O segredo do 11 de Setembro que serviu de plot para um escritor americano

Brad Meltzer é um autor de thrillers nova-iorquino bem conhecido nos EUA, com mais de seis milhões de livros vendidos; para vender mais um pouco, publicou uma bela história sobre como encontrou o fio condutor da trama de seu novo romance

O Pentágono foi atingido por uma avião que caiu em 11 de setembro de 2001, matando todos a bordo, em uma série de ataques terroristas cuja maior tragédia ocorreu em Nova York com a colisão de dois aviões contra as Torres Gêmeas matando mais de 3 mil pessoas

O escritor americano Brad Meltzer, autor de “O Jogo” e co-autor de um dos livros da série “Buffy, a Caça-Vampiros”, publicou um texto no jornal “The Washington Post” contando uma história incrível sobre como ele encontrou o fulcro da trama de seu novo romance “The Escape Artist”.

Ele foi à base da Força Aérea americana de Dover, em Delaware, o local onde estão enterrados, ou guardados, os corpos de quem fez parte dos casos mais secretos dos governos americanos. “Dover é um lugar mais cheio de segredos do que podemos imaginar”, diz o escritor.

É nessa base que estão os corpos dos mariners vítimas do ataque suicida contra o destroyer USS Cole, no Iêmen, em 2000. Os corpos dos astronautas da nave Columbia que se desintegrou no contato com a atmosfera terrestre, ao voltar de viagem à órbita da Terra, em 2003, também estão lá.

A base de Dover guarda os restos mortais de mais de 50 mil soldados americanos e agentes da CIA, mortos em guerras como Vietnã, Afeganistão e Iraque. Os corpos das vítimas do atentado de 11 de setembro de 2001, que estavam no avião que colidiria contra o Pentágono também se encontram lá.

O segredo não é a localização desse lugar, que é sabido por toda pessoa bem informada. O segredo, segundo Meltzer, é uma pequena faísca que deu ignição ao motor de sua imaginação: ele perguntou para uma das pessoas que o acompanhavam na visita se haveria algum jeito de alguém antes de morrer deixar uma mensagem secreta no próprio corpo.

O encarregado pelos corpos disse que se uma pessoa está num avião em queda livre, se ela escrever um bilhete e engoli-lo, o estômago tem líquido suficiente para proteger o papel do fogo que queimará o corpo, caso o avião pegue fogo.

Mensagem na garrafa

Brad Meltzer na divulgação de um de seus livros, “Heróis para Meus Filhos”; seu novo romance, “The Escape Artist” (O artista da fuga, em tradução livre), será lançado no dia 6 de março

“‘É uma espécie de mensagem na garrafa, e isso de fato ocorreu’”, disse o oficial. “Foi no Voo 77, de 11 de setembro de 2001” (avião que colidiria contra o Pentágono). “Aparentemente, quando o avião estava caindo, uma das vítimas realmente escreveu uma nota, encontrada no estômago de uma das vítimas pelo agente do necrotério de Dover”, diz Brad Meltzer.

Obviamente, o oficial não falou para o escritor que mensagem seria. Obviamente, há a possibilidade de este oficial, encarregado dos corpos, ter pregado uma peça imaginativa a um homem que vive da imaginação. O fato é que Meltzer ficou pensando nessa possibilidade, e que tipo de mensagem seria escrita por que tipo de pessoa.

Deveria ser alguém que soubesse que o líquido no estômago é suficiente para preservar uma informação em seu interior, até mesmo do fogo que queimaria todo o resto do corpo.

Não dá para saber que tipo de trama Meltzer usou em seu livro, que será lançado na terça-feira nos EUA. Seu texto é um chamativo para sua literatura, mas é uma bela história.

Sobre o conteúdo da mensagem real, Meltzer pensou que só seria escrita por um oficial para informar sobre as razões da queda do avião em chamas. Ele mesmo perdeu um amigo no 11 de Setembro. Mas depois cogitou que esse tipo de coisa poderia acontecer em circunstâncias banais.

O que mais queremos na vida é nos conectarmos com o outro. Nada impediria que alguém esclarecido, numa situação dessas, escrevesse um bilhete para dizer que ama outrem pela simples iminência do fim.

Agora, toda vez que viaja de avião, Meltzer fica imaginando o que escreveria para sua família, caso o avião, de repente, comece a pegar fogo.

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