A Polícia Civil de Goiás (PC-GO) prendeu, nesta terça-feira, 10, uma correspondente bancária suspeita de desviar quase R$ 80 mil de clientes idosos. Após investigações, foi deflagrada a operação ‘Ratio’, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca domiciliar nos municípios de Santa Terezinha de Goiás e Pilar de Goiás.

O delegado Douglas Costa, da subdelegacia de Uirapuru, integrante da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Ceres, responsável pelo caso, contou como a acusada agia. “A investigada se valia da condição de correspondente bancário de um banco da cidade de Santa Terezinha de Goiás, para obter indevidamente dados pessoais e bancárias dos clientes da instituição e, em seguida, ela realizava compras em lojas físicas e digitais, bem como empréstimos, se passando pelos clientes da agência”, esclareceu.

De acordo com as apurações, o perfil das vítimas eram clientes idosos com alto poder aquisitivo, que não acompanhavam regularmente as operações de suas contas bancárias. Ao todo, Costa estima que houve 49 vítimas suspeitas. Apenas uma delas teve um prejuízo de mais de R$ 70 mil, o que inclui valores subtraídos e compras feitas em seu nome.

Suposto caderno com anotações de clientes | Foto: divulgação/PC-GO
Suposto caderno com anotações de clientes | Foto: divulgação/PC-GO

Outra vítima teve um cartão de crédito usado para fazer compras online e teve pagamentos de procedimentos médicos em uma clínica no valor de R$ 8 mil.

“A investigada será indiciada, agora, pelo crime de furto qualificado pela fraude eletrônica, com pena máxima de reclusão de oito anos”, finalizou Douglas Costa.

Apreensões

Durante a busca na residência da suspeita, os policiais encontraram cadernos com anotações que continham dados pessoais e bancários de clientes da instituição financeira.

Também foram apreendidos cheques em nome de terceiros, um notebook e aparelhos celulares. Além disso, o delegado acredita que o número de vítimas possa aumentar, já que a suspeita teve acesso a contas de outras pessoas por meio do aplicativo bancário.

Como o nome da suspeita não foi divulgado, a reportagem não conseguiu contato com sua defesa.

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