O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, pediu que o Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional adie a eleição para direção da entidade que está marcada para a próxima terça-feira, 29.

Acontece que a eleição é realizada com a participação de representantes do governo federal, que hoje são indicados pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Caso o Sebrae acate o pedido de Alckmin, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderia alterar essa composição quando tomasse posse em janeiro, mas isso não é algo habitual.

O pedido foi enviado, por meio de ofício, ao presidente do Conselho Deliberativo, José Roberto Tadros, líder da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Alckmin solicita que sejam adiadas também para fevereiro as eleições da instituição que acontecem nos estados e no Distrito Federal (DF).

Difícil

José Tadros está na Argentina participando de reuniões sobre o Mercosul. Quem está na presidência do Conselho do Sebrae é o vice-presidente José Zeferino Pedroso, que representa a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil. A tendência é que não seja acatado o pedido de Alckmin.

Os estatutos estabelecem eleições de quatro em quatro anos em data impreterivelmente marcada para 29 de novembro. Por isso, somente por deliberação de todo o Conselho, ou por decisão judicial, a data poderia ser modificada. O mandato do Conselho e dos três diretores do Sebrae (presidente, financeiro e técnico) é de 4 anos.

Em Goiás, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás José Mário Schreiner é o nome para substituir Ubiratan da Silva Lopes na presidência do conselho do Sebrae no próximo quadriênio. De acordo com informações dos bastidores, até o momento, não haverão outras modificações.

Disputa acirrada 

O atual diretor-presidente do Sebrae Carlos Melles é candidato à reeleição. Porém, ele deve enfrentar a concorrência da candidatura de Eduardo Diogo, que é o atual diretor-financeiro. O processo está ocorrendo de forma tensa nos bastidores, com ambos buscando apoios de peso no setor político.

Há uma tentativa de se construir uma candidatura de consenso. O presidente eleito, Lula, até agora, não está apoiando as candidaturas apresentadas. Tem o nome do petista Luiz Barreto Filho, que já presidiu o Sebrae, como o preferido. Poderá ocorrer uma mudança no Conselho e, assim, uma nova eleição no ano que vem na entidade.