“Em briga de marido e mulher, vou meter tornozeleira e algema”, diz Caiado em lançamento de candidatura à presidência
26 julho 2026 às 18h00

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Durante a coletiva de imprensa concedida antes do evento de lançamento de sua candidatura à Presidência da República, o candidato, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a atuação do governo federal no combate à violência contra as mulheres. Ao defender uma política mais rígida para enfrentar esse tipo de crime, afirmou que as brasileiras vivem uma realidade de insegurança e questionou a ausência de medidas efetivas. “Hoje as mulheres cada vez mais inseguras, sem saber como vão transitar, além de serem assaltadas, muitas vezes são violentadas. Qual é a ação concreta de apoio à mulher neste momento?”, declarou.
Na sequência, Caiado afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende adotar uma postura mais rigorosa no enfrentamento à violência contra as mulheres. Segundo ele, a ideia de que não se deve interferir em casos de violência doméstica precisa ser superada. “A tese que em briga de marido e mulher não se mete a colher. Vou meter tornozeleira, algema nesse covarde”, disse. O candidato acrescentou que pretende utilizar a “mão pesada” para garantir a segurança das mulheres no direito de ir e vir.
Ao tratar especificamente da violência doméstica, Caiado disse que pretende propor mudanças na legislação para permitir o confisco do patrimônio de agressores condenados, destinando esses bens às mulheres vítimas de violência e aos filhos do casal. Para ele, a medida teria caráter punitivo e também serviria para oferecer condições de recomeço às vítimas.
O ex-governador também afirmou que pretende ampliar o rigor das penas aplicadas a autores de crimes contra mulheres, além de defender punições mais severas para estupradores e pedófilos. Segundo Caiado, é preciso reforçar a ideia de que homens devem respeitar suas companheiras e esposas, utilizando a legislação como instrumento para coibir esse tipo de violência.
Ainda durante a entrevista, o candidato voltou a falar sobre segurança pública de forma mais ampla. Ele afirmou que estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) concentram o maior número de cidades violentas do país e utilizou esse argumento para criticar a condução da área pelo governo federal.
Por fim, Caiado citou os governos de Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, no Paraná, ambos que disputaram internamente a indicação do PSD para a Presidência, como exemplos de boas práticas na área da segurança pública. Também destacou os resultados obtidos por sua gestão em Goiás, afirmando que pretende levar esse modelo para todo o país caso seja eleito presidente.
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