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Em “Fôlego”, Rafael Mendes dá voz a personagens que tentam firmar um pacto com o passado para entender a ruína familiar
A afirmação do título pode parecer demasiadamente pessoal, mas é necessária, afinal, “O Hobbit: a Batalha dos Cinco Exércitos” coroou uma trilogia feita com o único objetivo de atrair o acúmulo dos dólares da bilheteria
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Roberto Marinho, Ruy Mesquita e Roberto Civita: os três (falecidos) jornalistas e executivos do Grupo Globo, do jornal “Estadão” e da Editora Abril ficariam satisfeitos com a informação de que, embora defenda a regulação da mídia, o governo do PT beneficia os monopólios de comunicação. O petismo fala (e critica) uma coisa e faz outra[/caption]
Os grandes jornais e revistas do País arrotam independência, mas também sobrevivem, em parte, graças ao financiamento estatal. A dependência comumente é apontada como típica da periferia do capitalismo, em Estados emergentes e pobres, nos quais os agentes políticos não raro seriam tratados como deuses do Olimpo. Na quarta-feira, 17, a “Folha de S. Paulo publicou a reportagem “Gasto de estatais com publicidade sobe 65%”, acrescentando, no subtítulo, que “empresas controladas pelo governo federal gastaram com propaganda R$ 16 bilhões [o dado preciso é R$ 15,65 bilhões] no período entre 2000 e 2013”. Dos 14 anos apontados, três são referentes à gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e 11 dos governos do ex-presidente Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, ambos do PT.
A “Folha de S. Paulo”, como acontece com as publicações de São Paulo e Rio de Janeiro — que tendem a tratar o governo federal como uma espécie de colônia —, parece lamentar a pulverização “dos veículos que recebem propaganda das estatais. (...) Eles saltaram de 4.398 em 2000 para 10.817” em 2013. Não há nada de ruim nisto e, neste sentido, pode-se dizer que o PT é mais democrático do que o tucanato. Porém, como os dados não mentem, há uma questão que a “Folha” não enfatiza. Os meios de comunicações da maioria dos Estados — do Nordeste, Norte e Centro-Oeste — receberam migalhas. É como se a pulverização fosse mais para inglês ver. Quem faturou alto mesmo foram os veículos de São Paulo e Rio. O maior faturamento é do Grupo Globo, com R$ 4,216 bilhões. A TV Record aparece em segundo lugar — com 1,177 bilhão. O grupo (Rádio e Televisão) Bandeirantes, em terceiro lugar, faturou R$ 1,004 bilhão. A Globosat Programação Ltda. figura em quarto lugar — R$ 380,22 milhões. A Rede TV! recebeu 303,46 milhões. O governo pagou à Abril Comunicações Ltda. R$ 298,43 milhões. A Editora Globo S. A., que pertence ao Grupo Globo, embolsou R$ 248,36 milhões. Ela edita as revistas “Época” e “Época Negócios”. A Globo Comunicações e Participações S. A. ficou com R$ 242,33 milhões. A Editora Abril S. A. — que edita as revistas “Veja” e “Exame” — ganhou R$ 224,97 milhões (o dado certamente deve irritar os petistas ortodoxos, que abominam sobretudo a “Veja”). A empresa Folha da Manhã S. A. — que publica os jornais “Folha de S. Paulo” e “Agora São Paulo” — pôs na sua conta bancária R$ 206,23 milhões. O jornal “O Estado de S. Paulo” faturou R$ 187,52 milhões. A revista “IstoÉ” levou R$ 178,96 milhões. Na conta da TV Globo Ltda. entraram “apenas” R$ 158,46 milhões. As aspas em “apenas” tem uma explicação: o Grupo Globo, ao qual pertence a TV Globo, faturou vários bilhões. O Valor Econômico S. A., que pertence aos grupos Folha da Manhã (informação não prestada pela “Folha”) e Globo, recebeu R$ 128,69 milhões.
Nenhum dos grupos citados pertence a Estados do Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sul do País. Pode-se dizer, portanto, que, embora o PT seja crítico contundente dos monopólios na área de comunicação, os governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff, assim como o do tucano Fernando Henrique Cardoso, favoreceram (e, no caso da petista, favorece) os grandes grupos de comunicação. A pulverização é, por assim dizer, um verdadeiro mico. Jornais, rádios e emissoras de televisão de Estados como Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Bahia, Paraná, Maranhão e Amazonas recebem tão-somente migalhas. E com outra desvantagem: o governo do PT anuncia, mas demora a pagar.
A “Folha” mostra que publicações alinhadas com o governo petista recebem recursos que não levam em consideração audiência e acesso. “A ‘CartaCapital’, a revista semanal de menor circulação, aparece como destinatária de R$ 44,3 milhões.” O motivo do “presente”? O alinhamento automático da publicação dirigida e editada pelo jornalista Mino Carta. A revista publicou editorial assumindo que apoia o governo da presidente Dilma Rousseff — o que não é demérito algum. É melhor anunciar do que esconder apoio. A “CartaCapital” é crítica, nem sempre sutil, do tucanato. Piada que se conta, nos bastidores: uma professora pergunta a um jornalista da revista — “Meu jovem, quem descobriu o Brasil?”. Ele responde, sem titubear: “Lula!” Em seguida, a mestra inquire: “Meu jovem, quem ‘afundou’ o Brasil?” Mais rápido do que um míssil americano, o repórter replica: “Fernando Henrique Cardoso e o tucanato!”
A revista “Caros Amigos”, uma crítica radical do PSDB e defensora do petismo, pôs na sua conta, no governo petista, R$ 4,7 milhões.
Os dois blogueiros que mais defendem o governo petista e atacam o governo tucano, Luís Nassif e Paulo Henrique Amorim, receberam, entre 2003 e 2013, R$ 5,7 milhões de R$ 2,6 milhões, respectivamente. O site Brasil 247 recebeu, desde 2011, R$ 1,7 milhão. O portal Carta Maior faturou, de 2003 a 2013, R$ 9,1 milhões. O site Opera Mundi ganhou R$ 2 milhões. A “Revista Fórum” faturou R$ 1,7 milhão. Todos defendem o governo do PT e são críticos viscerais do tucanato.
O curioso é que deputados do PT de Goiás costumam dizer que a mídia local é pró-Marconi Perillo devido às verbas do governo estadual. Entretanto, não fazem nenhuma referência ao fato de que a presidente Dilma Rousseff gastou R$ 2,3 bilhões com publicidade em 2013. “Um desembolso recorde”, frisa a “Folha”. Só as estatais, como Petrobrás, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, torraram R$ 1,4 bilhão. Acrescente-se que tais valores “não incluem gastos das estatais com patrocínio cultural e esportivo”.
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Geralmente, a imprensa não consegue fazer bons textos sobre filmes de fantasia, pelo menos em Goiás. Quando o assunto são os filmes baseados nos livros do autor britânico J.R.R. Tolkien, então, a situação se complica ainda mais.
No dia 10 de dezembro, data de estreia de “O Hobbit: a Batalha dos Cinco Exércitos”, o “Pop” publicou a matéria “A despedida do Hobbit”, assinada por Rute Guedes. Em 2013, a jornalista não foi muito feliz em sua análise de “A Desolação de Smaug”, mas neste ano o texto sobre a última parte da trilogia cometeu poucos equívocos, porém, não passou ileso.
Pode ter sido erro de digitação, mas, segundo o “Pop”, o filme é baseado nas obras de R.R. Tolkien. Faltou o primeiro nome. O professor Tolkien se chama John Ronald Reuel Tolkien (J.R.R. Tolkien), e não apenas Ronald Tolkien.
Também há uma falha em chamar Gandalf e Galadriel de feiticeiros. Ora, Gandalf é um istari pertencente à raça dos Maiar, comumente denominado mago. E Galadriel é uma senhora élfica, com grande poder, mas que jamais pode ser classificada como feiticeira. Além disso, o rei élfico se chama Thranduil, não “Tranduil”, como informa o texto. Tirando isso, o texto de apresentação do filme ficou bom.
Os melhores textos sobre o filme, até o momento, foram publicados fora de Goiás. O melhor ficou por conta do colunista da “Folha de S. Paulo” Reinaldo José Lopes, publicado no dia 11. O texto chamado “Minutos finais salvam ‘Hobbit’ da overdose de pancadas” ressalta que há a impressão de que Peter Jackson “se tornou incapaz de distinguir entre a grandiosidade épica (que ele soube explorar na adaptação de ‘O Senhor dos Anéis’) e a overdose de pancadaria”. Sobre os minutos finais, Reinaldo Lopes diz que eles conseguiram amarrar a história à de “‘O Senhor dos Anéis’, de forma supreendentemente sutil e emocionante, criando a ilusão de um conjunto harmônico, a ‘hexalogia do anel’”, e declara: “Nem parece que a mesma equipe produziu essa passagem e as duas horas anteriores de filme”.
No “Estadão”, o jornalista Luiz Carlos Merten focou sua análise nos efeitos, e no motion capture, “que Jackson criou para viabilizar o Gollum, personagem-chave de Tolkien. Elogia o diretor neozelandês por ter feito uma revolução técnica no cinema mundial, algo que pode visto de modo claro em “O Hobbit”: “Tolkien foi um filólogo que pesquisou e sintetizou lendas e mitos de diferentes culturas. Mas justamente por ser linguista, ele construiu primeiro as línguas dos povos exóticos de seus livros — ‘o repicar dos sinos’ da fala dos elfos —, convencido de que a palavra deveria vir antes da história, e isso é Homero. Se Tolkien criou línguas, Jackson fez uma revolução técnica. Toda a trilogia do ‘Hobbit’ investe no grandioso, mas o que fica com a gente, no fim de tudo, é outra coisa. Para quem sabe ver, ‘A Batalha’ é um monumento de intimismo”. O foco de Merten merece elogios, visto que poucas críticas destaque a este ponto. Além disso, na ausência de qualidades no roteiro do filme, resta elogiar o aspecto técnico, porque, nisso, Peter Jackson é realmente mestre. (Marcos Nunes Carreiro)
Iúri Rincon Godinho Os regimes totalitários de esquerda ou direita diferem no conteúdo mas se assemelham na forma. Um traço comum é a intolerância com a imprensa, que — numa metamorfose quase sempre mais imaginária que real — se transforma em inimigo a ser combatido. Na vizinha Argentina, a presidente Cristina Kirchner (e antes dela o marido Néstor) trava uma guerra judicial contra o grupo que edita o diário “Clarín”. No Brasil, o neototalitarismo civil do PT volta e meia tenta emplacar leis para calar a imprensa. Quando não dá, parte para a tentativa de comprar a opinião de jornalistas, veículos e blogs. Na medieval Alemanha nazista, o governo simplesmente mandava quebrar as redações e colocava os “do contra” na cadeia ou em um dos vários e famigerados campos de concentração. Mais fácil e rápido. Em Munique, um pequeno jornal socialista, o “Münchener Post”, acompanhava os primeiros passos do partido nazista desde 1920. A história é contada em “A Cozinha Venenosa — A História do Münchener Post, o Principal Inimigo dos Nazistas na Alemanha”, da brasileira radicada naquele país Silvia Bittencourt. Logo o “Münchener” identificou — tarefa fácil — o caráter antissemita nos discursos de Hitler, o que não podia ser considerado lá muito pecado pós-Primeira Guerra na Alemanha. Mas era um jornalzinho menor no caldeirão de dezenas iguais a ele que circulavam só na cidade de Munique nos anos 20 e 30. Em dificuldades constantes, vivia trocando de donos, editores, colaboradores e jornalistas. Sua acanhada sede devia rescender cigarro e suor. A redação vivia sendo atacada de tempos em tempos pelos nazistas. Ferido, o jornal parecia ter 70 vidas. Mas, quando Hitler assumiu a chancelaria do Reich (similar à Presidência da Alemanha), em 1933, em pouco mais de um mês o “Münchener” foi literalmente quebrado. Só trabalhavam na redação 10 jornalistas e a publicação não chegava a 20 mil exemplares. Pouco importava, portanto, o tamanho do jornal, mas a força das palavras e a defesa do socialismo — chamava Hitler de “bacilo venenoso” e usava o humor para destruir as intenções belicistas do chanceler, classificando-o de “arremessador piolhento de lama”. Nas charges, retratava os líderes do partido nazista de forma humilhante — como levando chutes na bunda, por exemplo, ou estatelados no chão. Talvez o jornal não tenha sido, como diz o subtítulo do livro, o “principal inimigo” de Hitler, mesmo porque estava longe de Berlim, centro do poder e do Reichstag, o Parlamento alemão. Talvez nem o mais perseguido. Mas é simbólico por não ter abandonado a denúncia antinazista e circulasse em Munique, de onde o partido e seu líder emergiram para o poder. Se fosse em outro país, outra época, com certeza o “Münchener” também seria perseguido da mesma forma. Mas pagou caríssimo o preço pela audácia e insistência, durante o nazismo, o pior dos laboratórios de maldades do século 20 — ao lado do stalinismo e do maoísmo. Iúri Rincon Godinho é publisher da Contato Comunicação, poeta, jornalista e pesquisador da história de Goiás.
Iúri Rincon Godinho Quando a Segunda Guerra Mundial acabou, em 1945, a Alemanha e o Japão estavam destruídos. A dor japonesa deve ter sido maior, pois o país se vangloriava de, em três mil anos, jamais ter perdido uma batalha. A humilhação do imperador, tratado pelo povo como Deus, ajudou a derrubar os ânimos mais pétreos. Mas no mundo ocidental essa história é pouco conhecida, motivo pelo qual “Showa — A History of Japan: 1939-1944”, do combatente Shigeru Mizuki, se tornou um clássico pela maneira desapaixonada de tratar o conflito e pela coragem de expor o lado dos soldados que foram para a frente de batalha — um assunto por muito tempo tabu no Japão. É apenas o primeiro volume, ainda sem tradução em português, de um relato sem emoção dos abusos que os soldados rasos japoneses enfrentavam por parte dos oficiais. No país, quadrinhos é uma arte no mesmo patamar dos maiores clássicos no tradicional formato de livro. E Shigeru é um mestre do mangá, quase no mesmo nível de Osamu Tezuka — que inclusive tem uma história fantástica de duas pessoas chamadas Adolf, na Alemanha nazista. Em "Showa", Mizuki revela que muitos colegas não queriam se tornar kamikazes e jogar seus aviões com eles mesmos dentro contra alvos inimigos. Todos amavam o imperador, mas o mito dos soldados que corriam de boa-vontade no rumo do inimigo carregados de granadas nunca foi unanimidade. Logicamente, para quem estuda o assunto, o "fantasma" do soldado japonês que só se entregava morto foi criado e fomentado mais pelos ocidentais do que pelo exército imperial do Japão. Shigeru perdeu a mão na guerra. Logo a direita, a do desenho. Sem problema. Aprendeu a desenhar com a esquerda e hoje é um mestre cultuado. Pelo nível de "Showa" merece mesmo. Iúri Rincon Godinho é publisher da Contato Comunicação, poeta, jornalista e pesquisador da história de Goiás.
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Moderno e, sobretudo, eterno no Brasil só mesmo Carlos Drummond de Andrade e, quem sabe, João Gilberto. Na TV Globo, quase eternos são mesmo o divertido Didi e o vivaz Jô Soares (que, para reduzir custos, não terá o programa mais gravado ao vivo nem terá plateia). Xuxa, que parecia o Didi de biquíni, foi defenestrada e está a caminho da TV Record.
É uma decisão do Grupo Globo: salários acima de 1 milhão de reais, nunca mais. Faustão, com o complemento da publicidade, recebe 4 milhões por mês. William Bonner, apresentador e editor-chefe do “Jornal Nacional”, e Galvão Bueno, estrela-mor do jornalismo esportivo da TV Globo, recebem salários superiores a 1 milhão de reais. Assim como noutras praças mundiais, a TV Globo teria decidido que, mesmo com audiência alta, seus profissionais não mais receberão salários de tempos de crescimento econômico acima de 5%. Renata Vasconcelos, nova apresentadora do “Jornal Nacional”, não recebem nem 30% do que fatura seu colega de bancada, Bonner. Seu salário é menor do que o da ex-apresentadora Patrícia Poeta. Ainda assim, os salários da Globo são os maiores do mercado, com direito a bonificação, em dezembro. A Globo, que antes tinha um política de segurar profissionais, para não permitir que fossem contratados pela concorrência, agora decidiu que vai liberá-los. Xuxa foi afastada e a Globo por certo agradece a Record por contratá-la.
Numa entrevista à revista “Veja”, Bernardinho, o campeoníssimo técnico da seleção de vôlei, fala de corrupção na área esportiva e de um câncer maligno que uma equipe médica extirpou do rim direito. Leia um trecho: “Ainda não sei que desdobramento vai ter, mas faço aqui uma revelação. Cheguei do Mundial na Polônia e num exame de rotina descobri um tumor no rim direito. Nele havia células malignas. Extirpei o tumor e estou aparentemente bem. A cirurgia completou três meses. Fico ruminando essa história, porque há um ano e dez meses não tinha problema de saúde. Mas a irresponsabilidade vai te maltratando e maltratando. O médico do Hospital Sírio-Libanês que me atendeu disse assim: "O que tirei do seu corpo é uma metáfora do que deve ser extraído do país". A sensação que tenho hoje é essa mesmo: tudo o que está acontecendo com o vôlei é uma pequena célula doente de um organismo. Pode haver mais”.
Para o prefeito de Araguaína, o fortalecimento das legendas brasileiras passa pela tão falada reforma política. Porém, diz que as mudanças necessárias esbarram nos interesses pessoais de quem está no Congresso Nacional
A presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, desembargadora Ângela Prudente, oficializou o ingresso do Judiciário na Metrotins (Rede Metropolitana Comunitária de Ensino e Pesquisa de Palmas), que visa interligar, por meio de fibras ópticas, todo o complexo do Poder Judiciário na Capital (Tribunal de Justiça, Corregedoria-Geral, Fórum de Palmas, Esmat e Anexo II). Com uma velocidade de 10 Gigabytes, será possível fazer a transferência de dados de forma rápida e ainda mais segura. “Por sua relevância, o Metrotins se tornou um projeto estratégico para o Poder Judiciário e, a partir de agora, vai garantir mais segurança e agilidade na transferência dos dados da Justiça”, sustentou a presidente do TJ Tocantins. A rede é coordenada pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e integrada por oito instituições estaduais e federais. A transmissão dos dados do Judiciário será feita por fibra óptica exclusiva da Justiça.
Para punir de forma mais dura aquele que se omite em casos de tortura, o deputado federal César Halum (PRB-TO), apresentou Projeto de Lei que, segundo ele, tem o objetivo de corrigir falhas da Lei nº 9.455/1997, que define os crimes de tortura, de modo a equiparar, para fins de punição, tanto quem comete os crimes como quem se omite, podendo evitá-los. “Nós vimos recentemente, o caso de uma criança que era torturada pelo padrasto e a mãe nada fazia, mesmo sabendo de todos os casos de agressão à menina. Hoje, o padrasto se encontra detido, porém a mãe está em regime aberto. Não acho justo com a vítima”, explicou o parlamentar. No texto, Halum sugere aumentar de um para quatro anos de detenção a pena aos cúmplices, tornando o crime hediondo e inafiançável. “A ideia central é que quem se omite seja punido tão severamente quanto quem comete o ato, porque a meu ver é uma omissão criminosa”, observou.
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Clenan Renaut: meta é garantir liberdade ao Ministério Público[/caption]
O novo Procurador Geral de Justiça, Clenan Renaut de Melo Pereira, disse que trabalhará em prol do fortalecimento institucional do MPE e no enfrentamento das desigualdades sociais, da corrupção e do crime organizado. Ele, que assumiu o comando do órgão recentemente, destacou a meta de dar maior ênfase ao controle externo da atividade policial, exercido pelo Ministério Público, exigindo-se uma efetiva investigação dos crimes e a conclusão dos inquéritos nos prazos legais.
Uma pessoa que se identificou como policial sugere que o Jornal Opção recomende à Polícia Federal e à Interpol uma investigação de grupos religiosos radicais que estariam atuando na cidade de Trindade, a poucos quilômetros de Goiânia. Segundo o suposto policial, religiosos de origem árabe estariam atuando em Goiás, com extrema desenvoltura, e sugerindo que lutar contra Israel e Estados Unidos, além de lícito, é, política e religiosamente, fundamental. Ele afirma que não estranharia se o garoto de 18 anos, K. L. R. G., preso ao tentar cruzar a fronteira da Bulgária com a Turquia, tiver ligações com os religiosos baseados em Goiás. O jovem manteria ligações com o Estado Islâmico e seria terrorista. Ele é de Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Os religiosos de Trindade, segundo o "policial", teriam ligações com a Síria e o Líbano. "Mas é óbvio que nem todos defendem o terrorismo", afirma.
Nesta sexta-feira, 19, aconteceu na Câmara Municipal a sessão extraordinária que entregou ao secretário de Indústria e Comércio de Goiás, William O'Dwyer, o título honorífico de cidadão goianiense. Bill, como é chamado, nasceu em Ipameri, mas vive em Anápolis há aproximadamente 50 anos. A proposta de tornar Bill cidadão goianiense foi do presidente eleito da Câmara Municipal, Anselmo Pereira (PSDB). Durante a sessão, presidida pelo também tucano Thiago Albernaz, Anselmo pontuou a importância do trabalho feito por Bill para Goiânia, tanto na condição de empresário como na de cônsul honorário da Alemanha em Goiás. Em seu discurso, Bill agradeceu à sua família, mulher e três filhos, aos amigos presentes e a Anselmo, relembrando, inclusive, da votação histórica — ocorrida horas antes naquele mesmo local —, que rejeitou o projeto que aumentaria os valores do IPTU/ITU. O secretário ainda "cutucou" o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), ao dizer que "a Câmara, hoje, devolveu ao cidadão goianiense o direito de pagar um imposto justo". No fim, o secretário reiterou seu compromisso com Goiânia, agora como cidadão, e disse que continuará lutando pela cidade, "apesar de permanecer morando em Anápolis". Além da família e amigos, diversas autoridades presenciaram a entrega do título. Entre elas, o secretário de Gestão e Planejamento, Leonardo Vilela, que representou o governador Marconi Perillo (PSDB); os ex-secretários de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy e Rafael Lousa; e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Luiz Medeiros.

