Nesta quinta-feira, 18, a Polícia Federal ouvirá o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, dentro do inquérito que investiga um possível esquema de fraude envolvendo cartões de vacina contra a Covid-19. De acordo com as investigações, os registros fraudulentos beneficiaram o ex-presidente Bolsonaro, sua filha, o próprio Cid e seus familiares.

Cid está preso desde o dia 3, quando foi um dos alvos de uma operação da PF que também incluiu buscas na residência de Bolsonaro. Segundo os investigadores, foi inserida de maneira ilegal no sistema do Ministério da Saúde a informação falsa de que Bolsonaro e sua filha haviam recebido doses da vacina. O ex-presidente, Cid e outras pessoas próximas estão sendo investigados por sua suposta participação na inclusão dos dados falsos.

A PF também informou que comprovantes de vacinação foram baixados a partir do aplicativo ConecteSus, do Ministério da Saúde, com base nas informações falsas. Posteriormente, os registros das vacinas foram apagados do ConecteSus.

Bolsonaro nega

Na terça-feira passada (16), durante seu depoimento, Bolsonaro afirmou não ter conhecimento de qualquer envolvimento de Cid no esquema fraudulento. Ele também negou ter dado orientações ou ordenado a manipulação dos registros de vacinação.

O ex-presidente atribuiu a responsabilidade pela gestão de sua conta no aplicativo ConecteSUS ao ex-ajudante Cid.

Além de Bolsonaro e sua filha, a investigação da Polícia Federal descobriu que certificados de vacinação falsos foram emitidos para Mauro Cid, sua esposa – que está programada para prestar depoimento na sexta-feira, 18, e três filhas do ex-ajudante de ordens.

Planejamento de golpe

Ainda de acordo com o blog, no depoimento, Cid também deve ser questionado pela Polícia Federal sobre uma troca de mensagens de áudio na qual o militar reformado do Exército Ailton Barros trata de um plano de golpe de Estado.

Ailton foi procurado por Cid para ajudar na fraude de um cartão de vacina para a sua esposa, Gabriela Cid. O militar reformado também foi preso na operação do último dia 3. Na terça, ao ser questionado se tinha conhecimento da conversa, Jair Bolsonaro respondeu à PF que não.