A greve dos roteiristas de Hollywood está prestes a completar dois meses desde o seu início e já causou impactos significativos no andamento de várias séries. Apesar de demonstrarem publicamente solidariedade aos roteiristas, os atores ainda não deram indícios de que irão se juntar ao movimento. Produçoes como “Stranger Things”, “The Last of Us”, “Emily in Paris”, “Cobra Kai” e “A Casa do Dragão”, podem sofrer atrasos nos seus lançamentos.

Além disso, a plataforma Directors Guild of America (DGA), que representa os diretores de Hollywood, decidiu aceitar a proposta apresentada pela associação de produtores, o que encerrou a possibilidade de uma greve por parte dos diretores. A mesma associação dos produtores, que engloba representantes de grandes empresas – como Netflix, Disney, Warner, Paramount – também conseguiu chegar a um acordo com a DGA.

Entenda

A Writer’s Guild Of America (WGA) está em greve desde 2 de maio de 2023. A medida foi adotada após cerca de seis semanas de negociações com Netflix, Amazon, Apple, Disney, Discovery-Warner, NBC Universal, Paramount e Sony, representadas pela Aliança dos Produtores de Filmes e Televisão (AMPTP).

Entre as reclamações, aumentos salariais abaixo do esperado, grande quantidade de roteiristas trabalhando pelo valor mínimo da tabela, contratação de equipes cada vez menores por parte das redes de TV e o receio quanto ao avanço da inteligência artificial em substituição ao que os homens fazem – algo que também abrange diretores e atores.

“A partir de sua recusa a garantir qualquer nível de emprego semanal na televisão episódica, passando pela criação de uma ‘diária’ na variedade de comédia, pela obstrução ao livre trabalho de roteiristas e pela inteligência artificial, eles fecharam a porta da força de trabalho e abriram a porta da criação de roteiros como uma profissão inteiramente freelancer”, adverte um comunicado divulgado no início da greve.