Deputada estadual Fabiana Bolsonaro é acusada de racismo e transfobia em sessão da Alesp
18 março 2026 às 18h16

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A sessão plenária da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) desta quarta-feira, 18, foi marcada por tensão após a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) pintar o rosto e parte do corpo de marrom durante seu discurso.
A ação, segundo ela, seria um “experimento social” para criticar a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL) como presidente da Comissão dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados.
Enquanto passava a tinta, Fabiana afirmou que, mesmo se pintando de negra, não poderia “cuidar das pessoas que sofrem racismo”. Em seguida, direcionou críticas à presença de mulheres trans em espaços de representação feminina e em competições esportivas, alegando que isso retiraria o espaço de fala das mulheres cisgênero.
A atitude foi imediatamente contestada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que interrompeu a sessão e classificou o ato como “blackface”, prática historicamente associada à ridicularização de pessoas negras. “Estamos diante de um caso de racismo e transfobia dentro do plenário. Isso é caso de polícia”, declarou.
O episódio gerou repercussão entre parlamentares e movimentos sociais. Fabiana Bolsonaro negou que estivesse praticando blackface, mas a deputada Mônica Seixas anunciou que levará o caso à Comissão de Ética da Alesp, pedindo responsabilização da colega.
O Blackface é reconhecido como uma prática racista, por reforçar estereótipos e desumanizar pessoas negras. A polêmica reacende o debate sobre os limites da liberdade de expressão dentro das casas legislativas e a necessidade de responsabilização em casos de discursos discriminatórios.
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