O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), foi enfático ao aconselhar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) a enfrentar os problemas com a empresa Enel na distribuição de energia em São Paulo, afirmando que “a Enel é caso de polícia. Tem que jogar duro. Em Goiás, consegui expulsá-los”.

Em 2022, a Enel vendeu a distribuição de energia em Goiás para a Equatorial Energia por R$1,6 bilhão. Na visão do governo goiano, a empresa realizou a transação pouco antes de ser descredenciada, antecipando essa ação devido aos problemas constantes no serviço oferecido.

A Enel enfrentava índices negativos no Estado. Dados da Aneel revelam que o número de horas de apagões em Goiás ultrapassou os limites estabelecidos em vários anos.

Embora seja um defensor das privatizações no país, Caiado argumenta que é crucial avaliar o desempenho de cada setor privatizado. Ele destaca o sucesso total na telefonia, mas salienta que na distribuição de energia, em nenhum estado, a Enel conseguiu atender à demanda, consumo e muito menos à expansão solicitada.

A Enel, em nota, afirmou ter investido mais de R$ 7 bilhões, construído 19 novas subestações e modernizado outras 140 durante os seis anos de concessão em Goiás. O grupo defende ter realizado uma significativa transformação na infraestrutura de distribuição de energia do Estado.

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