Notícias
A manchete de um jornal é seu cartão de visita. No domingo, 14, o “Pop” publicou uma manchete acomodada: “Pesquisa mostra quadro eleitoral estável em Goiás”. Parece título feito por tucano paulista; mais em cima do muro, impossível. A pesquisa do Instituto Serpes contém uma série de informações que poderiam ter sido destacadas, mas o jornal optou por um título modorrento, que não incentiva ninguém a comprar exemplares.
Alguns repórteres dos principais jornais de Goiânia estão transcrevendo críticas dos candidatos ao governo de Marconi Perillo como se fossem autômatos ou meros datilógrafos. Não checam nada, apenas publicam, às vezes sacrificando a verdade.
Com 120 mil habitantes, o município de Senador Canedo ganha um jornal diário, o “Diário Canedense” (www.diariocanedense.com.br), que começa a circular na segunda-feira, 22.
Com projeto gráfico do design Leonardo Husc, o “Diário Canedense” será editado por seu proprietário, o jornalista Alexandre Braga, e terá uma redação com quatro jornalistas, um diagramador e colaboradores.
“Inicialmente”, afirma Braga, “o jornal circulará com oito páginas. Será um tabloide tipo o ‘Metro’”, e vai cobrir política, sociedade, cidade e variedade”.
[caption id="attachment_15629" align="alignleft" width="620"]
Segundo o deputado estadual, Eduardo Siqueira tem estrutura megalomaníaca | T1 Notícias[/caption]
“O Eduardo (Siqueira Campos) tem a campanha dos sonhos de qualquer candidato. São cinco Hilux só no apoio a ele, duas estruturas de palco completas com dois painéis de led cada, que permitem que ele faça dois comícios por noite. A campanha dele não tem custo, tem preço. É de impressionar o aparato”, denunciou o deputado estadual Freire Júnior (PV), que disputa uma das oito cadeiras na Câmara Federal.
“Estou clamando pela ajuda do Ministério Público. Aqui o desfile de carros de som é impressionante. Só eu contei 10 da coligação adversária, um atrás do outro tocando a mesma música, mas a informação que temos é de que são 53 carros de som contratados dentro de Augustinópolis”, acrescentou.
O deputado estadual José Bonifácio (PR) apresentou recentemente requerimento pedindo a suspensão da terceirização do Hospital Regional de Araguaína (HRA). O parlamentar argumentou que a suspensão da parceria com qualquer entidade social é solicitada ao governo do Estado, “tendo em vista o desastre acontecido recentemente com experiência nesse sentido”. Outra alegação é a proximidade com o término do atual governo, fator que pode, segundo ele, transferir à nova gestão medida não conveniente numa mudança de poder.
[caption id="attachment_15625" align="alignleft" width="300"]
Governador do Ceará, Cid Gomes / Reprodução[/caption]
A “IstoÉ” publicou reportagem informando que Paulo Roberto Costa disse, em depoimento à Polícia Federal, que o governador do Ceará, Cid Gomes, está envolvido no processo de corrupção da Petrobrás. O trecho no qual o governante cearense é mencionado não pode ser considerado como esclarecedor, mas a revista aparentemente não força a barra, com o objetivo de produzir sensacionalismo.
Cid Gomes recorreu à Justiça do Ceará, que proibiu a circulação da revista e mandou recolher os exemplares que estavam nas bancas. Há sempre o risco de magistrados estaduais, eventualmente pressionados por ligações pessoais — ressalte-se que pode não ser o caso do Ceará —, decidirem de maneira não isenta. Porém, o Supremo Tribunal Federal, por intermédio do ministro Luís Roberto Barroso, liberou a circulação da revista, explicitando que não é função da Justiça censurar publicações.
O STF entende que a parte que se considera ofendida deve processar os denunciantes, mas não tentar proibir, via Justiça, a circulação de jornais e revistas. Uma decisão sábia, dentro da lei e do espírito democrático, do competente ministro Luís Roberto Barroso.
“Em frente minha casa, na TO-050, estão recapeando sem ter nenhum buraco. Caso de polícia. Conclamo o MP estadual”. A denúncia é da senadora Kátia Abreu (PMDB). Ela, que é candidata à reeleição afirma que cidades são selecionadas para receber o recapeamento de acordo com apoio político. No entendimento da parlamentar, o objetivo do governo é produzir fatura para irrigar campanha através da construtora que está fazendo o “serviço porco”. Kátia disse que o Ministério Público Estadual receberá representação de sua autoria sobre o assunto. “A TO-050 é só um exemplo. Fizeram a mesma coisa na estrada que liga Sandolândia a Formoso. O serviço está pior do que o asfalto atual. Denuncio aos órgãos competentes e à imprensa. Venham ver com seus próprios olhos o abuso”, acrescentou.
O governador e candidato a reeleição, Sandoval Cardoso (SD), está convencido de que a virada está acontecendo em todo o Estado, “porque quando o povo quer ninguém segura”. A sua equipe de marketing tenta passar essa ideia ao candidato, situação praticamente impossível, quando se resolve apelar para todo tipo de expediente contra o seu principal adversário, Marcelo Miranda (PMDB). As pesquisas comprovam a eleição do peemedebista já no primeiro turno.
O governo estadual tem uma dívida de mais de R$ 6 milhões com empresários que foram contratados para montar a estrutura da Agrotins 2014. O contrato foi feito ainda no mês de abril deste ano. Agora, estão pressionando para receber o dinheiro, principalmente porque precisam saldar seus compromissos financeiros com fornecedores. Alguns deles estão com títulos protestados em cartório.
Os empresários disseram que em reunião na Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa), há cerca de dois meses, o governador Sandoval Cardoso (SD) autorizou publicamente que o secretário da Fazenda, Marcelo Olímpio, liberasse os pagamentos a todos os fornecedores da Agrotins e da campanha IPVA 2014. A Secretaria da Fazenda, no entanto, não dá informações sobre o andamento do processo.
Leitores me perguntam se Cileide Alves, editora-chefe do “Pop”, e Fabiana Pulcineli, repórter do mesmo jornal, apoiam a candidatura de Iris Rezende. Não sei, pois nunca perguntei, nem perguntarei, às duas sobre seus posicionamentos políticos-partidários. Simplesmente, porque não me interessa. Pulcineli é uma jornalista crítica, posicionada, aparentemente independente, até onde isto é possível. Alves escreveu uma dissertação de mestrado sobre Iris Rezende e está escrevendo sua biografia. Isto significa que, apesar da simpatia pessoal, o apoia? Talvez não. Seu marido, Fernando Pereira dos Santos, da cúpula da Secretaria da Educação do Estado, apoia a reeleição do governador Marconi Perillo e é muito ligado ao deputado federal Thiago Peixoto (PSD), aliado do tucano-chefe. A discussão em si não tem a mínima relevância. Se Pulcineli e Alves apoiam Iris, como querem tucanos, é um direito delas. Moralmente, as duas jornalistas são inatacáveis.
Após constatar compra de votos e abuso de por econômico durante campanha eleitoral de 2012, o TRE decidiu cassar o mandado do prefeito eleito de Guaraí, Genésio Ferneda (SD) e o seu vice Bené da Voice (PPS). Porém, o prefeito já informou que irá recorrer no TSE.
O empresário Carlos Cachoeira deve publicar um livro com o título de “Falta Alguém no Cepaigo” (uma referência ao célebre livro “Falta Alguém em Nuremberg”, de David Nasser. Esse “alguém” era Filinto Müller, chefe de polícia do governo Vargas). Trata-se de uma coletânea de artigos explosivos. Seis já estão escritos e serão publicados no “Diário da Manhã”. Os demais irão para o livro. Carlos Cachoeira pretende contar a história de sua ligação com um mandachuva do PMDB.
O governador Sandoval Cardoso (SD) pretende contrair um empréstimo com o BNDES de até R$ 11 milhões. Matéria nesse sentido foi encaminhada ao Legislativo, no último dia 16. Segundo o chefe do Executivo, o recurso é para modernizar a Defensoria Pública do Estado.
Um retrato vivo do século 20, e não apenas nos Estados Unidos, pode ser visto e apreciado no livro “Memórias” (Topbooks, 788 páginas, tradução de Vera Giambastiani e Antonio Sepulveda, dois volumes), do historiador e diplomata George F. Kennan. O livro, ganhador do Pulitzer e do Book Critics Circle Award, é uma obra-prima. Nenhuma biblioteca de um indivíduo culto pode dispensá-la.
Sinopse da editora: “Essa autobiografia revela os anos de George Kennan (1904-2005) como diplomata em Berlim, Moscou e Praga, e em Washington como arquiteto da política externa do pós-guerra. Na ocasião de seu lançamento, em 1967, foi saudada pela revista ‘New Republic’ como ‘o mais precioso livro político escrito por um americano no século XX’.
“Criador da ideia de ‘contenção’ da União Soviética, Kennan esteve presente em todos os acontecimentos importantes — desde os anos 40, sob a presidência de Harry Truman, até o fim da Guerra Fria em 1991.”
Trata-se de um verdadeiro mapa da mina para entender o século 20.

