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Poema Canto fúnebre sem música, de Edna St. Vincent Millay. Tradução de Drummond de Andrade

Canto fúnebre sem música Layout 1Não me conformo em ver baixarem à terra dura os corações amorosos, É assim, assim há de ser, pois assim tem sido desde tempos imemoriais: Partem para a treva os sábios e os encantadores. Coroados De louros e de lírios, partem; porém não me conformo com isso. Amantes, pensadores, misturados com a terra! Unificados com a triste, indistinta poeira. Um fragmento do que sentíeis, do que sabíeis, Uma fórmula, uma frase resta — porém o melhor se perdeu. As réplicas vivas, rápidas, o olhar sincero, o riso, o amor foram-se embora. Foram-se para alimento das rosas. Elegante, ondulosa é a flor. Perfumada é a flor. Eu sei. Porém não estou de acordo. Mais preciosa era a luz em vossos olhos do que todas as rosas do mundo. Vão baixando, baixando, baixando à escuridão do túmulo Suavemente, os belos, os carinhosos, os bons. Tranquilamente baixam os espirituosos, os engraçados, os valorosos. Eu sei. Porém não estou de acordo. E não me conformo. [Tradução de Carlos Drummond de Andrade, “Poesia Traduzida”, Editora Cosacnaify]

Candidato a deputado federal, Daniel Vilela planeja derrotar Thiago Peixoto em Catalão

Candidato a deputado federal, Daniel Vilela trabalha, em tempo integral, para derrotar o ex-peemedebista Thiago Peixoto em Catalão.

Adib Elias, ex-prefeito de Catalão, apoia Daniel Vilela. Há quem diga que atrapalha. O fato é que, embora arrogante e grosseiro, Adib Elias ainda tem alguma força política no município.

O PPS planeja bancar Marcos Abrão, se eleito deputado federal, para prefeito de Goiânia. Já em 2016

Se Marcos Abrão for eleito deputado federal, é quase certo que o PPS vai bancá-lo para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016.

Marcos Abrão, sobrinho da senadora Lúcia Vânia, fez um excelente trabalho na Agência de Habitação de Goiás. O governo Marconi Perillo, às vezes econômico nos elogios, sempre diz que o jovem executivo foi um de seus mais qualificados e eficientes auxiliares.

Helio de Sousa tentou aprovar contas de Alcides Rodrigues. Mas tucanato não deixou

O deputado estadual Helio de Sousa (DEM) trabalhou, com extrema energia, pela aprovação das contas do ex-governador Alcides Rodrigues (PSB). Mas tucanos conseguiram segurá-lo.

É provável que a família de Otávio Lage só vai apoiar mais uma eleição de Helio de Sousa. Desconfia-se, em Goianésia, de sua lealdade política.

Sem estrutura financeira e partidária, Gomide e Vanderlan passam a impressão de que são candidatos a prefeito

A impressão é que Vanderlan Cardoso, Antônio Gomide e os “nanicos” são candidatos a prefeito de Goiânia. Suas campanhas têm foco quase só na capital. Motivo: falta de estrutura financeira e de bases partidárias no interior.

 

Vanderlan Cardoso não vai retirar candidatura de seu vice, o Professor Alcides

Mesmo com a possibilidade de pressões de setores evangélicos, o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, não vai substituir seu vice, o professor e empresário Alcides Ribeiro Filho.

Vanderlan Cardoso é tido como homem de palavra. Ele está certo quando afirma que não se envolve vida pessoal de seus aliados políticos. E, depois, o meio político é extremamente maledicente e quase sempre comete os maiores exageros.

Peemedebista tem dossiê sobre um aliado político de Vanderlan Cardoso

Um peemedebista diz que tem um dossiê prontinho, dos mais explosivos, sobre um aliado do candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso.

O dossiê não atinge Vanderlan Cardoso. Mas, se divulgado, fere mortalmente a candidatura de seu aliado.

No fundo, em termos de conteúdo, o dossiê é irrelevante. Mas, ainda assim, é explosivo. Ele foi produzido em Aparecida de Goiânia.

Antônio Faleiros qualificou saúde em Goiânia e é forte candidato a deputado federal

De um tucano da jovem guarda: “Antônio Faleiros deve ser eleito deputado federal porque trabalha em tempo integral, tem propostas para melhorar a qualidade de vida do povo e gosta de fato de política”.

Faleiros é sempre identificado, no interior e em Goiânia, como o secretário que qualificou o atendimento nas unidades de saúde do governo do Estado, notadamente em Goiânia.

Candidato a deputado federal, Giuseppe Vecci não quer ser mais um em Brasília

Candidato a deputado federal, Giuseppe Vecci tem dito ao eleitorado que não quer ser “mais um” em Brasília. Ele quer levar para a Câmara dos Deputados sua experiência na área de planejamento.

Economista, com formação rigorosa, e gestor pragmático, Vecci se tornou político, dos que disputam eleição, mas sem perder a imagem de técnico exigente — daqueles que focam em resultados.

Auxiliares de Vecci, tecnopolítico que trabalha cerca de 15 horas por dia, às vezes ficam exaustos. Não dão conta de acompanhar seu pique.

“Todo mundo diz que campanha tem de ser um caos. Eu não concordo. Campanha pode ser pensada, organizada e planejada. Tudo o que é bom pode melhorar”, afirma Vecci — cujo slogan é: “Um voto de qualidade”.

Base aprova discurso aguerrido e rico em conteúdo do vice-governador José Eliton

O governador Marconi Perillo e José Eliton estão fazendo campanha “dobrada”, cada um para um lado.

O discurso de José Eliton (PP), firme e conectado com a realidade, tem agradado a militância e o eleitorado. Ele conquistou a base aliada. O jovem é visto como inteligente e articulado.

Atuante, Flávia Morais tem contribuído para fortalecer a candidatura de Marconi Perillo

O governador Marconi Perillo inaugura no domingo, 17, em Trindade, o comitê da deputada federal Flávia Morais (PDT), candidata à reeleição.

Flávia Morais, que tem uma formidável capacidade de trabalho, ao lado de seu marido, George Morais, tem contribuído para fortalecer a campanha do governador.

A presidente Dilma Rousseff não está empolgada com os adversários do governador Marconi Perillo

O PT desistiu de inaugurar o comitê de Dilma Rousseff em Goiânia. Após a morte de Eduardo Campos, na quarta-feira, 13, o presidente Valdi Camarcio diz que o partido deu o comitê por inaugurado.

A vinda de Dilma Rousseff a Anápolis, recentemente, quando não tirou uma foto sequer com Antônio Gomide, praticamente descarta outra visita a Goiás na campanha.

Tudo indica que nem Antônio Gomide, o candidato petista a governador, nem Iris Rezende empolgam a presidente.

No Palácio do Planalto é dado como praticamente certo que Marconi Perillo será reeleito

No Palácio do Planalto, ainda que nos bastidores, tem-se como certo que o governador Marconi Perillo será reeleito.

O PT nacional avalia, nos bastidores, que não dá para ganhar em Goiás e São Paulo. Mas vai jogar pesado em Minas Gerais.

O PMDB de Goiás não está pedindo e não vai pedir votos para Dilma Rousseff. Há apoios individuais

O PMDB goiano não está pedindo voto para Dilma Rousseff. Pouco se vê menção à petista no material de campanha do partido.

Iris Rezende faz questão de ressaltar, sempre que pode, que não tem qualquer apreço político e pessoal pela presidente Dilma Rousseff.

Ronaldo Caiado, o candidato ao Senado na chapa de Iris Rezende, e o vice, Armando Vergílio (SD), apoiam o tucano Aécio Neves.

Lula 2018 namora o espólio de Eduardo Campos e quer controlar um novo governo Dilma

Com o desgaste de Gilberto Carvalho no Planalto, o ex designou um novo porta-voz informal para seus recados ao palácio e ao público, o presidente do PT, Rui Falcão [caption id="attachment_12880" align="alignleft" width="708"]artigo_scartesini.qxd Ex-governador Eduardo Campos deixa a cena e embaralha o quadro sucessório, o que confunde até o PSB[/caption] Eduardo Campos gostaria de observar de perto como o PSB administra a perda de seu líder e presidente no acidente aéreo de quarta-feira em Santos. Ao decidir pela candidatura própria do partido na sucessão presidencial, Campos a conduziu como forma de abandonar a antiga subordinação aos interesses do PT, contra a tendência do então vice-presidente do PSB, Roberto Amaral. Agora na coordenação da sucessão de Campos como presidenciável, Amaral continua a preferir o partido socialista como linha auxiliar do PT de Lula. Por isso, resistiu à composição, em outubro, com Marina Silva. Mas praticamente se rendeu a Marina ao reconhecê-la como virtual candidata, na sexta-feira, 15, depois de oferecer ao PSB a oportunidade de rediscutir o futuro do partido. Um dos riscos para o PSB é Marina se eleger pelo partido e depois continuar a insistir na criação da Rede. Levaria consigo quadros e eleitores socialistas. Se for eleita e continuar no PSB, poderá se afastar do programa socialista? Em qualquer hipótese, como ficariam os ambientalistas e políticos que recrutou para a Rede? Poderão se sentir logrados. Entrou em jogo também a coesão dos socialistas sem o carismático comando de Campos. Assim como ambientalistas e políticos se preocupam com o futuro da Rede, o partido que Marina tentou fundar, mas malogrou no Tribunal Superior Eleitoral, há dez meses, porque não convinha ao Planalto ter um novo candidato de oposição à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Em contatos com socialistas influentes no partido, Lula abriu as portas do PT ao reatamento da antiga aliança que Campos rompeu. Tentou ainda conquistar um lugar para Dilma nos palanques regionais do PSB, como em São Paulo. Junto à família Campos, o ex-presidente apresentou solidariedade pela morte inesperada. Mas a família já declarou apoio a Marina como herdeira. Ao público, Lula reconheceu interesse pela reaproximação com o PSB, mas prometeu ações apenas depois do enterro de Campos. “Obviamente que mudou a conjuntura política e eu não sei qual o tamanho do impacto”, claudicou duas vezes na declaração e prosseguiu: — Não vamos tentar antecipar os fatos. Vamos esperar enterrar o companheiro Eduardo e os companheiros que estavam com ele, e depois voltamos a falar da política, a falar da campanha. A consagração de Marina como presidenciável não é boa para Dilma, mas é pior para Aécio Neves (PSDB). Seria a certeza de que haveria uma segundo turno na eleição — tudo o que Campos desejava para cavar uma posição para si na disputa mano a mano da final. Ao entrar no páreo, Marina pode ocupar a vice-liderança e retirar o tucano Aécio do segundo turno. As contas marineiras, porém, baseiam-se em boa parte no desempenho que Marina obteve ao se candidatar em 2010. No primeiro turno, ficou em terceiro lugar com 19,6 milhões de voto — ou 19,34% dos eleitores. A segunda disputa ficou entre Dilma e o tucano José Serra. Resta observar se Marina manterá o mesmo carisma quatro anos depois em outro cenário de disputa. A favor de Aécio fica a possibilidade de Marina fechar o palanque tucano paralelo que Campos abriu em associação à reeleição do governador Geraldo Alckmin. Na parceria com Campos, o tucano até assumiu como vice em sua chapa o presidente do PSB no Estado, deputado federal Márcio França. Se Marina fechar o palanque, Alckmin fica inteiro para Aécio. Ela tem razões apara virar as costas ao governador. Na quarta-feira, Marina só não estava no avião de Campos porque o roteiro dele em São Paulo incluía contatos com Alckmin. Ao assumir a candidatura a vice, cortou o namoro entre Campos e Aécio em busca de parceria no segundo turno presidencial. Enfim, Marina não gosta de tucanos. O virtual segundo turno deste ano levou Lula a retomar a disputa com a sucessora Dilma pelo controle da campanha da reeleição. O conflito entre lulistas e dilmistas desgastou o espia palaciano de Lula, o secretário-geral, Gilberto Carvalho. Por isso, no começo da semana o presidente do PT, Rui Falcão, apresentou-se como novo porta-voz de Lula junto ao poder.