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Na noite de domingo (8/3), a presidente defendeu medidas econômicas que estão sendo adotadas. Moradores da capital goianiense fizeram "panelaço" durante transmissão
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Inezita Barroso morreu no Hospital Sírio-Libanês / Foto: reprodução vídeo/ bate-papo Uol[/caption]
A cantora e apresentadora do programa Viola, Minha Viola, Inezita Barroso, morreu nesse domingo (8) à noite no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aos 90 anos. Ela é reconhecida como a mais importante expressão artística da música caipira no país.
Inezita estava internada desde o dia 19 de fevereiro. A informação foi confirmada na página da TV Cultura na internet, emissora em que apresentava o programa.
A artista deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos.
O velório será na Assembleia Legislativa de São Paulo (Avenida Pedro Álvares Cabral, 201 - Parque Ibirapuera), aberto ao público.
Nota do senador Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás "O pronunciamento de Dilma é preocupante. Extremamente grave porque fica explícita a postura de uma populista que não tem compromisso com o País com afirmações descabidas no intuito de tentar encobrir toda a corrupção montada com o objetivo único do PT se manter no poder. Dilma tenta alegar desconhecimento da população em relação aos fatos, como se fôssemos bobos e também tivéssemos que ler na cartilha do PT. É incompetência de uma sequência de mandatos populistas no País semelhantes aos da Venezuela e Argentina. Dilma não tem humildade de um líder ou estadista para reconhecer seus erros. Quer induzir a população a imaginar que tudo que vivemos é apenas temporário com reflexos de recuperação já no final do ano. Mas sabemos que o momento é um dos mais críticos do Brasil, com uma crise institucional instalada, com denúncias que chegam a Dilma e a Lula. Tudo isso às vésperas da população iniciar uma marcha no próximo domingo para a maior manifestação democrática que o Brasil já assistiu contra esse populismo criminoso e corrupto instalado no governo federal. Dilma mente e deturpa a realidade, a exemplo do que fez em sua campanha eleitoral. O povo é sábio e nos ensina que quem mente, rouba. Chega de mentiras e de roubos." Ronaldo Caiado é líder do Democratas no Senado Federal
Presidente dos EUA afirmou que Dia Internacional da Mulher é uma data para celebrar as mulheres e dedicar-nos a defender os direitos fundamentais
Nos últimos cinco anos, número de empregadas no setor industrial subiu de 22,75% para 25,91%; diferença entre média salarial de homens e mulheres é de 10,34%
Relações comerciais entre o país e o Estado cresceu consideravelmente nos últimos quatro anos e serão discutidas durante visita
Decreto que declara áreas impactadas pelo BRT como de utilidade pública para fins de desapropriação foi publicado na semana passada
Ministro lembra que os depoimentos não constituem, por si só, meio de prova e cita os políticos como "possivelmente implicados" na representação criminal
Nilson Gomes O estardalhaço acerca da inclusão dos deputados federais goianos Roberto Balestra e Sandes Júnior na “lista de Janot” é desproporcional, inclusive na injustiça. Somando-se o que realmente há contra eles na petição 5.260, do Ministério Público Federal, e na decisão do ministro Teori Zavascki não dá um tuíte. Ainda assim, os dois documentos provocaram-lhes estragos imensuráveis na reputação. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu e Zavascki, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, quebrou o sigilo dos nomes. Imediatamente, todos estavam no fundo do poço, pois o prestígio e o respeito do MPF e do STF são muito maiores que os da classe política. Aliás, o MPF e o STF têm prestígio e respeito; os políticos, não. A fase ainda é de investigação, mas para a plateia basta constar na lista de Janot para o sujeito valer menos que excremento de cavalo de bandido. A leitura das 21 solicitações de abertura de inquérito revela trechos escabrosos sobre diversos dos 47 políticos citados. As atividades de alguns, como os senadores Fernando Collor e Edison Lobão, aparecem detalhadas. Os delatores Alberto Youssef (o doleiro Beto na intimidade) e Paulo Roberto Costa (o Paulinho de Lula, ex-diretor da Petrobras) contam minúcias, quem entregou o dinheiro, onde, como era cada esquema. Diferente de Sandes e Balestra, que merecem exatamente 79 caracteres, 67 sem os espaços: “dentre os deputados que o declarante tem certeza de que receberam valores estão”. Só isso. Unicamente. Mais nada. A petição do PGR tem 56 páginas e só isso aí contra Balestra e Sandes. Divididos, são 33 letras e meia para cada deputado goiano. A decisão do STF tem exatamente nenhuma letra, nenhum número, nenhum dado, rigorosamente nada contra Sandes, simplesmente nada contra Balestra. Não houve individualização de condutas nem esclarecimento do que cada aprontou e quanto levou precisamente. Não há nem do que eles se defenderem. Estão numa lista com outros 23, nominados possivelmente pela ordem em que foram lembrados pelo doleiro. Não há mais nada, nada, nada. Nenhuma prova, nenhum indício. Nada. Só a palavra do delator. Mais nada. Nada além do nome jogado no pântano por um que deixou o atoleiro graças à língua. Pode-se dizer, em favor da denúncia, que se Sandes e Balestra forem honestos a verdade vai aparecer durante a investigação. Isso é voltar ao obscurantismo: 1) Não existe denúncia. Aliás, nem inquérito, que ainda será aberto. Sandes e Balestra não foram nem indiciados e já estão condenados. 2) Balestra e Sandes não precisam provar sua inocência. O ônus da prova cabe a quem acusa, não aos acusados – aliás, nem acusação houve até agora. Sandes e Balestra não foram nem acusados e já estão condenados. 3) Se a verdade vai aparecer durante a investigação, por que não se investigou primeiro, produziu provas, ofereceu denúncia, julgou e condenou para só então revelar os nomes? Ser exposto é a parte mais terrível do cumprimento da pena, o que nesse caso ocorreu antes mesmo da investigação. Político depende de reputação para sobreviver. Uma lista como essa pode matar a carreira, além de manchar indelevelmente a reputação. Sandes e Balestra estão irremediavelmente tisnados. Quem disser numa roda que eles não têm nada com isso vai ser achincalhado pelos amigos. E a verdade é que nos depoimentos dos delatores e nas peças do MPF e do STF não existe nada contra eles. Nada. Linhas acima da citação aos dois goianos surgem uma gozação e uma quantia. O chiste: os 25 deputados (hoje, um deles é senador) teriam “menor relevância”. A quantia: receberiam mensalão de R$ 30 mil a R$ 150 mil. Não há menção se a referência ao baixo clero e ao dinheiro teria ligação com os parlamentares enumerados a seguir, inclusive Sandes e Balestra. O leitor da petição é levado a crer que são. Ou seja, além de corruptos, incapazes. Falar mal de político é um esporte internacional. Porém, vale para o meio jurídico o mesmo que para o futebol: a torcida tem o direito de achar o que quiser sem prestar contas do que disser, mas os profissionais da área devem fundamentar suas atitudes. É fácil odiar o coronelismo de Balestra, que em Brasília é um deputadeco de quinta categoria e no interior de Goiás é perseguidor implacável, o atraso em pessoa. É fácil rejeitar a jequice dos programas de rádio de Sandes, sua rudeza atávica, as cartas chorosas dos ouvintes, seus prêmios, enfim, o brega em pessoa. É fácil concordar que Balestra e Sandes são do baixo clero, porque é uma opinião (verdadeira) Difícil é provar que recebiam mensalão do petrolão, porque embasará uma sentença, não um texto opinativo qualquer. Difícil é tipificar conduta, lavrar uma acusação formal, pretender pena e condenar alguém com base apenas nos 33 caracteres e meio baseados em delatores sem nenhum caráter. Mesmo que Costa e Youssef fossem as pessoas mais probas do mundo. Mesmo que Beto e Paulinho fossem a Madre Teresa de Calcutá e a Mãe Menininha do Gantois, o Mandela e o Luther King, Tostão e Pelé, Liu e Léo. Mesmo que o papel de delator fosse nobre. Mesmo assim seria necessário juntar prova cabal para processar e condenar e, depois, revelar os nomes. Cadê prova material? Ah, virá com a investigação. Será? Alguns dos mais elogiados investigadores do mundo, integrantes da Polícia Federal e do MPF do Paraná, estão na nona fase da Operação Lava-Jato e produziram provas realmente robustas contra dezenas de pilantras. Contra Sandes e Balestra, 33 caracteres e meio para cada, até porque eles são do baixo clero. Será que em novos meses de investigação surgiriam documentos contra Sandes e Balestra? Surgiram contra vários outros. Contra os dois goianos, não. Para condená-los, não é suficiente sabê-los bregas, coronéis e de baixo clero. É preciso ter prova. Nada de teoria do domínio do fato, criada para punir nazista. É preciso ter prova. Há outros que saem das peças no mesmo estilo de Sandes e Balestra, sem nada que os incriminem. Dois deles, graúdos: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e o senador Antonio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais. Mesmo quem detesta Anastasia e Cunha não pode detestar o estado democrático de direito, que depende de provas para condenar. Quer dizer, pode-se até detestar o estado democrático de direito, mas quem vive nele tem de seguir regras inclusive para punir seres odiáveis como os políticos. Atirar Sandes, Balestra, Anastasia e Cunha no mesmo balaio de Lobão, Renan, Youssef e Costa não desmerece o documento elaborado após excelente trabalho da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Agentes, delegados e procuradores da República cumpriram o seu papel com brilhantismo e ajudaram a melhorar o Brasil, a salvar a Petrobras e a limpar a política. Cabe a Zavascki e aos outros três componentes da Segunda Turma do STF (Cármen Lúcia, Celso de Mello e Gilmar Mendes) a próxima e principal etapa: separar o que tem fundamento do que é apenas lorota. Nilson Gomes é jornalista.
Governador de Goiás por quatro mandatos, tucano não perdeu uma eleição desde que se elegeu deputado estadual em 1990
Gastos exorbitantes com consultoria, combustível, e restaurantes, como Tucunaré na Chapa ou churrascaria Gramado, chamam a atenção na verba indenizatória
A senadora goiana Lúcia Vânia pretende trocar o PSDB pelo PPS ainda este ano. Convidada para se filiar ao PSB pelo empresário Vanderlan Cardoso, a tucana, segundo um aliado, não quer se integrar a partido que já tem dono. Ela quer uma legenda pela qual possa ser candidata a senadora em 2018 ou, se quiser, a prefeita de Goiânia, em 2016.
Lúcia Vânia, uma senadora que trabalha e é de fato séria, está cansada de ser discriminada no PSDB — nacional, sobretudo, e localmente. No momento, fala-se em vários candidatos a prefeito de Goiânia, mas não cogitam seu nome. Recentemente, a cúpula nacional do partido a boicotou para impedir que assumisse um cargo na mesa diretora do Senado.
Para 2018, fala-se numa chapa para senador com o governador Marconi Perillo (PSDB) e Vilmar Rocha (PSD). O nome de Lúcia Vânia sequer é citado, embora, como senadora, seja candidata natural à reeleição.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve trabalhar a liderança do PSDB para que não tente “tomar” o mandato de Lúcia Vânia. O tucano de São Paulo tem apreço pela senadora.
A reportagem “Padre é funcionário fantasma da Assembleia há 20 anos”, que ocupou quase uma página, merecia manchete na capa do “Pop”, mas ganhou apenas uma chamada minúscula. Um repórter conta que um funcionário do jornal, ligado à renovação carismática, teria convencido o editor da primeira página a não carregar “nas tintas”. O que importa mesmo é que a matéria de Márcia Abreu é correta. A repórter conta que o padre católico Luiz Augusto Ferreira, da Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus, recebe R$ 11,8 mil (R$ 141 mil por ano), mas não frequenta a Assembleia Legislativa de Goiás. A denúncia é grave, mas o padre diz que não toca no dinheiro e que não deixou o cargo para usar o Ipasgo. Não se está sugerindo que o padre é corrupto, parece não ser o caso, mas no Brasil cobra-se uma ética rigorosa dos políticos, mas não dos demais cidadãos. Luiz Augusto, um religioso que dizem sério, deveria pelo menos ter dito: “Errei”. Há algum tempo, o rabino Henry Sobel quase foi destruído por reportagens implacáveis. Ressalvas breves, que não comprometem o texto: a repórter escreve Assembleia Legislativa, mas não acrescenta “de Goiás”. Seria um sintoma de que os repórteres avaliam que o jornal não está, ao menos integralmente, na internet? Márcia Abreu escreve: “O presidente da Assembleia, Hélio de Sousa, através de sua assessoria”. “Através” de sua assessoria não é possível. Deve se usar “por meio” ou “por intermédio”. E, no caso, Helio não tem acento.
Declaração veio após nomes dos deputados federais serem divulgados na lista de políticos investigados por possível participação no esquema da Petrobras
Greice Guerra
Concordo plenamente com o artigo que a revista The Economist publicou e foi tema do Editorial do Jornal Opção da última edição [“The Economist diz que culpado de o Brasil estar no atoleiro é o governo da presidente Dilma Rousseff”, edição 2069]. O Brasil vem sofrendo uma estagnação no setor produtivo desde 2009. A presidente afirmava o tempo todo que iria terminar o mandato com uma taxa Selic com apenas um dígito. Aconteceu totalmente ao contrário: terminou o mandato com taxa de dois dígitos e um pouco mais. Isso significa inflação, perda do poder aquisitivo, favorecimento do capital especulativo, encolhimento do setor produtivo da economia, desemprego, arrocho fiscal e monetário. Sem falar na queda dos investimentos.
Além disso, a situação escandalosa da Petrobrás e todos os atos de corrupção contribuem ainda mais para o descrédito do governo. O País vive um difícil momento econômico. Tudo que o governo petista deu para a sociedade e, principalmente, para a classe trabalhadora nestes últimos anos está tomando de volta em forma de aumento de impostos, energia, combustível e inflação dos alimentos. Na realidade, está fazendo a sociedade pagar a conta de suas corrupções. Em 2008, a bolsa não parava de subir, mesmo com a crise mundial e com a questão do “subprime” americano, que, de certa forma, favoreceu os Brics [sigla para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul].
O que mais puxava o Ibovespa [índice da Bolsa de Valores de São Paulo] para cima eram as ações da Petrobrás, com a tal da descoberta do pré-sal. Onde está o pré-sal hoje? A Bolsa desaba quase todos os dias por causa dos escândalos da estatal. E o pior: ainda temos quatro anos pela frente com esse governo. Concordo também com a revista quando fala que nossas leis trabalhistas são arcaicas. São mesmo. Esse “manto trabalhista” para o menor é uma das razões do nosso atraso, deveria ser repensada. Resta-nos acreditar e trabalhar.
Greice Guerra é economista.



