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Há praticamente um consenso de que Iris Araújo deverá ter no máximo 100 mil votos nas eleições deste ano, ficando atrás, possivelmente, de Daniel Vilela (PMDB), Pedro Chaves (PMDB) e Lucas Vergílio (Solidariedade) Dependendo da vitalidade da coligação governista — que pode eleger 12 deputados federais — e do PT, que tende a enviar dois parlamentares para Brasília, a coligação PMDB/DEM/Solidariedade pode eleger apenas três candidatos. Os nomes mais cotados são os de Daniel Vilela, que deverá ser o mais bem votado do PMDB, de Pedro Chaves (PMDB) e de Lucas Vergílio (Solidariedade). Iris Araújo, como grande surpresa das eleições, pode ser derrotada. Daí seu desespero.
O curioso é que pelo menos 99,9% dos peemedebistas goianos ficariam satisfeitos e comemorariam a derrota de Iris Araújo. Sua rejeição no PMDB impressiona. Em Aparecida de Goiânia e Jataí, para citar duas cidades, é considerada persona non grata. Se pudessem, os peemedebistas proibiriam Iris Araújo de entrar na duas cidades.
Se Iris Rezende e Iris Araújo forem derrotados, portanto ficando sem nenhuma força política, o PMDB cairá facilmente nas mãos de Júnior Friboi. O empresário está acompanhando o processo político e divertindo-se com a “estagnação” de Iris Rezende.
Há quem acredite que o delegado Waldir Soares (PSDB) pode ser eleito deputado federal. Seu marketing, ancorado pela tema da segurança pública, tem dado resultados positivos. Waldir Soares tem um marketing agressivo e eleitores não ideológicas e cansados da violência urbana estão disponíveis para elegê-lo. Até a cúpula tucana começa a colocá-lo entre os 12 possíveis eleitos da base governista.
De um peemedebista: “Candidato a deputado estadual, Marlúcio Pereira, do PTB, deve ser eleito com os votos de Aparecida de Goiânia”. Há quem acredite que “será um dos mais bem votados”. Marlúcio está conseguindo atrair o eleitorado do grupo de Ademir Menezes e conta a falta de popularidade de Ozair José, candidato do PT.
Calcula-se que, enquanto o peemedebista Adib Elias (PMDB) deve obter cerca de 15 mil votos para deputado estadual, o jovem tucano Gustavo Sebba, ambos de Catalão, pode ser eleito com uma votação bem maior — de 40 mil a 50 mil votos, O problema de Adib Elias é que provavelmente só terá uma votação maciça em Catalão e, por isso, corre risco de não ser eleito. Consta, até, que já pensou em jogar a toalha, porque não está conseguindo pagar seus cabos eleitorais e teme ser derrotado e ficar endividado. Gustavo Sebba, pelo contrário, terá uma votação expressiva em Catalão, mas também em toda a região Sudeste e, até, em Goiânia.
Um dos mais brilhantes economistas brasileiros, com doutorado pela Universidade de Brasília (sobre o Mercosul), Jeferson de Castro Vieira, substitui o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauro Faiad, de 15 de setembro a 3 de outubro. O catalano Mauro Faiad está engajado na campanha do governador Marconi Perillo. De família de políticos em Catalão, é um verdadeiro leão na arte de pedir votos.
De um experimentado analista da política goiana: “Jorge Kajuru, do PRP, pode ter mil, 20 mil ou 200 mil votos. Sua votação é imprevisível”. O mesmo especialista avalia que Kajuru não é visto como um “personagem de Goiás” e isto pode ser um complicador eleitoral.
O PT deve eleger de três a quatro candidatos a deputado estadual, pela ordem: Humberto Aidar, Luis Cesar Bueno, Adriana Accorsi e Karlos Cabral. Cassiana Tormin, do Entorno do Distrito Federal, pode surpreender. Cabral tem reclamado da falta de dinheiro para tocar a campanha.
De um integrante do Solidariedade: “Nossa coligação tende a eleger Isaura Lemos, Carlos Antônio, Fabrício Marques e, quem sabe, Charles Bento. É provável que o deputado Francisco Gedda não seja reeleito”. Segundo o filiado do SD, Gedda, Leonardo Veloso e Gilsão Meu Povo não são fracos politicamente. “Mas não têm estrutura financeira. Sem Júnior Friboi, eles perderam terreno e, claro, o rumo.” Mesmo com poucos recursos, Leonardo Veloso faz uma campanha enxuta mas azeitada no Sudoeste de Goiás.
Tomar um tema tão complexo — embora desafiador — como eixo de um programa de governo não seria necessário para ganhar a eleição. Mas além de nada avançar nesse ponto em quase dois anos depois da eleição, a gestão da capital regrediu no que era básico
A base do governador Marconi Perillo aposta que deverá eleger pelo menos 26 deputados estaduais. O tucano-chefe quer formatar uma base coesa para ficar um pouco mais livre de pressões não-republicanas.
O interior de Goiás tem sido modernizado devido, em larga medida, ao agronegócio e à mineração. As duas atividades geram emprego e renda. Minaçu mudou com amianto. Alto Horizonte e Crixás, com o ouro. Barro Alto e Niquelândia estão em franca expansão. Já o agronegócio é a ancora verde da economia goiana e brasileira.
Candidato a senador, Ronaldo Caiado (DEM) está pedindo votos abertamente para Aécio Neves e Iris Rezende, de maneira acanhada, às vezes pede para Dilma Rousseff. O fato é que Caiado e Iris têm sido cada vez menos vistos juntos. O problema é, decerto, as alianças nacionais. “O PMDB quase não faz comícios porque Iris apoia Dilma e Caiado apoia Aécio”, afirma um peemedebista.
Não será nenhuma surpresa se, no segundo turno, o governador Marconi Perillo (PSDB) apoiar Dilma Rousseff e Iris Rezende (PMDB), para tentar obter o apoio de Vanderlan Cardoso, apoiar Marina Silva. Aí o PT ficaria numa saia justa. Porque prefere apoiar Iris Rezende, mas e se este ficar com Marina Silva ou se ficar neutro?

