Cremego se manifesta após prisão de médico suspeito de estuprar pacientes em Goiás
09 outubro 2026 às 10h05

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Um médico ginecologista de 71 anos foi preso preventivamente nesta quinta-feira, 8, em Porangatu, no norte de Goiás, suspeito de estuprar pacientes durante atendimentos. Identificado como Carlos Umberto Inácio Novais, ele foi detido pela Polícia Civil de Goiás após denúncias de abusos sexuais. Ao todo, 15 ocorrências estão sendo investigadas. Até o momento, três mulheres prestaram depoimento e relataram os crimes. O material reunido durante a investigação foi encaminhado à Promotoria, que solicitou à Justiça a prisão preventiva do médico.
A Polícia Científica do Estado de Goiás – PCIGO informa que, assim que tomou conhecimento das primeiras denúncias envolvendo o Médico Legista de seus quadros, encaminhou os fatos para apuração no âmbito da Corregedoria de Polícia, sem prejuízo da investigação policial concomitante. “A PCIGO se solidariza com todas as mulheres que relataram possíveis situações de abuso e reafirma seu repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher; e reitera seu compromisso com a mais completa apuração dos fatos, tanto no âmbito criminal, quanto no âmbito administrativo disciplinar”.
Além da prisão, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, os policiais encontraram seis armas de fogo, sendo quatro longas e duas curtas. Por esse motivo, o médico também poderá responder por posse ilegal de arma de fogo.
A Polícia Civil de Goiás segue investigando o caso. O Jornal Opção procurou o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goias (CREMEGO). Veja a nota abaixo.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) esclarece que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas pelo Cremego ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicita esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.
A defesa informa de Carlos informa que ainda não teve acesso à integralidade dos autos, razão pela qual aguarda o conhecimento completo dos elementos que fundamentaram a prisão. Contudo, confia que, no curso do processo, demonstrará a inocência do Dr. Carlos Humberto, médico de 72 anos, cuja trajetória é marcada por uma vida inteira de serviços prestados a Porangatu e a toda a região, sendo profissional amplamente respeitado pela comunidade.
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