A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na quinta-feira, 8, uma operação para desarticular um esquema de fraudes fiscais em Goiânia que teria causado prejuízo superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos estaduais. A ação resultou em duas prisões e no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros e veículos dos investigados.

A operação foi conduzida pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) e apura crimes como sonegação fiscal, falsidade ideológica e associação criminosa.

Empresas de fachada eram usadas para fraudes

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, conhecidas como “noteiras”, para emitir notas fiscais fraudulentas e viabilizar a supressão do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) declarado.

O esquema também envolvia o uso de uma pessoa em situação de extrema vulnerabilidade social como “laranja” no quadro societário de uma das empresas. A estratégia, conforme a apuração policial, tinha como objetivo ocultar os verdadeiros beneficiários do negócio e proteger o patrimônio dos envolvidos.

A investigação identificou ainda que as práticas fraudulentas continuaram mesmo após a morte da pessoa utilizada como interposta no esquema.

Contador é suspeito de viabilizar as fraudes

A operação teve como alvo dois apontados como principais articuladores do esquema: o suposto beneficiário real das fraudes e um contador suspeito de utilizar seus conhecimentos técnicos e profissionais para viabilizar as irregularidades.

De acordo com a Polícia Civil, o primeiro investigado possui histórico de suspeitas relacionadas a estelionato, porte de armas e fraudes no setor de laticínios. Já o contador teria contribuído para a manutenção dos registros falsos e para a continuidade das operações fraudulentas, inclusive após a morte da pessoa usada como “laranja”.

Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e três mandados de busca e apreensão em endereços de Goiânia.

Também foi determinado o bloqueio de contas bancárias, ativos financeiros e frotas de veículos dos investigados, até o limite de R$ 4 milhões, valor correspondente ao prejuízo estimado pela investigação.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.