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A ex-presidente da Petrobrás Graça Foster é corrupta? Tudo indica que não. Parece que não está envolvida com as falcatruas de políticos e empreiteiros. Se não está, por que foi pressionada a se demitir? Porque, embora possivelmente não esteja envolvida pela engrenagem corrupstêmica (corrupção sistêmica), a Petrobrás precisa de fatos novos para funcionar e se não arrebentar na bolsa. Não só. No mercado capitalista de alta competitividade, o político e o econômico, nenhum executivo pode ser inocente. Graça Foster pode não ter sido contaminada, por escolha pessoal, mas certamente sabia o que estava acontecendo, não nos porões, e sim nos mais refinados e poderosos gabinetes da empresa. Se não sabia, como seus “aliados” sugerem, é muito pior. Pois significa que não tinha domínio sobre o que acontecia, às claras, na Petrobrás. A suposta inocência de Graça Foster foi paga, se se pode dizer assim, com a demissão e, sobretudo, com o desgaste do nome para sempre.
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Prefeito de Paraíso defende Marcelo Miranda com dicas para “melhor governar”
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Foto: Gilson Cavalcante[/caption]
Na avaliação do prefeito de Paraíso do Tocantins, Moisés Avelino (PMDB), o governo Marcelo Miranda demorou a se articular para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e, por isso, não conseguiu quebrar o esquema montado pela bancada de oposição. No entanto, acredita que o governo não terá dificuldades em aprovar seus projetos na Casa.
Para evitar provocações, o deputado Eduardo Siqueira Campos (PTB) entende que a vitória do deputado Osires Damaso (DEM) na disputa pela presidência da Assembleia não caracteriza necessariamente uma vitória da oposição contra o governo: “São disputas de propostas e venceu quem apresentou uma proposta mais convincente aos olhos dos deputados”, ponderou. Eduardo ainda questionou, com ares de bom companheiro: “Que tempo o deputado Eli Borges teve para apresentar as suas propostas e tomou conhecimento de que seria candidato na hora da eleição?”.
“O costume já implantado no Estado não muito republicano, prevaleceu e houve compra de votos na eleição da mesa diretora da Assembleia”. A acusação é do deputado José Bonifácio (PR), para quem ocorreu uma movimentação de contratos milionários no Parlamento na gestão anterior, “o que torna o processo muito suspeito”. O republicano se refere à suposta marcação dos votos na cédulas do processo que elegeu os novos comandantes do Parlamento tocantinense, o que pode ter, em sua visão, “maculado o resultado da eleição” que elegeu o deputado Osires Damaso (DEM) como presidente.
A um site do Estado, o deputado Paulo Mourão (PT) reconheceu que o resultado da eleição revela a realidade do quadro político em que o governo tinha minoria. Prevaleceu a força do governo anterior que tinha uma bancada majoritária. Não tivemos, talvez, a sensibilidade de convencê-los para uma composição conosco”, lastimou o parlamentar. O petista avalia que o mais importante agora é abrir um debate franco nas comissões , lugar onde a bancada do governo ainda tem condições de indicar os cargos mais importantes. Paulo Mourão espera que nas comissões o governo Marcelo Miranda possa conquistar uma posição de equilíbrio ou até mesmo majoritária, em função da formação dos blocos parlamentares.
A aposentadoria de Siqueira Campos na política abre uma avenida de possibilidades, consolida o prestígio de Marcelo Miranda, mas também abre caminho para a renovação. Desempenho do governo pode determinar os novos rumos da política no Tocantins.
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa reajustou em 8,85% o valor das diárias pagas aos servidores. Os valores variam entre R$ 159 e R$ 484,49. Para as viagens ao interior do Estado, os valores variam entre R$ 159,51 e R$ 320,59. Caso se trate de viagem internacional, o valor da diária se mantém em US$ 400.
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Amastha tem fortes chances de reeleição, mas visa 2018 / Antônio Gonçalves[/caption]
Após as eleições em que foi fragorosamente derrotado, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP), abandonou as polêmicas inúteis e passou a se dedicar integralmente à gestão e já está colhendo resultados.
Amastha, que só trabalha amparado em pesquisa, já é visto não só como um prefeito com grandes chances de conquistar a reeleição, mas como um forte concorrente ao governo do Estado em 2018.
Tramitam na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) do legislativo estadual quatro Medidas Provisórias (MPs) que tratam da reorganização da administração direta e indireta do Poder Executivo. Elas concedem redução em 15% na aquisição de óleo diesel por empresas de transporte coletivo e modificam artigo da lei que dispõe sobre as diretrizes orçamentárias do Estado.
“Temos que fazer um governo de gestão para modernizar a máquina pública e garantir serviços de qualidade para toda a nossa população; temos que trazer de volta a dignidade e a autoestima de todos os tocantinenses, entregando ao nosso povo serviços de qualidade na saúde, na educação, na segurança pública, bem como fazer uma grande mudança na gestão dos recursos públicos”. O discurso é do governador Marcelo Miranda, na mensagem enviada ao Legislativo, na semana que passou.
Atendendo pedido do Ministério Público Estadual (MPE), a Justiça manteve decisão liminar que impede um grupo de empresas sediadas em Goiás de participar de licitações e de efetuar qualquer contratação com o poder público no Estado do Tocantins. A decisão atinge cinco empresas, que estão sendo acusadas pelo MPE de serem utilizadas por uma quadrilha para burlar o caráter competitivo das licitações que participavam. Mantêm-se impedidas de contratar com o poder público as empresas Irriga Máquinas e Iluminação Ltda, Iluminar Materiais Elétricos Ltda, Ultrawatts Materiais Elétricos Ltda, Elétrica Radiante Materiais Elétricos Ltda e Jorge Luis Rodrigues de Siqueira ME, que atuam no fornecimento de materiais elétricos e na prestação de serviços de iluminação.
Talvez por estarem envergonhados ou tentando ganhar dividendos eleitorais, os dois deputados estaduais petebistas – Eduardo Siqueira e Carlesse – já avisaram que vão doar o auxílio-moradia a que têm direito por força de lei (no valor de R$ 3,8 mil) a instituições de caridade.

