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As edições dominicais da “Folha de S. Paulo” têm um atrativo à parte: os CDs da cantora Elis Regina. Pode parecer um anabolizante, ainda que pago, mas é mais do que isto. Trata-se de um investimento em cultura, em qualidade. As músicas, de fato, estão em outros CDs, e até no YouTube, na internet. Mas os pequenos livros que acompanham os CDs, com textos de Carlos Calado e a inclusão das letras, são muito bem informados, às vezes até ousados na interpretação da arte da cantora. A “Folha”, ao tratar bem da maior cantora brasileira, zela por seus leitores. Caso raro no Brasil. O “Pop”, jornal goiano, “presenteou” seus leitores com uma esquisita “bandeira-camiseta”, como uma lembrança da Copa deste ano. Mais brega, impossível.
O prefeito de Porangatu, o empresário Eronildo Valadares (PMDB), radicalizou: “Não apoio a candidatura de Iris Rezende ao governo de Goiás. Mais: não acredito que ele será candidato. Ninguém vai patrociná-lo”.
Eronildo avalia que Júnior Friboi, mesmo relutante, deve ser o candidato do PMDB a governador de Goiás. “Júnior tem o apoio das bases. Praticamente todos os candidatos a deputado querem apoiá-lo. Porque ele fez o que Iris não faz há muito tempo: conquistou as bases. Iris só procura os companheiros em época de eleição e não ajuda ninguém. Nas eleições para prefeito, por exemplo, ele desaparece.”
Se Friboi não for o candidato do PMDB, Eronildo afirma que está aberto a conversações com o governador Marconi Perillo, do PSDB, com Vanderlan Cardoso, do PSB, e com Antônio Gomide, do PT.
Aliados de Vanderlan Cardoso defendem a tese de que a crise do PMDB beneficia o pré-candidato a governador pelo PSB. Eles apostam que descontentes do PMDB vão hipotecar apoio ao socialista-capitalista. O problema é que muitos descontentes irão para o lado do governador Marconi Perillo.
Sebastião Caroço Monteiro, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), embora seja aliado do vice-governador José Eliton — fazem parte do chamado Clube do Pôquer do condomínio Aldeia do Vale —, começa a sugerir que o democrata Ronaldo Caiado talvez seja uma boa pedida para senador na chapa do governador Marconi Perillo.
Caroço está prestes aposentar-se e José Eliton é cotadíssimo para ocupar sua vaga no TCM.
Embora bancado pela cúpula do PP em Rio Verde, o vice-governador também permanece cotado para o Tribunal de Justiça, na vaga do desembargador Geraldo Gonçalves, que está prestes a se aposentar, e para o Tribunal de Contas do Estado.
Copa vai ser um problema? Pode ser que sim. Mas o brasileiro médio, aquele que é avesso às discussões ideológicas e filosóficas, já parece ligeiramente empolgado com a proximidade dos jogos. Aos sábados e domingos, nas bancas de revistas e jornais de Goiânia, reúne-se uma multidão. São crianças, adolescentes e adultos. Eles compraram figurinhas para seus álbuns e, depois, começam um processo de trocar as que estão repetidas. A empolgação é crescente. No domingo, 25, pelo menos 100 pessoas se encontraram para trocar figurinhas nas proximidades de uma das bancas da Praça Tamandaré. Uma mulher, discreta, enfrentou a fila e adquiriu, para sua filha de uns 8 ou 10 anos, cerca de 400 reais em figurinhas. Ao saírem da banca, foram cercadas, imediatamente, por pessoas que queriam trocar figurinhas.
A imprensa de Goiás cometeu dois equívocos recentemente. Henrique Meirelles nunca foi cotado para vice da presidente Dilma Rousseff. O motivo é prosaico: o presidente do PSD, Gilberto Kassab, declarou apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Dilma Rousseff, com sua influência, contribuiu para o registro do PSD. Meirelles, filiado ao partido, desistiu até mesmo de disputar mandato de senador. Supostamente, a pedido do ex-presidente Lula da Silva. Mas não só.
Gilberto Kassab ensaia uma aliança com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Pode ser o vice do tucano. É óbvio que o PSD não tem cacife para bancar o vice e o candidato a senador.
Segundo, Aécio Neves quer o voto do ruralismo, não há dúvida, mas nunca cogitou de lançar Ronaldo Caiado (DEM) como seu vice. O presidenciável mineiro quer um vice de São Paulo.
Razão comezinha: São Paulo tem quase 32 milhões de eleitores (22,2% do eleitorado brasileiro) e controla 33,1% do Produto Interno Bruto. Minas Gerais tem mais de 15 milhões de eleitores (10,7% do eleitorado nacional) e 9,3% do PIB.
Juntos, São Paulo e Minas têm 32,9% do eleitorado brasileiro e representam 42,4% do PIB.
Goiás é um Estado próspero, não há dúvida, mas, em termos de eleitores e economia, não tem como ser comparado a Minas Gerais e São Paulo. Goiás tem 4,2 milhões de eleitores (3% do eleitorado brasileiro) e representa 2,6% do PIB.
A reportagem “Condomínios fechados — Sete Furtos sem apenas dois dias”, de Vandré Abreu, do “Pop”, indica que a classe média e os ricos não estão mais seguros. Os condomínios Jardins Milão e Jardins Verona são protegidos por muros altos com cercas elétricas e segurança privada de qualidade — da Tecnoseg —, mas mesmo assim os ladrões entram e arrombam casas. Um problema mínimo, nada doloso: o repórter escreve IPad, quando a grafia correta é iPad.
A presidente Dilma Rousseff tem ligado para o governador Marconi Perillo. Tudo a ver com o segundo turno.
Marconi deve apoiar a petista, no segundo turno, se a disputa ficar entre a presidente e Eduardo Campos, do PSB. O tucano goiano não tem simpatia pelo ex-governador de Pernambuco.
Ao perceber que a disputa em Rio Verde vai ser ferrenha, dado o possível lançamento da candidatura do médico Paulo do Valle (PMDB), o deputado federal Heuler Cruvinel (PSD) decidiu trabalhar. Heuler Cruvinel inicialmente pretendia concentrar esforços apenas em Rio Verde, sua base, e em outros municípios do Sudoeste goiano. Mudou de ideia e vai instalar comitê eleitoral até em Goiânia. A coisa está feia para o pessedista.
Fala-se muito da disputa para deputado federal, especialmente porque Heuler Cruvinel (PSD) e Paulo do Valle (PMDB) devem ser candidatos a prefeito de Rio Verde, em 2016. Mas a disputa para deputado estadual pode ser mais acirrada.
Desta vez, Rio Verde tem chance de eleger de dois a três deputados estaduais. Karlos Cabral (PT) e Lissauer Vieira (PSD) são apontados como hors concours. São favoritos. Porém, se permitirem que dispute o pleito, o vereador Paulo Henrique Guimarães (PMDB) também entra para a lista dos mais cotados.
Leonardo Veloso (PRTB), se for mantido o apoio de Júnior Friboi, também tem chance de ser eleito. Os demais tendem a fazer figuração.
A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet

Na mesma Rua 9, nas proximidades do Centro de Línguas da Universidade Católica de Goiás, há outro buraco, que não é pequeno.
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Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
A presidente Dilma Rousseff, do PT, e o governador Marconi Perillo, do PSDB, estão se tornando “amigos de infância” e tricotam sobre política com frequência. Dilma está de olho na experiência bem-sucedida de Marconi como gestor e, ao mesmo tempo, gostou de saber que, no caso de segundo turno entre ela e Eduardo Campos, o tucano goiano a apoiará.
Na tricotagem tucano-petista, a presidente fez saber ao governador que tem um apreço especial pela candidatura de Olavo Noleto a deputado federal. Coincidência: Marconi também tem apreço por Olavo. Na eleição de 1998, a mãe do petista, Laurenice Noleto, foi uma das primeiras jornalistas a acompanhá-lo.
A competente Laurenice, conhecida como Nonô, chegou a escrever um livro, “O Moço da Camisa Azul”, sobre a vitória do tucano na disputa de 1998, quando derrotou Iris Rezende pela primeira vez.
Nos bastidores, Olavo é chamado por aliados e adversários como “o bem-amado”. Vários prefeitos estão entusiasmados com aquele que há chamam de “o nosso deputado”.
Depois de “Caçadores de Obras-Primas”, que rendeu um filme mediano, com George Clooney, o escritor Robert M. Edsel, lança o livro “Salvando a Itália — A Corrida Para Resgatar das Mãos dos Nazistas os Tesouros de uma Nação” (Rocco, 430 páginas, tradução de Ana Deiró e Talita M. Rodrigues). Os nazistas eram aves de rapinas da Europa. Por onde passavam, roubavam quase tudo, e não escapavam nem mesmo obras de arte. Na Itália, país que, em sim, é um grande museu, notadamente em algumas cidades, como Roma e Florença, não foi diferente. Mas, se havia rapineiros, muitos trabalharam para salvar o tesouro cultural do país de Leonardo da Vinci, autor de a Santa Ceia.
Não fosse ele, tudo teria sido diferente em 1950. O capitão uruguaio era mais do que um jogador: era um ícone em campo — e isso fez toda a diferença

