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Na semana passada, jornalistas procuravam uma viv’alma no interior que estivesse trabalhando na campanha de Iris Rezende. Foi praticamente impossível. Havia a reclamação geral de que os peemedebistas de proa não passavam mais recursos financeiros e material de campanha para os articuladores da maioria das cidades.
Iris Rezende e Iris Araújo pretendem, um dia, se tiverem tempo, vingar-se dos prefeitos de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e de Jataí, Humberto Machado, ambos do PMDB. Os irisaraujistas sustentam que, disfarçadamente, Maguito Vilela e Humberto Machado trabalharam para o tucano Marconi Perillo. No caso de Maguito Vilela, talvez seja injusto. Mas o prefeito de Jataí não esconde que, entre Iris Rezende e o tucano-chefe, fica mesmo com o segundo.
O prefeito de Anápolis, João Gomes (PT), disse a um aliado que votaria em Marconi Perillo para governador. Já Antônio Gomide (PT), mesmo a contragosto, optou por Iris Rezende. Iristas contrapõem e dizem que Antônio Gomide, “mais uma vez, traiu Iris Rezende”. Eles garantem que o ex-prefeito não pediu votos para o peemedebista em Anápolis e em qualquer outro lugar.
Petistas goianos estão profundamente irritados com Iris Rezende. Eles alegam que o peemedebista não moveu uma palha em favor da presidente Dilma Rousseff. Um petista talvez tenha a interpretação mais precisa: “Ainda bem que Iris Rezende não pediu votos para Dilma Rousseff. Como é que um candidato que não consegue votos nem para si vai transferir votos para a presidente?”
Os irisaraujistas acreditam que Maguito Vilela pôs seu filho Daniel Vilela na disputa para deputado federal com o objetivo de derrotar e, mesmo, desmoralizar Iris Araújo. Na verdade, não é bem assim. Iris Araújo perdeu a eleição para deputada federal por agir de maneira arrogante com a base do PMDB.
Geraldo Lima Especial para o Jornal Opção Morar próximo à natureza tem seu preço. É romântico e saudável, mas tem seu preço.Normalmente esse “morar próximo” significa invadir o habitat natural de algumas espécies de animais. Somos nós, seres humanos, os invasores em todos os casos. Por mais que tenhamos boas intenções e ideias preservacionistas, ainda assim somos invasores. A natureza dispensa nossa presença. Ela basta a si mesma. E, quanto for preciso, ela vai nos cobrar por esse espaço que lhe foi subtraído. Agora mesmo, mal começou o mês de outubro, trazendo as primeiras chuvas, eis que uma horda de besouros “Onthophagus taurus” da ordem Coleoptera, conhecido vulgarmente como “besouro rola-bosta”, procura a todo custo invadir a nossa residência. Buscam, ansiosos e persistentes, gretas nas portas e janelas que lhes permitam ganhar o interior da casa. Vêm atraídos pela luz. O gesto é fanático e suicida. Amanhã estarão todos mortos, geralmente de pernas pro ar, numa demonstração trágica do quanto lutaram pela vida na frieza da cerâmica. Embora saibamos que esses insetos não representam nenhum perigo à nossa saúde, nos sentimos incomodados com sua presença — eles, como kamikazes, chocam-se contra a parede, estatelam-se no chão, giram ruidosos em volta da lâmpada, tiram a nossa concentração, obrigam-nos a ficar de portas e janelas cerradas, e, vez ou outra, ouvimos o estalar de um deles sob a sola dos nossos calçados. Minha esposa, por pouco, não juntou um desses bichinhos frenéticos ao cozido de carne e batata. Para outros povos isso seria só um ingrediente a mais, mas não é o nosso caso. Disse que nos sentimos incomodados com a presença desses insetos. Para eles, com certeza, a recíproca é verdadeira. Aqui estamos nós, na divisa com uma reserva ambiental, trazendo incômodo e sedução fatal para esses pequenos seres em busca de acasalamento. Esse é o momento em que as larvas saem da terra, já como besouros, para se reproduzirem. Poucos indivíduos da espécie alcançarão, no entanto, o seu objetivo. Dizem as pesquisas que setenta por cento deles morrem, ficando a cargo dos trinta por cento que sobrevivem a responsabilidade da procriação e preservação da espécie. Sabendo disso, tento fazer a minha parte para ajudá-los: procuro sempre devolver os invasores à escuridão da noite, onde a luz artificial não funcione como armadilha. Sei que o gesto é meio inútil, alguns já nem têm mais forças para voar. Jogo fora, na verdade, seres sem vida. Como não posso ir dormir assim, cercado de cadáveres, procuro alívio para minha consciência na teoria darwinista da “seleção natural das espécies”, dando-me conta de que a natureza acha, assim, seu modo de se manter em equilíbrio. Geraldo Lima é escritor, dramaturgo e roteirista.
Há uma crença generalizada, em setores do petismo, que o prefeito Paulo Garcia vai trabalhar, em tempo integral, para formatar a seguinte chapa para a Prefeitura de Goiânia em 2016: Iris Rezende (PMDB) para prefeito e Adriana Accorsi (PT) para vice-prefeita. Os críticos do peemedebismo no petismo avaliam que uma chapa Iris Rezende-Adriana Accorsi seria alta traição contra o PT. Uma verdadeira “operação cavalo de Troia”. Petistas mais articulados acreditam que o PT deve se afastar logo de Iris Rezende, que chamam de “caixão e vela preta”.
Comenta-se, nos bastidores, que a deputada estadual eleita Adriana Accorsi estaria se aproximando da tendência PT Pra Vencer, liderada em Goiás pelo deputado federal Rubens Otoni.
Nos bastidores, Adriana Accorsi estaria dizendo que foi pouco ajudada pelo prefeito Paulo Garcia na campanha. Ela teria sido eleita muito mais devido ao seu trabalho como delegada de polícia. É provável que a delegada-deputada eleita esteja certa. Certíssima. Na campanha deste ano, Paulo Garcia mais atrapalhou do que ajudou. O candidato dele a deputado estadual, Paulo de Tarso, obteve uma votação pífia.
Iris Rezende e Iris Araújo pretendem, um dia, se tiverem tempo, vingar-se dos prefeitos de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, e de Jataí, Humberto Machado, ambos do PMDB. Os irisaraujistas sustentam que, disfarçadamente, Maguito Vilela e Humberto Machado trabalharam para o tucano Marconi Perillo. No caso de Maguito Vilela, talvez seja injusto. Mas o prefeito de Jataí não esconde que, entre Iris Rezende e o tucano-chefe, fica mesmo com o segundo.
O deputado federal Sandro Mabel aliou-se a Iris Rezende no projeto de expulsar Júnior Friboi do PMDB. Curiosamente, antes de se tornar irista de carteirinha, como se tivesse acometido de alguma febre, Mabel era um dos maiores incentivadores da candidatura de Friboi a governador de Goiás.
Em casos de expulsão de Júnior Friboi do PMDB, como quer o grupo de Iris Rezende, o PROS e o PRTB querem a filiação do empresário. O PTB e o PL também querem a filiação de Júnior Friboi.
O ex-deputado Frederico Jayme vai trabalhar, ao lado do prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, contra a expulsão de Friboi. Frederico Jayme avalia que Friboi tem uma contribuição a dar na recuperação do PMDB.
Iris Rezende recebeu o apoio do maior grupo de comunicação de Goiás — o Grupo Jaime Câmara —, porém, como os tempos mudaram, o peemedebista começou e terminou mal o pleito. O Grupo Jaime Câmara deve um favor a Iris Rezende. Quando os irmãos Marinho não queriam renovar a concessão da programação da TV Globo para a TV Anhanguera, e nem mesmo aceitavam receber integrantes da família Câmara, o peemedebista procurou diretamente Roberto Marinho, o falecido presidente do grupo Globo. Com a interferência de Iris Rezende, a concessão foi renovada. Ele chegou a ganhar participação, minoritária, na empresa. Mas depois deu suas “ações” de presente de casamento para amigos. Grata, a família Câmara sempre apoia as campanhas do decano peemedebista. No Tocantins, o Grupo Jayme Câmara apoiou o governador Sandoval Cardoso, e ele perdeu. Mauro Miranda, atacadíssimo pelos veículos do grupo, foi eleito no primeiro turno.
Se a presidente Dilma Rousseff for reeleita, o PSD terá uma fatia expressiva no governo federal, possivelmente indicando dois ministros. O presidente do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, deve ser ministro de Dilma Rousseff, se esta for reeleita, e deve levar Vilmar Rocha, de Goiás, para sua equipe. Assim, Vilmar Rocha se tornaria o principal interlocutor do governo de Goiás — leia-se Marconi Perillo — junto ao governo federal. Claro que, por enquanto, são especulações. Kassab, por sinal, mantém excelente relacionamento com o tucano goiano.

