parlamentar admitiu que, por vezes, o tom agressivo e os palavrões são um reflexo de uma indignação que se tornou insustentável.
“Eu peço desculpas a todas que estão aqui se em algum momento eu grito ou me comporto de uma forma que vocês não gostam de ver um homem se comportando, mas a gente não aguenta mais”, desabafou. O deputado encerrou sua participação afirmando que seu “coração já não aguenta mais” o que classificou como uma perseguição implacável contra aliados políticos.
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