O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), indicou os membros do partido que serão titulares da sigla e que vão preencher as duas vagas que restavam para senadores na CPI dos Atos Golpistas.

Os outros 30 deputados e senadores já haviam sido nomeados. Braga e o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que inicialmente foram cotados para assumir papéis de destaque na comissão, não participarão do grupo.

Pelo MDB, serão membros titulares da comissão os senadores:

  • Veneziano Vital do Rêgo (PB)
  • Marcelo Castro (PI)

Estarão como suplentes os senadores:

  • Fernando Dueire (PE)
  • Giordano (SP)

Estratégia

Na terça, 23, Braga afirmou que ainda aguardava o governo definir uma “estratégia” de atuação na CPI para concluir as indicações. “Nós esperamos poder definir com o governo a estratégia. Nós precisamos ter certeza do que está sendo proposto. E pra isso é preciso botar votos”, declarou o emedebista.

Nos bastidores, a avaliação é a de que os figurões do MDB desembarcaram porque o governo pode não ter uma maioria consolidada no colegiado.

Ao menos 15 dos 32 parlamentares que farão parte da CPI são de partidos da base do governo. Oito vagas foram preenchidas por partidos “independentes”, incluindo o União Brasil. Outras nove, por siglas da oposição. Outra demanda do Senado também não foi resolvida: a reivindicação pela presidência da CPI. Entre os senadores, o líder do MDB era o principal nome para comandar o colegiado.

Entre os deputados, o cotado é Arthur Maia (União-BA). Parlamentares, no entanto, não decidiram de qual Casa será o presidente. Calheiros declarou nesta terça que esse era um dos “problemas” que fizeram com que o MDB segurasse as indicações.