Um esquema suspeito de desviar pagamentos de aluguéis de imóveis de alto padrão, que teria funcionado desde 2020, foi alvo da Polícia Civil nesta segunda-feira, 28, durante a Operação Broker Scammer. Segundo as investigações, o prejuízo causado às vítimas ultrapassa R$ 1 milhão em Goiânia e Anápolis.

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O proprietário da imobiliária investigada, identificado como Roger Tabata, foi preso preventivamente. Segundo a Polícia Civil, a medida foi determinada no curso das investigações sobre as supostas fraudes.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do investigado.

De acordo com o delegado William Bretz, da 4ª Delegacia Distrital de Polícia (4ª DP), o investigado administrava a locação de imóveis e ficava responsável por receber os pagamentos dos inquilinos. No entanto, segundo a investigação, parte dos valores era retida, enquanto os proprietários eram informados de que os locatários estavam inadimplentes.

A polícia aponta ainda que o investigado exigia garantias e pagamentos antecipados de aluguéis sem o conhecimento dos proprietários dos imóveis. Os valores, conforme a apuração, eram recebidos antecipadamente, mas não chegavam aos locadores.

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Dono de imobiliária é preso em Goiânia | imagem/Polícia Civil

Cheques eram negociados

Quando os pagamentos eram realizados por meio de cheques, segundo a Polícia Civil, Roger negociava os títulos com empresas de factoring. Depois, alegava aos proprietários dos imóveis que os documentos haviam sido perdidos e solicitava a sustação dos cheques.

A prática teria causado prejuízos tanto aos donos dos imóveis quanto às empresas que adquiriam os títulos, já que os valores não eram repassados aos locadores.

Seis vítimas identificadas

Até o momento, seis vítimas foram identificadas pela Polícia Civil. Durante o cumprimento das ordens judiciais nesta segunda-feira, os agentes apreenderam documentos, cheques relacionados às negociações, aparelhos eletrônicos e bens de alto valor, entre eles relógios de luxo.

As investigações continuam para identificar possíveis novos envolvidos e outras vítimas do esquema em Goiânia e Anápolis.

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