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Paulo Garcia não fará campanha nem para Iris, nem para Gomide. O foco agora é na gestão | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
Marcado por escândalos e manchetes ruins, o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), tem vivido sob constante pressão. E ninguém nega isso, seja petista ou não. Em virtude disso, a informação que se tem é que Paulo tem trabalhado muito para melhorar sua imagem e a de seu partido na capital goiana — uma vez que o PT tem candidato ao governo. Aliás, essa é uma das explicações para os burburinhos negativos em torno dos petistas. Um ex-vereador petista de Goiânia, ligado à tendência partidária do prefeito, diz: “Existem forças ocultas tentando minar a gestão do Paulo em Goiânia para atingir a candidatura de Antônio Gomide.”
Esse petista diz acreditar que até o fim do ano, a cidade estará recuperada das más manchetes, o que fortalecerá o partido como um todo. O prefeito está sobrecarregado. A gestão da cidade o tem consumido muito. Assim, independentemente de suas preferências eleitorais — visto que, mesmo petista, Paulo é ligado à figura do ex-prefeito e candidato peemedebista ao governo, Iris Rezende —, o fato é que Paulo está completamente voltado para reverter o quadro de crise que se estabeleceu em Goiânia e colocar a cidade de volta no caminho do desenvolvimento. Assim, nenhuma campanha deverá ter seu completo apoio.
Jornalista relata o sanguinolento jogo de poder que durante mais de um século envolveu,
entre outras, as famílias Paranhos, Ayres, Cunha e Sampaio, causando muitas mortes
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Escritor Ivan Sant’Anna narra a história de violência na cidade goiana[/caption]
Se você, leitor goiano, é apreciador de nossa história, não deixe de ler o livro do jornalista Ivan Sant’Anna, “Herança de Sangue – Um Faroeste Brasileiro” (Companhia das Letras – 2012). Foi uma proveitosa recomendação que me fez o desembargador Ney Moura Teles. É uma história precisa, ainda que resumida, da formação social e econômica do município sulino-goiano de Catalão, história abrangente de dois séculos. Vai dos primórdios, quando em 1722 o filho do Anhanguera esteve na região, até 1936, quando o linchamento de um prisioneiro da cadeia local funcionou como uma catarse coletiva, colocando a cidade e o município na modernidade civilizatória.
Catalão era, até então, como o autor evidencia no título de seu livro, um faroeste, regido pela lei das armas. Na passagem para as minas do Rio Vermelho, Bartolomeu Bueno deixou na região um feitor e escravos encarregados de plantio e colheita de mantimentos necessários para a viagem de volta ao litoral. A fertilidade das terras das margens do Paranaíba o teria movido a tomar a providência. Um espanhol da Catalunha, um religioso talvez (seria ele Frei Antônio, um capelão de Bartolomeu Bueno?), teria alguns anos depois, na corrida do ouro, se assentado nas margens do Rio e ali constituído uma fazenda. Daí o nome de Catalão com que ficou conhecido o lugarejo, nome que persistiu com o passar do tempo. Não há certeza, contudo, sobre o nome próprio do espanhol pioneiro. Ivan Sant’Anna não o identifica. Nem o fazem os historiadores goianos, do padre Luís Antônio Silva e Souza ao padre Luiz Palacin Rodriguez.
Ponto obrigatório de passagem para as minas goianas e mato-grossenses, cercado de terras férteis, foi Catalão durante o período áureo um entreposto próspero. Mesmo com a profunda recessão que afetou o centro-oeste brasileiro, com o esgotamento das minas de ouro no fim do século XVIII, Catalão manteve sua economia além da subsistência, enviando gado em pé ou charque para Minas e São Paulo. Sobreviveu assim ao século XIX, até a vinda da Estrada de Ferro, no início da Primeira Guerra Mundial. E experimentou outro ciclo de desenvolvimento, este mais sustentável, que persiste até hoje, pelo século XX afora.
O livro de Sant’Anna relata todo o sanguinolento jogo de poder catalano, que durante mais de um século envolveu entre outras as famílias Paranhos, Ayres, Cunha e Sampaio, causou muitas mortes e carimbou Catalão como uma localidade onde a lei era a do mais forte e do mais armado. A par disso, “Herança de Sangue” faz revelações surpreendentes. A mais espantosa diz respeito ao conhecido escritor Bernardo Guimarães (1825-1884). É sabido que o romancista, cuja obra mais conhecida, talvez por ter sido encenada como uma das lacrimosas telenovelas da Globo, é “A Escrava Isaura”, viveu em Catalão. De fato, ele ali morou por dois períodos, de 1852 a 1855 e de 1861 a 1864. Em ambos, exerceu a função de juiz. Em 1864, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde adquiriu fama como escritor, jornalista e professor. Casou-se com Tereza Maria Gomes em 1867, com quem teve oito filhos. Tereza, mulher culta, chegou a acabar um livro que Bernardo, ao morrer, deixou incompleto.
A sóbria imagem do escritor, cuja foto, na formalidade das gravatas, encontramos nas enciclopédias, nada tem a ver com o Bernardo Guimarães de Catalão. Menos ainda a imagem de patrono da Cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras. Do Bernardo Guimarães catalano só restaram traços, nas poesias pornográficas e impublicáveis, feitas pelo escritor, mesmo residindo no Rio de Janeiro ou em Ouro Preto. O Bernardo Guimarães que a cidade goiana conheceu era um boêmio inveterado, amador de pescarias e acampamentos de beira de rio. Em ambos os afazeres era um resistente cachaceiro, seresteiro amante de uma viola e dançador de catira. Pouco trabalhava, embora levasse talento a qualquer coisa que fizesse, fosse um artigo para jornal (escrevia às vezes para o jornal “Atualidade”, do Rio de Janeiro), uma sentença ou um simples despacho. Desleixando-se cada vez mais, vivia em um casarão em mau estado, desmobiliado. Por isso, dormia no chão, forrado com o que houvesse à mão: palhas ou papéis. Poucas vezes tomava banho e jamais aparava cabelo e barba, sempre desgrenhados. Suas roupas eram sujas e amarfanhadas. Com ele dormia a amásia, a mulata Jequitirana, que no dizer de Sant’Anna era “feia, caolha, que mascava fumo o tempo todo”.
Imagino que o leitor, como eu, jamais teria, não lesse o livro, essa imagem, a real, ainda que temporária, do famoso escritor. Salvou-o Couto Magalhães, presidente de Goiás, que seu amigo, não suportava vê-lo desgastar-se naquela devassidão, e em conluio com o chefe político catalano Antônio Paranhos, conseguiu levá-lo para o Rio de Janeiro em 1864, e segurá-lo por lá, em condições de vida mais higiênicas, saudáveis e condignas. Foi a vivência em Catalão que gerou dois romances, ao menos, de Bernardo Guimarães: “A Voz do Pajé”, de 1860 e “O Índio Afonso”, de 1872, este inspirado num facínora famoso de Catalão. “A Escrava Isaura”, de 1875, pode ter sido o terceiro.
Winchester 44, a “justiça” da cidade
Esclareço agora, lendo o livro de Sant’Anna, algo que me intrigava na meninice: porque chamavam em Goiás a carabina Winchester calibre 44 de “justiça de Catalão”. Essa carabina foi uma das armas que conquistaram o oeste norte-americano, ao lado do revólver Colt 45. Arma inovadora, foi exportada dos EUA para o mundo todo, principalmente na passagem do século XIX para o século XX, e era abundante em todas as cidades, povoados ou fazendas de Goiás, principalmente em Catalão, onde teve muita serventia, como substituta expedita de júris e juízes. A ocupação de espaços vazios e a geração de riquezas no setor primário pelos pioneiros, seja na lavra de minerais, no plantio de roças, na criação de animais ou na demarcação de terras, bem como a participação na criação e desenvolvimento de cidades deram-se, em qualquer lugar do mundo, em meio a lutas e combates. Imperou, seja no faroeste americano, no Nordeste brasileiro ou em nosso Centro-Oeste, o poder do mais forte, constantemente desafiado por outro forte. É essa luta, que foi muito acesa no microcosmo catalano, que Sant’Anna relata em seu livro. Ali não faltam xerifes nem bandidos. Aparecem também caubóis e suas namoradas, embora os mocinhos sejam poucos. É uma história real de faroeste, sem tirar nem pôr. Em meio a episódios ora edificantes, ora deprimentes, mas quase sempre sangrentos, de disputas individuais ou familiares, com descrições de comportamentos regidos pelos códigos não escritos de machismo e valentia, Sant’Anna vai registrando a história de Catalão. O faz também descrevendo os personagens: os chefes políticos, os comerciantes, os componentes da incipiente organização pública ou religiosa, inteiramente subjugados pelos chefes locais, os coronéis. Ou os jagunços, a soldo desses chefes ou operadores autônomos, em geral salteadores de estrada. O livro foca nos quatro acontecimentos mais rumorosos da história da cidade e do município, conhecidos como os Quatro Fogos. Como Primeiro Fogo ficou conhecido um tiroteio entre as famílias Ayres e Paranhos, ocorrido em dezembro de 1892, entre os entrincheirados nas casas das duas famílias, praticamente uma em frente à outra. Cinco anos depois, outro combate a tiros estremeceria a cidade, em dezembro de 1897. Era o Segundo Fogo, opondo os Paranhos aos Ayres e Andrade. Morreria na ocasião o patriarca, ex-senador Antônio Paranhos, e vários outros valentes notórios da cidade, na própria batalha ou na sequência de vinganças. O Terceiro Fogo, ocorrido em fevereiro de 1916, não foi entre famílias, mas entre habitantes da cidade e ferroviários que construíam a Estrada de Ferro que adentrava Goiás. O assassinato de uma prostituta popular na cidade, por um foguista desordeiro e bom de tiro, quando trabalhadores aproveitavam uma folga em Catalão, foi o estopim. Como os estradeiros eram na maioria “peões de trecho”, turbulentos que só andavam armados, cultores de uma solidariedade baseada na valentia, não aceitariam passivamente a prisão de um dos seus. Além disso eram muitos, quase uma centena. Policiais e cidadãos, avalentoados também, resolveram tocaiar o trem que conduzia os ferroviários de volta ao acampamento, o que resultou num terrível tiroteio e muitas mortes. O Quarto Fogo viria em setembro de 1924, com a morte do chefe político “coronel” Salomão de Paiva por membros da família Sampaio, gerando outros assassinatos em seguida, como sempre acontecia nas guerras entre famílias. A história de Catalão daria um bom “western” de John Ford.
O trabalho do marketing é essencial para dar visibilidade estética e assim tornar o produto, no caso, o político, mais palatável. No entanto, não consegue tirar, modificar e colocar uma nova personalidade política
O novo Datafolha aumenta a chance de um segundo turno, mas Aécio Neves deve perder bases aliadas do Planalto, como a militância do PTB
PMDB ensaia início de fase agressiva para tentar agradar o eleitor, mas esse é um jogo de altíssimo risco
Se antes as campanhas eram duramente disputadas nas ruas, agora há uma guerra via internet, mas o boca a boca ainda é importante
Afonso Lopes
O brasileiro é um dos povos mais conectados via internet do mundo. Especialmente quando o assunto é rede social. Aí, o país bate recordes atrás de recordes. E é claro que o mundo político, e mais ainda as campanhas eleitorais, não perde a oportunidade de usar esse gigantesco veículo de comunicação, principalmente nas redes mais conhecidas, como Facebook e Twitter, duas manias nacionais ao lado do Instagram e whatsapp.
É uma campanha sem muitas regras, em que muitas vezes vale tudo, desde a manipulação de fotos e textos, até desabafos de populares que jamais existiram. Sem falar os fakes (personagens falsos criados a partir de alguma pessoa real) ou perfis reais e robôs cibernéticos que servem para dinamizar alguma mensagem. Acreditar nisso tudo é simplesmente uma bobagem sem tamanho, uma idiotice simplesmente, mas também existem coisas boas. Basta saber peneirar as pedras sem valor e colher o que realmente é precioso.
Mensagens
Os políticos vêm usando cada vez mais a internet. Boa parte deles mantém perfis nas principais redes sociais e interagem com os demais usuários. Além disso, há também sites oficiais em que as mensagens e avisos são postados. Um mundo imenso de informações está hoje na internet. Se isso é bom, há o lado profundamente negativo. Graças ao anonimato oferecido pela rede mundial aliado a total falta de ética de alguns setores políticos, a situação degringolou geral. Este ano, mais do que em qualquer outra eleição, latrinas de rodoviária abandonada vão cheirar bem em comparação com o que se pode esperar das redes sociais. Intrigas, mentiras, acusações infundadas e tantas outras artimanhas desprezíveis serão postadas 24 horas por dia. Sabe-se lá até que ponto esse conjunto tão negativo influenciará algum eleitor. Barulho é certo que produzirá, mas nem sempre trovões são os sons que antecedem as tempestades. É aí que entra a velha campanha do boca a boca, levada pela militância e entusiastas. Normalmente, nas redes sociais, personagens públicas, como jornalistas e artistas, conseguem boa repercussão. As pessoas comuns, alheias ao meio, mesmo quando bem intencionadas, no máximo atingem um círculo bastante restrito de amigos reais ou virtuais. Nas ruas, no tête-à-tête, é diferente. Não há anonimato e, mais do que isso, revela-se inteiramente as paixões e preferências dentro do mesmo núcleo.Obama
As campanhas eleitorais via internet ganharam notoriedade a partir da primeira eleição do presidente Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Mas, ao contrário do senso dominante, as campanhas americanas não têm quase nenhuma relação com o formato brasileiro. Por lá, não existem, por exemplo, os programas eleitorais em rede de rádio e TV. No máximo, os candidatos podem comprar anúncios caríssimos, e se anunciarem em meio a sabonetes, carros, casas e pacotes de salgadinhos. Aqui, não apenas tem TV pra todo mundo como também a internet. Outro ponto que carrega um certo equívoco na pioneira campanha de Obama via internet é sobre o conteúdo. No início, quando explodiu e virou febre entre seus eleitores, o objetivo era apenas o de arrecadar dólares para pagar as despesas de campanha. Por aqui, ninguém arrecada um único centavo via internet. Ao contrário, as grandes campanhas gastam uma grana preta com a manutenção de um exército de “militantes virtuais”. De qualquer forma, e para quem não conta com uma boa estrutura de campanha, a internet vai ser muito válida. Candidaturas pequenas podem conquistar algumas posições através das redes sociais. Para os “grandalhões”, vai começar uma guerra sem ética e praticamente sem limites, em que xingar a mãe do adversário soará quase como um elogio. Caberá ao eleitor separar o que é informação do que é lixo de campanha. E lugar de lixo é na lixeira mais próxima.
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Armando Vergílio: ainda tentando persuadir o partido a ficar com o PMDB | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção[/caption]
“Não nos procuraram. Apenas informaram sobre a aliança.” É o que diz uma liderança do Solidariedade no interior sobre a aliança com o PMDB, que levou o partido a ocupar a vice na chapa majoritária encabeçada por Iris Rezende. Esse membro do partido, que não está só em suas indagações, informou que o presidente da sigla em Goiás, Armando Vergílio, ainda está tentando convencer o partido sobre a aliança com o PMDB.
A situação é tal, que lideranças e membros com cargos políticos, principalmente vereadores, querem apoiar outros candidatos. O nome de Antônio Roberto Gomide, governadoriável do PT, foi citado por alguns. Eles dizem que podem seguir o que o partido decidir, mas não irão entrar na campanha e pedir votos para Iris. Uma atitude bastante semelhante à de alguns membros do DEM de Ronaldo Caiado, que já afirmaram que apoiarão Marconi Perillo à reeleição.
Fora isso, membros da base aliada informam que Armando está pegando pesado com os candidatos a deputado estadual para apoiar a candidatura de seu filho, Lucas Vergílio, que disputará vaga na Câmara Federal. Carlos Antônio, candidato de Anápolis, por exemplo, parece ser um que está resistente em apoiar a candidatura de Lucas. Acontece que o anapolino irá coordenar a campanha de Armando em Anápolis.
E assim vai a chapa — chamada colorida, devido às tantas bandeiras diversas que agregou — PMDB-SDD-DEM, entre outras. Onde isso vai dar, só outubro dirá.
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Votar decreto de deputados depende de Renan Calheiros | Foto: Moreira Mariz[/caption]
É mais fácil para a presidente Dilma Rousseff continuar engavetar o projeto de controle social da mídia do que dispensar a criação dos conselhos populares destinados a participar de decisões em todos os níveis de gestão pública, inclusive a diplomacia e as Forças Armadas.
A escala de prioridade estratégica entre as duas questões foi sinalizada pelo Planalto durante a semana. A opção deve agora ser consolidada com a recuperação de posições da candidata Dilma na mais nova pesquisa do Datafolha. A presidente tende a se sentir mais forte para a opção, que inclui apoio de Lula e da cabeça do PT.
A verdadeira prioridade está subjacente na inclinação a favor dos conselhos: a reeleição da presidente. A criação do controle da mídia é um tema menos palatável do que os conselhos populares na campanha eleitoral a iniciar-se agora de fato.
Começa que o controle da mídia não é um tema simpático, divide a base aliada do governo e exige o convencimento geral quanto à oportunidade de desenvolvimento e implantação de um sistema complexo de intervenção na comunicação privada.
Enquanto os conselhos serão um tema a ser badalado pelo PT na campanha como uma fórmula charmosa de ampliação dos poderes do povo organizado – e a organização de movimentos sociais é a especialidade histórica do PT.
Mesmo que o partido perca a eleição presidencial dentro de três meses, os conselhos populares poderão assegurar a manutenção de poder de fato pelo PT num sistema que já está definido em decreto baixado por Dilma no qual o Congresso não pode intervir para modificar o esquema – nem para evitar que os conselhos assumam função legislativa.
O que o Congresso pode é aprovar um decreto legislativo que anule o outro decreto. Pode, mas não consegue. Ainda na quarta-feira, o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves (PMDB), não conseguiu votar o novo decreto legislativo. Faltou quórum.
O momento não é favorável a votações parlamentares por causa da Copa do Mundo e da campanha eleitoral dos congressistas. Além disso, é preciso saber se o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), concorda com o decreto dos deputados preconizado pelo colega Alves.
De quebra, há uma trama de bastidores que envolve a questão. Durante a semana, voltou a falar-se que o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, seria removido para a campanha da reeleição. É preciso saber se Lula concorda com a remoção de seu homem no Planalto.
Além disso, Carvalho dispensaria o poder que pode adquirir via conselhos a partir de sua posição como coordenador de movimentos sociais desde o PT até o Planalto? Pode ser que alguém manipulador do noticiário esteja de olho na posição.
Outra coisa. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, quer se afastar da posição o mais cedo possível com o trâmite de seu pedido de aposentadoria. A pressa pode ser boa para o Planalto, que cuidaria logo de sua substituição, que depende de aprovação do Senado ao novo nome.
Aquelas duas questões estratégicas, os conselhos populares e o controle da mídia são temas para recursos ao Supremo, onde não custa nada ao Planalto ampliar a sua bancada de amigos no tribunal para o que der e vier.
Além de pessoas ligadas ao radialista, familiares e amigos de outras vítimas de homicídio também participaram do ato
“O sonho de ser campeão não acabou”, garante o craque
Crise na Segurança Pública: no último mês, a SSP-GO registrou 77 casos do gênero apenas na capital
A lei também impede que, a partir deste sábado, agentes públicos façam nomeações, contratações ou demissões de servidores públicos até a posse dos eleitos
Ações da Prefeitura foram elogiadas em 2013 e aprimoradas para a Festa do Divino Pai Eterno deste ano, com apoio do Estado
Fábio PH, especial para o Jornal Opção
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Cavaleiros chegam a Trindade para cumprir votos: infraestrutura garantida | Jaqueline Costa[/caption]
Elogiada em 2013 pela melhoria em serviços prestados na Romaria do Divino Pai Eterno, a Prefeitura de Trindade ampliou ações em favor de um atendimento e uma acolhida ainda melhor neste ano. “São seis meses avaliando a última e seis meses trabalhando a próxima romaria”, diz o padre Robson de Oliveira, reitor do Santuário Basílica. Para o prefeito de Trindade, Jânio Darrot (PSDB), este empenho é um dos principais fatores do sucesso deste que é um dos maiores acontecimentos religiosos da América Latina e que completa neste ano 174 anos de realização. “É preciso que contemos também com a força e o apoio do Divino Pai Eterno. Saímos de uma população de pouco mais de 100 mil pessoas para um público de quase 3 milhões de visitantes”, reforça Jânio Darrot.
Com apoio da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), a Secretaria Municipal de Assistência Social de Trindade cuida das pessoas desamparadas, principalmente crianças que ficam pelas ruas, enquanto os pais atuam como pedintes, promovendo higiene pessoal, alimentação, lazer e orientação pedagógica e psicológica.
Iniciativa também importante: para a entrada nos grandes shows, o público doará 2 quilos de alimentos não perecíveis, que serão distribuídos entre as entidades assistenciais do município.
Turismo
Em parceria com o Sebrae, a Secretaria de Turismo realizou reuniões com proprietários de hotéis, pousadas, bares e restaurantes, qualificando serviços e o atendimento ao público e está funcionando 24 horas, em local estratégico (entrada da cidade) o Centro de Apoio ao Turista (CAT), com informações sobre todos os pontos turísticos e aspectos religiosos e de serviços prestados na cidade. Foi construído pela Prefeitura Municipal de Trindade um parque com estrutura de acampamento, banheiros, lavatórios e tendas, para prestar o apoio necessário aos romeiros. Em parceria com o Corpo de Bombeiros e o Samu, a Secretaria de Saúde de Trindade ampliou os postos de atendimentos em serviços médicos e de enfermagem, ocorrências de urgência e emergência, urgências odontológicas, deslocamento em ambulâncias e vistorias sanitárias. Os postos foram instalados em pontos estratégicos: tenda da OVG, Portal do Trevo, Igreja Matriz, Santuário Basílica e Carreiródromo. Os atendimentos de saúde nos postos do Portal, Basílica e Carreiródromo contam com uma estrutura organizada em container adaptado com iluminação, revestimento, banheiro e ar condicionado. O Corpo de Bombeiros e o Samu foram colocados em alerta em vários pontos da cidade: na Rodovia dos Romeiros, em frente à tenda da OVG e ao lado do Portal, no Santuário Basílica e no Carreiródromo, prestando serviços de resgate, urgência e emergência com estruturas adequadas a grandes eventos. Também estão disponíveis para circulação rápida as motolâncias (motos adaptadas para atendimento).Atrações
O governo municipal de Trindade evidenciou esforços junto à iniciativa privada e a Goiás Turismo e realizou os shows de Cristiano Araújo, Rio Negro e Solimões, Israel e Rodolfo e Guilherme e Santiago. Mais de 700 latões de coleta de lixo foram distribuídos pela cidade. Medida tomada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Trindade visa garantir acesso fácil para os pedestres e praticidade na hora de recolher os dejetos. Com capacidade de 200 litros, eles se encontram em pontos estratégicos de maior movimento de pessoas durante a Romaria. Os coletores estão devidamente sinalizados e devem ser utilizados para acomodação de orgânicos e inorgânicos. Após coleta especializada, o material será encaminhado para o Aterro Sanitário de Trindade.Infraestrutura
Em um ano e meio de gestão, a Prefeitura de Trindade viabilizou junto ao Governo do Estado de Goiás a modernização da Rodovia dos Romeiros, duplicando e iluminando a pista dos devotos e a pavimentação de duas importantes rodovias, muito utilizadas pelos filhos do Divino Pai Eterno. Rodovia GO-469, trecho Trindade-Goianira e GO-469, trecho Trindade-Abadia. Também com apoio do Governo do Estado de Goiás, foram recapeados mais de 80 mil metros quadrados da Região Central, com obras de jardinagem e calçadas. A Prefeitura conseguiu, junto ao governo, recursos para pagar horas extras de 5 mil homens da Polícia Militar, Rodoviária e Corpo de Bombeiros. Também de responsabilidade trindadense, sob comando da Secretaria Municipal de Educação, foram fornecidas 6 mil refeições diárias. Investimento da Prefeitura, foram instaladas 30 câmeras e duas centrais de monitoramento. Reuniões gestoras promovidas pelo Governo Municipal de Trindade, promoveram um estudo do trânsito de pessoas e veículos, reordenando estacionamentos, ruas e avenidas de acesso e comercialização de ambulantes.Mas o PSDB também cresceu e fechou com mais 15 siglas; com as chapas majoritárias definidas, candidatos podem iniciar neste domingo a propaganda nas ruas
O governador Marconi lamentou a saída de Neymar da Copa do Mundo. “Estou chocado”, disse

