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Fernando Cunha não apoia Onaide Santillo e articula campanha de Eliane Pinheiro

O vereador tucano Fernando Cunha, de Anápolis, decidiu não apoiar Onaide Santillo para deputada estadual. Ele coordena o palanque de Eliane Pinheiro, do PMN.

Eliane Pinheiro trabalhou durante anos com o avô de Fernandinho, o falecido Fernando Cunha, que foi deputado federal e secretário do governo de Marconi  Perillo.

Prefeitos do PSD decepcionam e não contribuem politicamente com Vilmar Rocha, candidato a senador

O PSD é curioso: tem dois deputados atuantes, Vilmar Rocha e Thiago Peixoto. Os dois também foram eficientes como secretários do governo de Marconi Perillo. No entanto, os prefeitos do partido fazem administrações consideradas pífias.

Juraci Martins, de Rio Verde, fez uma gestão competente no primeiro mandato. No segundo, parece que cansou-se da cidade e de seus moradores. Sua administração arrasta-se em campo, como a seleção brasileira que jogou contra a Alemanha na Copa do Mundo. É uma das mais frágeis e sem criatividade de Goiás. Juraci está perdendo de 10 a 0. Fica-se com a impressão de que Juraci Martins tomou gosto mesmo foi pelas vaias.

O prefeito de Formosa, Itamar Barreto, aproximando-se dos 80 anos, faz uma gestão acanhada, e apresenta a desculpa de que herdou uma dívida de quase 100 milhões de reais. De fato, um papagaio federal. Mas nenhum prefeito é eleito para ficar chorando em cima dos problemas deixados pelo antecessor. Talvez fosse o caso de Barreto renunciar e abrir espaço para alguém com mais energia. O prefeito de Luziânia, Cristóvão Tormin, deu uma melhorada, mas ainda está aquém do Célio Silveira do primeiro mandato. Falta criatividade à equipe do prefeito. Luiz Carlos Attié, de Cristalina, parece que foi acometido da maldição do segundo mandato. Ele paga salários e fornecedores e parece avaliar que administrar é apenas isto, o que, como se sabe, não é.

É possível que se os prefeitos estivessem bem, apresentando-se como exemplo positivo para a população, a situação do candidato a senador Vilmar Rocha fosse bem melhor.

Obituários apresentam Ariano Suassuna, o esteta do caipira, como se fosse Guimarães Rosa

Como estava fora do país, li tardiamente os obituários de Ariano Suassuna. Quando terminei, concluí: estão falando de Machado de Assis, James Joyce, Graciliano Ramos, William Faulkner, Thomas Mann e Guimarães Rosa — menos de Ariano Suassuna. O escritor paraibano, quase pernambucano, parece ter escrito “Memórias Póstumas de Brás Cu­bas”, “Ulysses”, “O Som e a Fúria”, “A Montanha Mágica”, “Vidas Secas” e “Grande Sertão: Veredas”. Quando ficou conhecido, na verdade, não pelo livro, e sim pelo filme “O Auto da Compadecida”, uma ode ao caipirismo. Ariano Suassuna não é um par de nenhum dos escritores citados acima. Porém, como a morte transforma qualquer um em gênio da raça, ao menos nos tristes trópicos, de repente ele se tornou quase um Gilberto Freyre da prosa. A imprensa tende (ou tendia) a apresentar Ariano Suassuna como um resistente ao capitalismo. Ele era um resistente, dos mais retardatários, à modernização. Como os socialistas, o romancista, poeta e dramaturgo — e mais uma dezenas de coisas, como conselheiro de políticos de Per­nambuco —, não dizia respeito ao presente. Esteve sempre voltado para o passado, tratado de maneira idílica, nostálgica. Para Ariano Suassuna, o brasileiro urbano, moderno e em contato com as coisas do mundo, não existe, é ficção. O brasileiro é visto, na prosa de Suassuna, como o eterno caipira. É isto que chamo de estetização do caipira. Ao estetizar o caipira, ao apresentá-lo como esperto, entre bonzinho e maledicente, o escritor o cristaliza como o homem (herói) ideal, quiçá o “homem cordial”. Um Ma­cunaíma manqué. Parte da obra de Ariano Suassuna é um ataque frontal ao moderno e mesmo ao que há de mais avançado no passado, mesmo o remoto. O homem ideal, enfim, é o caipira esperto — Chicó e João Grilo. O homem institucional, às vezes apresentado como “civilizado”, não existe para o caipora paraibano. Se existe (como padres, policiais), é para ser enganado por Chicós e Grilos.

O Popular adere à visão messiânica sobre Eduardo Campos

Ao dizer na manchete de capa “Morre uma esperança”, sobre o pernambucano Eduardo Campos, o “Pop” ensaia uma espécie de adesão ao messianismo. Muitos políticos, às vezes até bem intencionados, não dão certo porque se exige deles que sejam não organizadores do Estado e um instrumento de crescimento e desenvolvimento do país, e sim um Mes­sias, um salvador da pátria, um indivíduo que, com um golpe certeiro, reconstrói e refaz, praticamente do nada, toda a história dopaís. Lula da Silva é um pouco produto desta visão messiânico-salvacionista. Às vezes, o gestor mais eficiente e que estabiliza o país é o que sabe fazer o feijão com arroz e não inventa muito. Os “inventores”, como Fernando Collor de Mello, em geral são presidentes de segunda categoria. Curiosamente, o “Pop”, em ne­nhum momento, quando Eduardo Campos era vivo, o tratava como esperança. Pelo contrário, dava-lhe pouco espaço.

Caixa financia programas sociais

[caption id="attachment_12902" align="alignleft" width="756"]Banco recebe com meses de atraso o repasse para pagamento de benefícios como Bolsa Família Banco recebe com meses de atraso o repasse para pagamento de benefícios como Bolsa Família[/caption] Por conta do atraso de meses no repasse para pagamento dos benefícios sociais, a Caixa Econômica Federal está travando uma disputa com o Tesouro Nacional. No mês de abril, a diferença superou R$ 1 bilhão e a Caixa financiou benefícios como seguro-de­semprego e Bolsa Família. O caso está em análise na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal, da Advocacia-Geral da União (AGU), desde maio. A diferença em abril é o centro da discussão, pois o valor ficou contingenciado nos cofres do Tesouro, em vez de ser repassado ao banco. O maior problema estaria no seguro-de­semprego, cujo pagamento de julho de 2013, teria esvaziado em R$ 2 bilhões os cofres da Caixa.  Inicialmente, no governo de Dilma Rousseff, o pagamento era feito diretamente pelos ministérios ao banco, que recebiam o repasse do Te­souro. No ano passado, o Te­souro passou a intermediar e centralizar os pagamentos. A Secretaria do Tesouro Nacional informou que não há propostas para mudança na remuneração dos contratos e que qualquer discussão dos termos deve ser feita entre a Caixa com os ministérios.

Inflação preocupa bancos

Preocupados com a inflação, os bancos têm aumentado suas provisões contra perdas. Em julho do ano passado, o montante para momentos de incerteza chegou a R$ 135,2 bilhões, o maior valor declarado pelas instituições ao Banco Central (BC), desde 1993. O receio é que, na concessão de crédito, os brasileiros, atolados em dívida e com orçamento doméstico prejudicado pela alta na inflação, não consigam pagar os empréstimos. O valor bilionário constatado é utilizado para cobrir os atrasos de até três meses dos clientes. Há casos mais complicados, como os que requerem pagamento da própria instituição, pois as compras em crédito são calotes do consumidor e o valor para cobrir chega a R$ 72 bilhões, com dados do BC.

Brasileiro ganha “Nobel” da Matemática

O matemático carioca Artur Avila, 35, foi escolhido na terça-feira, 12, para receber a Medalha Fields, conhecida como o Nobel da Matemática. Ele será o primeiro latino-americano a receber a maior láurea científica entregue pela União Internacional de Ma­te­mática. Avila é pesquisador no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e no Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) — órgão de pesquisa do governo francês. Seu trabalho é na área da matemática pura. O prémio é entregue de quatro em quatro anos para matemáticos de até 40 anos de idade. A cada edição, dois a quatro pesquisadores são premiados. Neste ano, também receberam o prêmio o canadense-americano Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer e a primeira mulher a receber a distinção, a iraniana Maryam Mirzakhani.

Obras do novo terminal do aeroporto estão em dia

Previstas no cronograma, as obras do novo terminal de passageiros do Aeroporto Santa Ge­noveva estão 39% concluídas. A concretagem e a alvenaria das instalações já estão prontas. As obras foram retomadas em setembro do ano passado pelo consórcio entre as empresas Via Engenharia e Odebrecht, depois de seis anos de paralisação. A previsão de entrega, segundo a assessoria da Infraero, se mantém para o primeiro semestre de 2015. Entretanto, a execução da pista de taxiamento, obras no pátio de aeronaves e vias de acesso ao novo terminal dependem de avaliação do Tribunal de Contas da União, cujo processo está em análise. O novo terminal terá capacidade para receber até 9,8 milhões de passageiros por ano. O espaço total será de 34,1 mil m², em contraste aos 7,5 mil m² atuais. Está sendo instalada uma cobertura metálica, além das construções das plataformas de apoio às pontes de embarque e a instalação do piso.

Retrato falado de assassino

[caption id="attachment_12900" align="alignleft" width="635"]Motociclista que matou jovem Motociclista que matou jovem[/caption] A Polícia Civil fez mais um retratado falado do motoqueiro suspeito de assassinatos de mulheres na capital goiana. A imagem não foi divulgada ainda.  O retrato se trata do assassino de Rosirene Gualberto da Silva, 29, morta na noite do dia 19 de julho na Avenida Anhan­guera, no Setor dos Funcionários. O retrato seguiu o modelo feito em março no caso da bacharel em Direito Ana Maria Victor Duarte, 26, em que apenas os olhos estão descobertos, devido o uso do capacete. O desenho foi feito na terça-feira, 12, pela principal testemunha do assassinato, que estava com a vítima e foi atingida de raspão no braço pelo tiro disparado.

Adeus, capitães!

“Ó Capitão! Meu capitão! Nossa terrível viagem se cumpriu”, do poeta americano Walt Whitman, se consagrou no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, declamado pelo ator Robin Williams, que abandonou o navio na segunda-feira, 11. Williams lutava contra a depressão, a ansiedade e com os estágios iniciais do mal de Parkinson. Também morreu na semana passada a atriz Lauren Bacall, um dos ícones da era de Ouro de Hollywood. Ela foi vítima de um acidente vascular cerebral no dia seguinte, aos 89 anos. Bacall recebeu um Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadju­vante por seu papel em “O espelho tem duas faces”, em 1997. A atuação, ao lado de Barbra Streisand, também lhe valeu uma indicação ao Oscar. A atriz foi casada de 1945 a 1957 com o ator Humphrey Bogart.

Gilberto Naves está na campanha de Daniel Vilela e Renato de Castro. Mas não na de Iris Rezende

O ex-prefeito de Goianésia Gilberto Naves está “quieto” em termos de eleição para governador. Mas apoia Daniel Vilela (PMDB) para deputado federal e Renato de Castro, do PT, para deputado estadual.

Gilberto é um político da mais alta qualidade. É moderno e culto. Mas, como Iris Rezende só fala de bois, soja, asfalto e mutirão, é difícil estabelecer um diálogo civializado.

Poema Canto fúnebre sem música, de Edna St. Vincent Millay. Tradução de Drummond de Andrade

Canto fúnebre sem música Layout 1Não me conformo em ver baixarem à terra dura os corações amorosos, É assim, assim há de ser, pois assim tem sido desde tempos imemoriais: Partem para a treva os sábios e os encantadores. Coroados De louros e de lírios, partem; porém não me conformo com isso. Amantes, pensadores, misturados com a terra! Unificados com a triste, indistinta poeira. Um fragmento do que sentíeis, do que sabíeis, Uma fórmula, uma frase resta — porém o melhor se perdeu. As réplicas vivas, rápidas, o olhar sincero, o riso, o amor foram-se embora. Foram-se para alimento das rosas. Elegante, ondulosa é a flor. Perfumada é a flor. Eu sei. Porém não estou de acordo. Mais preciosa era a luz em vossos olhos do que todas as rosas do mundo. Vão baixando, baixando, baixando à escuridão do túmulo Suavemente, os belos, os carinhosos, os bons. Tranquilamente baixam os espirituosos, os engraçados, os valorosos. Eu sei. Porém não estou de acordo. E não me conformo. [Tradução de Carlos Drummond de Andrade, “Poesia Traduzida”, Editora Cosacnaify]

Candidato a deputado federal, Daniel Vilela planeja derrotar Thiago Peixoto em Catalão

Candidato a deputado federal, Daniel Vilela trabalha, em tempo integral, para derrotar o ex-peemedebista Thiago Peixoto em Catalão.

Adib Elias, ex-prefeito de Catalão, apoia Daniel Vilela. Há quem diga que atrapalha. O fato é que, embora arrogante e grosseiro, Adib Elias ainda tem alguma força política no município.

O PPS planeja bancar Marcos Abrão, se eleito deputado federal, para prefeito de Goiânia. Já em 2016

Se Marcos Abrão for eleito deputado federal, é quase certo que o PPS vai bancá-lo para a disputa da Prefeitura de Goiânia em 2016.

Marcos Abrão, sobrinho da senadora Lúcia Vânia, fez um excelente trabalho na Agência de Habitação de Goiás. O governo Marconi Perillo, às vezes econômico nos elogios, sempre diz que o jovem executivo foi um de seus mais qualificados e eficientes auxiliares.

Helio de Sousa tentou aprovar contas de Alcides Rodrigues. Mas tucanato não deixou

O deputado estadual Helio de Sousa (DEM) trabalhou, com extrema energia, pela aprovação das contas do ex-governador Alcides Rodrigues (PSB). Mas tucanos conseguiram segurá-lo.

É provável que a família de Otávio Lage só vai apoiar mais uma eleição de Helio de Sousa. Desconfia-se, em Goianésia, de sua lealdade política.

Sem estrutura financeira e partidária, Gomide e Vanderlan passam a impressão de que são candidatos a prefeito

A impressão é que Vanderlan Cardoso, Antônio Gomide e os “nanicos” são candidatos a prefeito de Goiânia. Suas campanhas têm foco quase só na capital. Motivo: falta de estrutura financeira e de bases partidárias no interior.

 

Vanderlan Cardoso não vai retirar candidatura de seu vice, o Professor Alcides

Mesmo com a possibilidade de pressões de setores evangélicos, o candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso, não vai substituir seu vice, o professor e empresário Alcides Ribeiro Filho.

Vanderlan Cardoso é tido como homem de palavra. Ele está certo quando afirma que não se envolve vida pessoal de seus aliados políticos. E, depois, o meio político é extremamente maledicente e quase sempre comete os maiores exageros.

Peemedebista tem dossiê sobre um aliado político de Vanderlan Cardoso

Um peemedebista diz que tem um dossiê prontinho, dos mais explosivos, sobre um aliado do candidato do PSB a governador de Goiás, Vanderlan Cardoso.

O dossiê não atinge Vanderlan Cardoso. Mas, se divulgado, fere mortalmente a candidatura de seu aliado.

No fundo, em termos de conteúdo, o dossiê é irrelevante. Mas, ainda assim, é explosivo. Ele foi produzido em Aparecida de Goiânia.

Antônio Faleiros qualificou saúde em Goiânia e é forte candidato a deputado federal

De um tucano da jovem guarda: “Antônio Faleiros deve ser eleito deputado federal porque trabalha em tempo integral, tem propostas para melhorar a qualidade de vida do povo e gosta de fato de política”.

Faleiros é sempre identificado, no interior e em Goiânia, como o secretário que qualificou o atendimento nas unidades de saúde do governo do Estado, notadamente em Goiânia.

Candidato a deputado federal, Giuseppe Vecci não quer ser mais um em Brasília

Candidato a deputado federal, Giuseppe Vecci tem dito ao eleitorado que não quer ser “mais um” em Brasília. Ele quer levar para a Câmara dos Deputados sua experiência na área de planejamento.

Economista, com formação rigorosa, e gestor pragmático, Vecci se tornou político, dos que disputam eleição, mas sem perder a imagem de técnico exigente — daqueles que focam em resultados.

Auxiliares de Vecci, tecnopolítico que trabalha cerca de 15 horas por dia, às vezes ficam exaustos. Não dão conta de acompanhar seu pique.

“Todo mundo diz que campanha tem de ser um caos. Eu não concordo. Campanha pode ser pensada, organizada e planejada. Tudo o que é bom pode melhorar”, afirma Vecci — cujo slogan é: “Um voto de qualidade”.