Em pouco mais de seis meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já viajou mais para o exterior do que o registrado em todo o primeiro ano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o desembarque do petista no último sábado, 8, para o Colômbia, para participar do encerramento da Reunião Técnico-Científica da Amazônia, evento que foi organizado pelo governo colombiano, esse já é o 13º país visitado por Lula em 2023.

Bolsonaro, no primeiro ano de governo, esteve em dez países. Só nos primeiros seis meses, foram seis. Isso evidenciaria, em tese, a menor habilidade de Jair quando o assunto é diplomacia internacional, que deixou o ex-presidente isolado. Essa, inclusive, seria a justificativa de Lula para tantas viagens: reestabeler laços com aliados estratégicos e retomar o protagonismo brasileiro em temas como meio ambiente e direitos humanos.

Entre janeiro e julho, a Europa foi o principal destino de Lula, que visitou seis países no continente: Portugal, Espanha, Reino Unido, Itália, Vaticano e França. América e Ásia também foram visitados pelo presidente por quatro vezes cada. Assim, completam a lista os destinos internacionais do petista Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Colômbia, China, Emirados Árabes Unidos e Japão.

Lula na Colômbia

Na Colômbia a pedido do presidente do país, Gustavo Petro, Lula, além de participar do encerramento da Reunião Técnico-Científica da Amazônia, deve ter uma reunião bilateral com chefe de Estado colombiano. A expectativa é que o encontro dos dois foque em temas como o comércio e investimentos. A cooperação na defesa e segurança também devem estar na pauta.

Lula foi à Colômbia a pedido do presidente colombiado Gustavo Petro | Foto: Cláudio Kbene/PR

No último sábado, 8, a delegação brasileira participou das negociações da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) sobre a declaração conjunta a ser adotada por ocasião da Cúpula da Amazônia, que será realizada em Belém (PA), no mês que vem.

A ideia é que o documento seja uma agenda regional em favor do desenvolvimento sustentável da Amazônia, com proteção do bioma amazônico, inclusão social, fomento de ciência, tecnologia e inovação, estímulo à bioeconomia e valorização dos povos indígenas e seus conhecimentos tradicionais.

Quarto maior parceiro comercial do Brasil na América Latina, a Colômbia só perde para Argentina, Chile e México. Em 2022, as transações comerciais entre os dois países somou US$ 7,4 bilhões.

Algo em torno de 80% das vendas brasileiras à Colômbia foram compostas por manufaturados e semimanufaturados, com destaque para veículos e produtos automotivos, milho, café, papel/celulose, produtos químicos e farelo de soja. Já as importações da Colômbia para o Brasil concentraram-se em carvão e produtos químicos.

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