Escandinavos sugerem que é possível uma sociedade menos desigual

Impostos altos contribuem para uma sociedade mais justa. Machismo é contido pela cultura e leis. E suecos, dinamarqueses e noruegueses não são “idênticos”

Candice Marques de Lima

Especial para o Jornal Opção

Pense em Ingmar Bergman, Henrik Ibsen, August Strindberg, Edvard Munch, Karl Ove Knausgård, Kristina Ohlsson, Alexander Skarsgård, Ingrid Bergman, Mads Mikkelsen, Hamlet, nos vikings (tão na moda atualmente: um fake que invadiu o Capitólio há uns dias), em Thor, no Prêmio Nobel, na Volvo, na Eriksson e terá uma breve referência dos povos nórdicos.

A Escandinávia é uma região do Norte da Europa que compreende a Finlândia, a Suécia, a Noruega, a Dinamarca e a Islândia. A Groelândia e as Ilhas Faroé também a compõem, pois são territórios do “distante reino da Dinamarca”. São países consideravelmente pequenos em relação ao Brasil. A extensão continental da Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia equivalem ao Estado do Pará, com características culturais e até políticas que podem nos causar espanto e algumas vezes até inveja, especialmente em relação a uma maior igualdade entre os gêneros e à forma socioeconômica que se caracteriza como socialdemocracia, em que o Estado de bem-estar social possibilita uma maior igualdade de renda, levando também a condições de vida melhores.

O livro “Os Escandinavos” (Contexto, 239 páginas), do diplomata brasileiro Paulo Guimarães, contém informações diversas sobre esse grupo de países distantes de nós seja pela cultura, pela culinária e também pela forma de governo e de igualdade social.

A igualdade de gêneros é uma marca importante nesses países. Claro que não quer dizer que lá não haja machismo, mas a forma como as relações entre homens e mulheres se dão tanto no trabalho (e na política) quanto nas relações familiares e amorosas mostra que essa paridade existe. Geralmente os países nórdicos são os primeiros (em igualdade) do relatório Mundial sobre a desigualdade de gênero, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial. No relatório de 2020 a Islândia aparece em 1º lugar, seguida por Noruega, Finlândia e Suécia. Esse relatório é elaborado especialmente pela participação das mulheres no mercado de trabalho formal e nas diferentes instâncias políticas.

A começar pelas relações domésticas, a licença de trabalho (no Brasil chamada de licença-maternidade) quando as pessoas têm filhos é mais equânime. A Islândia, em 2013, aprovou uma lei que reserva cinco meses para a mãe e outros cinco para o pai, além de dois meses para serem repartidos entre os dois.

No quadro abaixo vê-se a respeito de como as licenças são distribuídas nos cinco países.

Além disso, durante essa licença, o casal recebe de uma caixa da previdência pública o valor correspondente a 80% do seu salário.

O trabalho doméstico masculino também aumentou desde 1990, embora enquanto os homens noruegueses dedicam em média 50 minutos do dia para essas tarefas, as mulheres ainda trabalham mais, com duas horas de dedicação a essas atividades. Ter empregada doméstica na Escandinávia é uma prática inexistente, reservada, talvez, à realeza.

Essas mudanças nas relações de gênero tiveram um papel feminino importante, como a greve que as mulheres islandesas fizeram em uma sexta-feira — em 24 de outubro de 1975. “Entre oito horas da manhã e meia-noite, 90% da população feminina do país deixaram seus postos de trabalho ou seus afazeres domésticos em protesto contra a discriminação salarial”, que era inferior em 30% dos salários dos homens. “Na capital, Reykjavík, mais de 25 mil mulheres se reuniram, na Praça Laekjar, para protestar em frente à Casa do Governo”, relata o autor. Na época a população islandesa era de 220 mil habitantes.

Paulo Guimarães, autor do livro “Os Escandinavos”, é diplomata | Foto: Arquivo pessoal

A Islândia praticamente parou e as escolas, o comércio, os órgãos públicos não puderam funcionar, inclusive a indústria pesqueira, que suspendeu a produção diária. Os homens tiveram de lidar com as tarefas domésticas, com os filhos, enquanto as mulheres protestavam.

Em sua série de livros autobiográficos denominada “Minha Luta”, o escritor norueguês Karl Ove Knausgård narra em vários momentos do segundo volume, intitulado “Um Outro Amor” (Companhia das Letras, 592 páginas, tradução de Guilherme da Silva Braga), sua rotina com as tarefas domésticas e com o cuidado de seus quatro filhos com a escritora e poeta sueca Linda Boström. O escritor conta sobre como fazia limpeza da casa, de levar os filhos à escola, de participar do rodízio de pais na creche de um dos filhos, que era comunitária, e, sem contentamento, de levar uma das filhas às aulas de música e de sentir-se incomodado por ser o único homem nessas aulas. Seu incômodo não era em relação à falta de outros homens naquele lugar, mas por estar ali. Também em alguns trechos queixa-se de fazer a maior parte dos serviços domésticos, mostrando que não é sem incômodo que os homens cumprem seus deveres domésticos e paternos.

Karl Ove Knausgård: um dos mais importantes escritores noruegueses | Foto: Reprodução

Além da igualdade entre os gêneros feminino e masculino, há também uma igualdade maior nas relações sociais e de trabalho, além do desapego e até desprezo que os povos escandinavos têm por status baseado em riqueza pessoal ou por diferenças de classes. O rei Olavo, da Noruega, na década de 1970, após uma crise com o abastecimento de petróleo, decidiu trocar seu carro com motorista pelo trem para ir às pistas de esquis aos domingos. Segundo Paulo Guimarães, é comum ver governantes e grandes empresários utilizarem transporte público ou até bicicletas no dia a dia. Há uma história (não se sabe se lenda urbana) de uma rica goianiense que, ao visitar Copenhague, teria perguntado o motivo da pobreza da capital dinamarquesa ao ver tantas pessoas utilizando bicicletas.

Paulo Guimarães relata que, ao entrevistar para a sua tese em 2010, Thorvald Stoltenberg, representante histórico da socialdemocracia norueguesa, além de ter sido ministro e alto-comissário das Nações Unidas, o homem de 81 anos o recebeu em seu apartamento de três quartos e perguntou-lhe se queria café. Ao responder que sim, “meu anfitrião se dirigiu à cozinha para preparar nossas duas xícaras. Imediatamente, levantei-me do sofá e fui atrás dele, agradecendo a extrema gentileza, mas colocando-me à disposição para ajudá-lo ou para fazer o café no seu lugar. ‘Nada disso’, foi o que me disse o senhor Stoltenberg. (…). Pois bem, nesse dia tomei um café preparado — e servido — por uma das lendas vivas da política norueguesa, sem empregada, sem ajudante de qualquer ordem”.

Ingmar Bergman: diretor sueco de cinema e de teatro| Foto: Divulgação/Ingmar Bergman Foundation

Esse modelo de igualdade entre as pessoas é baseado numa cultura que tem como um de seus lemas “faça você mesmo”, pois a prestação de serviços é cara e valorizada, além de uma forma socioeconômica que é a socialdemocracia.

O feudalismo não foi um sistema em sua plenitude na região e geralmente os camponeses possuíam suas terras e as cultivavam ou mesmo se trabalhassem em outra propriedade, não era em regime de servidão.

No século 19 houve, com o aumento da industrialização, uma agenda política com movimentos sociais urbanos e sindicatos de operários. Assim, na virada para o século 20, “os socialdemocratas suecos haviam adotado uma visão não dogmática do marxismo, menos radical em relação ao instituto da propriedade privada e defensora do regime democrático de governo”.

O autor salienta que o papel da Igreja Luterana, dominante na Escandinávia, foi fundamental para implantar o Estado de bem-estar social. O modelo é chamado “do berço ao túmulo”, sendo promovido pelo Estado e financiado por altos impostos. Algumas características são: política social que evita disparidades salariais entre as populações mais ricas e pobres; “universalidade do sistema de seguridade social: todo cidadão tem direito a receber uma pensão mínima de aposentadoria por idade, todos têm direito aos serviços médico-hospitalares disponíveis no seu local de residência, todas as famílias recebem subsídios para o custeio de parte das despesas com seus filhos”; há um sistema único de previdência para os trabalhadores; quase exclusividade dos serviços de educação, de saúde e assistência social.

Claro que tudo isso custa dinheiro de impostos, que são altos. As alíquotas variam de 49% a 60% do rendimento anual, mas, em troca, as pessoas recebem serviços públicos essenciais e de qualidade. Paulo Guimarães conta que o alto valor dos tributos é quase uma obsessão dos contribuintes, que sempre conversam sobre o assunto, mas que o argumento generalizado é que se eles sustentam uma sociedade mais justa, com baixa criminalidade e com bom acesso à educação e à saúde, então não são tão ruins assim.

A respeito dos aspectos culturais, mesmo que possa parecer que os escandinavos são um povo só e muito parecidos entre si, há diferenças de comportamentos, nas línguas, e na cultura que são narradas no livro.

Ciclista na Dinamarca | Foto: Reprodução

Os dinamarqueses consideram-se alegres e relativamente despreocupados, já os noruegueses acham-se mais patriotas e os suecos acreditam representar o espírito nórdico como um todo. De maneira geral, tais povos são mais individualistas e calados. Em uma anedota contada no livro, “um escandinavo sai para um longo passeio no campo. Depois de horas, cruza com outro caminhante. Os dois se cumprimentam, mas pensam: ‘Nossa, não sabia que o caminho estava tão movimentado hoje…’”.

Também é comum não se cumprimentarem no elevador e, num canal extinto do YouTube, uma brasileira que morava na Suécia disse que costumam olhar pelo olho mágico antes de saírem para não ter de se encontrarem com seus vizinhos de apartamento, hábito que ela também havia adquirido.

Em relação às rivalidades existentes, o autor narra que os suecos acham que os dinamarqueses têm inclinação para boa vida e que os noruegueses são mais rústicos. Para os dinamarqueses, os suecos ainda são presos ao passado e para os noruegueses eles são esnobes e presunçosos. Num dos seus livros, Knausgård conta sobre quando foi morar na Suécia e fala criticamente a respeito dos suecos, dizendo que são politicamente corretos, que gostam de comidas saudáveis, que foi a um aniversário de um coleguinha de um de seus filhos e que o bolo era integral e os doces ruins por serem saudáveis. Em outro trecho, escreve que o norueguês fala mais alto, gesticula mais e é mais simpático.

Paulo Guimarães detalha que os finlandeses são considerados mais taciturnos e silenciosos e os islandeses têm fama de intelectuais e excêntricos e destaca que “possuem o maior número de livros publicados por habitante”.

Em uma comparação que o autor faz com os brasileiros, os dinamarqueses seriam mais parecidos com os cariocas, pela alegria e descontração; os suecos se pareceriam mais com os paulistas, por ser trabalhadores e terem maneiras mais formais; os noruegueses poderiam ser comparados aos mineiros, pela origem camponesa e por serem mais quietos e desconfiados e os finlandeses teriam traços mais próximos dos habitantes do Norte do Brasil, por serem mais vinculados à natureza.

A exceção seriam os islandeses, por viverem numa ilha e terem um estilo de vida “original, independente e muito informal”. Seu idioma, por exemplo, ainda é o que foi utilizado pelos vikings, que descobriram a Islândia há mil anos, tendo sua gramática e seu vocabulários quase inalterados, assim, os textos clássicos podem ser lidos sem o auxílio de dicionários ou de comentadores.

Na Islândia não é possível dar nomes muito diferentes aos filhos, pois existe uma lei de que os nomes das crianças (com exceção das que os pais são estrangeiros) “devem ser submetidos ao Registro Nacional de Nomes Pessoais, que somente reconhece um repertório com cerca de 1.800 nomes femininos e 1.700 masculinos”. A maioria desses nomes são também da época da colonização viking, como Thor, Hálfdan, Ólafur, Gudrun, Sigridur e também nomes cristãos como Agnes, Páll, Márkus, entre outros.

Os islandeses também utilizam patronímicos, a formação do sobrenome do pai é feita com o acréscimo de “son” ou “dóttir”, a depender do gênero da criança, como por exemplo Anna Jónsdórttir é a “filha de Jón” ou Hálfdan Ragnarsson, “filho de Ragnar”. Por isso, eles se chamam sempre pelo primeiro nome, mesmo os livros nas bibliotecas e outros catálogos são organizados pela ordem alfabética do primeiro nome.

Diplomacia da sauna

Os idiomas dos suecos, dinamarqueses e noruegueses são de língua protogermânica e por isso os três povos se entendem bem, sendo que as três línguas são utilizadas em reuniões de trabalho e os documentos redigidos em uma delas servem para os outros países. Já os finlandeses falam uma língua distinta, que pertence ao grupo dos húngaros e dos estonianos. A palavra sauna seria a única provinda da Finlândia na língua portuguesa e uma curiosidade é que os finlandeses adoram saunas. Para 5,3 milhões de finlandeses existem 3,3 milhões de saunas.

Nas saunas usa-se somente uma toalha e homens e mulheres ficam em ambientes separados, com exceção quando são da mesma família. Para os finlandeses, elas não são apenas um passatempo, mas uma forma de limpeza corporal e são utilizadas para reuniões de trabalho e relações políticas. Segundo Paulo Guimarães, “dois ex-presidentes da Finlândia, Uhro Kekkonen e Martti Ahtissaari, tinham o costume de convidar para uma sauna representantes estrangeiros com os quais tratavam de negociações delicadas”, prática conhecida nos meios internacionais como “diplomacia da sauna”. A sauna também é um hábito comum em toda a Escandinávia.

A nudez também é percebida pelos escandinavos de maneira diferente, como uma prática natural e saudável. No mar Báltico, que tem um dos menores teores de salinidade, costumam tomar banho de mar nus.

Devido ao elevando nível de renda e de escolaridade, há um consumo cultural significativo nesses países. “Um quarto dos cidadãos nórdicos na faixa de 25 a 64 anos lê mais de 12 livros por ano. (…) A Islândia lidera o mundo no número de obras literárias publicadas per capita: 5,2 para 1.000 habitantes, o dobro da já notável média da região escandinava.”

Apesar da baixa criminalidade nos países escandinavos, praticamente a metade dos livros vendidos é do gênero policial. Há, inclusive, uma tradição, o Påskekrim, que é a leitura de romances policiais nas férias de duas semanas da páscoa. Embora eu não tenha o hábito de ler romances policiais, a escritora escandinava de livros policiais que aprecio é a sueca Kristina Ohlsson.

Há também os escritores clássicos, que são mais conhecidos no Brasil, como Hans Christian Andersen, de contos como “O patinho feio” e “A roupa nova do rei”, Karen Blixen, Henrik Ibsen, August Strindberg e Mika Waltari.

Um dos escritores contemporâneos de maior sucesso é o norueguês Karl Ove Knausgård, um dos meus preferidos, que lançou recentemente o 6º e último livro de sua série de romances autobiográficos intitulada “Minha Luta”. Ao todo são quase 4 mil páginas — que contam sua história de vida de maneira romanceada. Os livros, estou lendo o terceiro volume, “A Ilha da Infância”, narram com crueza e também de forma bem descritiva passagens da vida de Knausgård, desde as questões com sua família de origem, os conflitos com o pai e sobre sua morte. O primeiro volume, belíssimo, intitula-se “A Morte do Pai”. No segundo volume “Um outro amor” Knausgård narra sua ida para a Suécia, onde se reencontra com a poeta Linda Boström, que torna-se sua segunda esposa, contando também sobre a  relação com os filhos. Como escreveu um crítico, mesmo as situações mais banais descritas parecem interessantes. Recentemente, Knausgård disse que, de maneira oposta ao livro “Minha Luta” escrito por Hitler, seus livros mostram a banalidade cotidiana e, ao mesmo tempo, como a vida de cada um pode ser interessante.

A leitora (ou o leitor) desta resenha pode estar se perguntando por que ler “Os Escandinavos”, um livro de uma cultura tão diferente da nossa, europeia, branca, e digo que conhecer o diferente torna-o menos estranho, ao mesmo tempo que pode ampliar tanto a nossa tolerância com o estrangeiro quanto com o nosso povo.

O livro traz muito mais informações do que eu poderia escrever aqui. Fala do clima muito frio desses países e de como eles vivem com isso, sem se perturbar ou deixarem de viver. Sobre a relação que têm com o trabalho, com a educação e com a riqueza. Conta sobre como a Noruega fez um fundo para guardar parte do dinheiro que consegue com a exploração de petróleo para as gerações futuras, quando não tiverem mais petróleo. E também como sobrevivem as monarquias na Suécia, Dinamarca e Noruega, acentuando que a monarquia sueca contribui com os impostos, que são altíssimos, para manter o Estado de bem-estar social.

Sobre as séries escandinavas

Sou fã de carteirinha das séries escandinavas que geralmente são disponibilizadas nas plataformas de streamings, especialmente a Netflix, que tem um bom cardápio delas. Geralmente gosto de assistir filmes e séries que fogem do circuito estadunidense, para me aproximar, mesmo que de maneira fugaz, de culturas que nunca poderei conhecer a fundo.

Apesar da baixa criminalidade em seus países, os escandinavos são muito bons em romances policiais e as séries que conheço, com exceção de algumas, são todas do gênero.

“Forbrydelsen”, ou “The Killing”, é uma série dinamarquesa com três temporadas, que é a minha favorita — infelizmente ainda não consegui assistir a 3ª. Conta a história da incansável detetive Sarah Lund e de seu esforço para solucionar crimes. Infelizmente, foi retirada do catálogo da Netflix.

“Trapped” é islandesa, de suspense policial e já se tornou clássica. Por enquanto há duas temporadas e a 1ª é a melhor. Dá para observar o clima da Islândia, o frio intenso, as paisagens geladas, escutar uma língua que não se entende uma palavra e mesmo assim ficar obcecada em descobrir o autor dos crimes.

“Borderliner” é norueguesa e também de drama policial noir. Por enquanto só tem uma temporada e mostra os conflitos de um detetive que volta à sua cidade natal e tem de lidar com questões familiares que se entremeiam ao crime que tenta solucionar.

“Case” é outra série islandesa policial, que mostra um casal e suas agruras pessoais e profissionais ao investigar um assassinato.

“Areia Movediça” é sueca e conta, em tons de romance policial, o drama de adolescentes que provocam uma matança na escola, ao estilo Columbine.

“Bordertown” e “Deadwind” são duas sérias finlandesas que valem a pena ser vistas, tanto pelo enredo quanto pelas questões culturais. É interessante notar como as personagens falam baixo e como as cenas são silenciosas, sem músicas exageradas ou cenas de crimes e de violência absurdos. Outro aspecto que chama a atenção é como as atrizes não têm plásticas faciais ou botox ou preenchimentos no rosto, os cabelos são mais naturais e os da detetive de “Deadwind” Sofia Karppi e de seu filho chegam a ser despenteados. Enfim, uma outra cultura…

“O Jovem Wallander” é uma série sueca que narra a história de um detetive em formação. É interessante o conflito étnico que é mostrado com questões de imigrantes, uma situação que tem aumentado consideravelmente na Escandinávia.

“O Assassino de Valhalla” é uma série islandesa e tem como tema um orfanato de crianças.

“Ragnarok” é uma série norueguesa, mais “teen”, que, além de um suspense policial, conta a história da mitologia nórdica e dos deuses vivendo na contemporaneidade.

“Vikings” não é uma série escandinava, mas conta com vários atores nórdicos. Narra as viagens pelos mares, as disputas por territórios, o papel das mulheres e mostra como suas relações com outros povos foi fazendo com que mudassem sua religiosidade e o eclipse de sua cultura.

Candice Marques de Lima é professora da Universidade Federal de Goiás (UFG) e pesquisadora de psicanálise e inclusão escolar.

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