Lista de 10 músicas lançadas nos 80 e 90 que seriam proibidões em tempos politicamente corretos

De dezenas de músicas famosas, cantadas e dançadas pela tradicional família brasileira em frente à televisão nos programas dominicais, muitas não seriam gravadas nos dias atuais por ferir alguma ideologia ou novos costumes politicamente corretos

  1. Mamonas Assassinas – Robocop Gay

A banda Mamonas Assassinas tocava a música “Robocop Gay” ao vivo, no programa do Faustão, numa tarde de domingo, para a família brasileira cantar junta os versos “Um RoboCop Gay, eu sei, eu sei, eu sei, é um Robocop Gay”…

2. Raimundos – Me Lambe

No programa O+, da emissora Band, os Raimundos tocavam a música “Me Lambe”, lançada em 1999, para a garotada cantar e gritar de pé os versos:

“Como a vista é linda da roda gigante é tão grande
Acho que ela viajou que eu era um picolé me lambe
No parque de diversões foi que ela virou mulher das forte
Menina pega a boneca e bota ela de pé”

3. Nega do Cabelo Duro – Luiz Caldas

Em 1984, o baiano Luiz Caldas, precursor do Axé brasileiro, gravava “Nega do Cabelo Duro”, posteriormente cantada por milhões de brasileiros em marchinhas de carnaval Brasil afora. Em tempos politicamente corretos, como 2019, os trechos de Luiz Caldas seriam gravados?

“Nega do cabelo duro
Que não gosta de pentear
Quando passa na Baixa do Tubo
O negão começa a gritar”

4. Cabeleira do Zezé – Marchinha de Carnaval

Em 2019, a marchinha de carnaval “Cabeleira do Zezé” ainda é tocada em carnavais por aí, mas seria aceita uma gravação se a composição fosse atual?

Confira os trechos abaixo e avalie se os ativistas contra a homofobia aceitariam:

Olha a cabeleira do Zezé
Será que ele é?
Será que ele é?

Será que ele é bossa nova?
Será que ele é Maomé?
Parece que é transviado
Mas isso eu não sei se ele é

5. Ralando o Tchan – É o Tchan

A banda baiana “É o Tchan” dominou os programas familiares de domingo em todas as emissoras de televisão, nos anos 90, com músicas coreografadas por crianças e adultos na sala de casa, em plena quatro horas da tarde. Poderíamos citar quase todas as músicas da banda como censuradas ou polemizadas se fossem lançadas em plenos 2019, senão confiramos alguns trechos:

“Que maravilha, cheguei no oásis ordinária, estou todo molhadinho! Ela fez a cobra subir, a cobra subir, a cobra subir, a cobra subir”.

6. Rala o Pinto – Zé Paulo

Essa música, composta por Zé Paulo, provavelmente, seria uma das que com toda certeza as associações de defesa dos direitos das crianças, das mulheres, e dos direitos humanos pediriam um abaixo assinado para proibir o lançamento da música. A música inteira tem trechos marcantes, mas separamos alguns para você lembrar:

“Rala o pinto, rala o pinto, rala o pinto. Rala a tcheca, rala a tcheca e rala a tcheca. Cadê o boquete? Cadê o boquete? Cadê o boquete? E a espanhola? E a espanhola? E a espanhola?”

7. Ele é Corno, Mas é Meu Amigo – Tiririca

Onde estavam as ONGs de defesa dos direitos LGBTs quando Tiririca gravou “Ele é corno, mas é meu amigo”? Ele queima ruela, é fofoqueiro, é viado, é baitola, mas é meu amigo. Passaria nos dias atuais?

8. O Pinto – Raça Pura

Lembram da licença poética de “o pinto do meu pai, fugiu com a galinha da vizinha. Esse pinto não é mole não. Esse pinto é safado”?

9. Mantenha o respeito – Planet Hemp

Seria suave lançar atualmente uma música com os versos: “Eu canto dig, dig, dig, o que acontece eu vou contar, quando eu fumo mariajuana, como eu fico? chapado”?

10. A Feira – O Rappa

O que O Rappa queria dizer com “Tô vendendo ervas que curam e acalmam”? Nos anos 90, essa música figurou entre as mais tocadas nas rádios nacionais.

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