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Eleitores costumam dizer a respeito do prefeito de Formosa, Itamar Barreto, do PSD: “Nós realizamos seu sonho e você estragou o nosso sonho”. Por isso, o peemedebista Ernesto Roller lidera todas as pesquisas de intenção de voto. No município do Entorno do Distrito Federal só um político pode derrotá-lo. Quem? Ele próprio, se não trabalhar e avaliar que já está eleito. Com sua gestão desgastada e desmotivada, Itamar Barreto tende a se tornar, por vias indiretas, o principal cabo eleitoral de Ernesto Roller na campanha para prefeito do município.
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Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Geraldo Vandré e Roberto Carlos: suas artes e vidas, com seus aspectos negativos e positivos, poderão ser mais bem conhecidas[/caption]
O Supremo Tribunal Federal decidiu, na semana passada, pela liberação das biografias não autorizadas. A ministra-relatora Cármen Lúcia frisou que o direito à liberdade de expressão sobrepuja o dos indivíduos à privacidade.
A vida de um homem público pertence ao público, quer dizer, à sociedade. Portanto, deve ser descrita com liberdade por pesquisadores qualificados — como Lyra Neto (Getúlio Vargas, Castello Branco e José Alencar), Fernando Morais (Olga Benario e Assis Chateaubriand), Ruy Castro (Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda), Sérgio Cabral (Tom Jobim, Ataulfo Alves, Elizeth Cardoso e Nara Leão), Mário Magalhães (Carlos Marighella), Leonencio Nossa (Sebastião Curió), João Máximo (João Saldanha e Noel Rosa), Paulo Cesar Araújo (Roberto Carlos), Fernando Molica (Antonio Expedito Perera), Luiz Maklouf Carvalho (David Nasser).
Destes exímios biógrafos, apenas Ruy Castro (com a família de Garrincha) e Paulo Cesar Araújo (com Roberto Carlos) enfrentaram problemas judiciais. Nenhum pode ser qualificado de sensacionalista ou de ter achincalhado a vida das pessoas examinadas. As biografias colaboraram para o entendimento dos pesquisados, de suas obras e, em alguns casos, serviram mesmo para “reabilitá-los”. Nelson Rodrigues já era grande, mas, como estava meio esquecido, “cresceu” com o denso estudo de Ruy Castro.
A liberdade para dissecar uma personalidade pública não equivale à liberdade para achincalhá-la. Porém a maioria dos biógrafos pretende muito mais explicar a vida das pessoas, com suas contradições, do que agredi-las. A biografia de Assis Chateaubriand é tão bem feita que, mesmo a exibição de sua faceta pantanosa, não o diminui como empreendedor jornalístico e criador do Museu de Arte de São Paulo. Os problemas são apontados, mas as virtudes são conectadas. Um leitor pode avaliar que se trata de um escroque. Outro leitor pode percebê-lo como um empresário modernizador na área da comunicação.
Biografias laudatórias não servem para a compreensão da vida e da obra dos pesquisados. Biografias críticas e equilibradas ajudam a entender a história das pessoas e do país. Com a decisão do Supremo, o brasileiro poderá ler, brevemente, biografias de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Geraldo Vandré e Roberto Carlos.
O prefeito de Porangatu, Eronildo Valadares (PMDB), diz que, se o empresário Paulo Van Der Laan, sócio da Casa do Criador, quiser disputar a prefeitura, em 2016, vai apoiá-lo. “Paulo Van Der Laan, filiado ao PTC, se estiver disposto a disputar, é um candidato muito bom. Eu o apoiaria com facilidade. Mas não acredito que vai postular a prefeitura”, afirma Eronildo Valadares.
O ex-governador Irapuan Costa Junior traduziu um livro alentado do filósofo britânico Herbert Spencer, do século 19. Trata-se de uma tradução precisa, feita por um estilista. A obra será publicada por uma editora de São Paulo.
“Pelo que ouvi, o Aquino fez miséria com os alemães”, diz o segundo-tenente Ernâni Vidal e foi o primeiro a chegar no topo do Monte Castello
Presidente do PHS de Goiânia, Marcelo Augusto diz que não é contrário à candidatura do delegado-deputado Waldir Soares a prefeito da capital pelo partido. “Porém, para disputar, primeiro ele tem de conversar com a direção do partido. Não pode chegar já como candidato; o PHS não é um partido de aluguel.” O ex-vereador é o pré-candidato do PHS a prefeito. “Não vamos desprezar um aliado como Waldir Soares, mas os companheiros, e não apenas eu, devem ser consultados.”
Depois do blog Goiás Real, o PMDB lança, no dia 15 de novembro deste ano, a TV Goiás Real — com o slogan “Onde você é o repórter”. Seu idealizador, o deputado estadual José Nelto, afirma que o objetivo é mostrar, com imagens vivas e candentes — com o apoio da população —, os problemas não resolvidos pelo governo de Goiás. “Sem baixarias, só com fatos”, frisa o parlamentar. José Nelto conta que o blog Goiás Real é feito por 12 pessoas, entre jornalistas, blogueiros e colaboradores. “A situação acessa o Goiás Real e a oposição acessa o Goiás 24 Horas”, brinca o peemedebista. “O blog estreou no dia 1º de maio e faz sucesso em todo o Estado. Estamos bombando até fora de Goiás.”
Não se pode falar em “síndrome do pânico” na redação do jornal “O Popular” — o que mais demite no Estado de Goiás. Mas, sim, é possível falar em pânico. Na semana passada, jornalistas disseram a um repórter do Jornal Opção — depois da demissão da primeira repórter do jornal “Daqui”, do Grupo Jaime Câmara — que ninguém se sente mas seguro. Os repórteres e editores experientes são cada vez mais escassos e os mais jovens não recebem nenhuma orientação. Mesmo assim, a cúpula do jornal cobra muito da reduzida equipe (os fotógrafos agora são obrigados, além de fazerem fotos, a gravarem vídeos e a escreverem pequenos textos, sobretudo para o site do jornal — o que, breve, a Justiça do Trabalho pode configurar como dupla função). Ante a pressão, há sempre a informação de que novas listas de demissão estão sendo preparadas, um grupo de pelo menos cinco repórteres quer ser demitido. Eles não vão pedir demissão, mas, se forem afastados, não vão reclamar. Só querem receber seus direitos e procurar um novo trabalho. Os jornalistas comentam, abertamente, que a redação do “Pop” está cada vez mais desmotivada e sem rumo.
Até jornalistas experimentados de “O Popular”, como Jarbas Rodrigues, estão cometendo erros crassos. Na semana passada, na coluna “Giro”, depois de uma barriga fenomenal (não corrigida) — “informou” que João Meirelles seria presidente do PSDB regional —, o jornalista “revelou” que João Balestra não seria mais indicado para a presidência regional do partido. Ora, parente do deputado federal Roberto Balestra (PP), João Balestra não é filiado ao PSDB (é do PP) e, portanto, nunca foi cogitado para dirigir o tucanato goiano. A coluna Bastidores, do Jornal Opção, informou, desde o início, que o ex-deputado estadual Afrêni Gonçalves deveria ser o presidente do PSDB.
O UOL frequentemente publica notícias garantindo que a jornalista Patrícia Poeta está na “geladeira” da TV Globo. Se a informação divulgada na quinta-feira, 11, pelo jornalista Leo Dias, do jornal “O Dia”, estiver correta, o UOL estava errado. Segundo o colunista, a ex-apresentadora do “Jornal Nacional” retorna à Globo em agosto. Patrícia Poeta vai apresentar uma revista eletrônica, aos sábados, das 9h ao meio-dia, “ao lado de André Marques e Cissa Guimarães”. Estuda-se a participação de outros profissionais. Segundo Leo Dias, o programa terá “muita música. Serão apresentados os dez sucessos mais pedidos da semana. Os telespectadores vão poder participar, enviando para a atração os nomes das canções que gostariam de ouvir. O programa vai ter espaço também para os bastidores das gravações das novelas e até antecipar o que vai ser gravado”. O programa será dirigido por Ricardo Waddington, segundo Leo Dias.
Li mais uma vez a biografia “Roberto Carlos em Detalhes”, do escritor e historiador Paulo Cesar Araújo. Trata-se, de fato, de uma obra alentada, mas laudatória. Falta uma interpretação mais detida da música de Roberto Carlos e evidenciar o seu lugar na música brasileira. É biografia de pesquisador sério e apaixonado. Mas a paixão turva, aqui e ali, a capacidade de julgar — daí a laudação. Fica-se com a impressão de que, sem Roberto Carlos — um cantor de certo mérito —, a música brasileira não existiria ou, ao menos, seria menor. Se o livro é elogioso, “em detalhes”, por que Roberto Carlos recorreu à Justiça para censurá-lo? Possivelmente devido à menção da doença-morte de Maria Rita, grande paixão do cantor, e do acidente no qual o menino Roberto Carlos perdeu uma perna (um trem de ferro cortou-a). Será isto mesmo? Paulo Cesar tem sugerido que o artista sempre quer faturar com os “produtos Roberto Carlos” e a biografia publicada pela Editora Planeta não lhe rendeu nenhum centavo. Talvez o motivo real permaneça no terreno do insondável, não do comercial. Ao pedir a retirada do livro de circulação, o que obteve na Justiça, ele certamente queria mandar um recado para outros biógrafos, quiçá mais sensacionalistas: “Não mexem comigo, não revelem meus segredos”. Agora, como o Supremo Tribunal Federal decidiu que não se precisa de autorização prévia para se publicar biografias — as chamadas “não autorizadas” —, Paulo Cesar informa que vai publicar uma edição revista, pois a primeira edição saiu há nove anos. “A Suprema Corte acabou com esse entulho autoritário da censura prévia. Meu livro voltará. Será atualizado. A publicação anterior era de 2006, Roberto Carlos não tinha feito ‘Esse cara sou eu’. Então será uma obra ampliada e atualizada”, disse o biógrafo ao jornal “O Globo”. Paulo Cesar frisa que vai contar, na nova edição, a história do conflito judicial com Roberto Carlos. “Tudo isso faz parte da história de Roberto Carlos. Ele sempre se declarou apolítico e pela primeira vez defendeu publicamente uma causa, a da censura prévia. E foi derrotado. Vou narrar isso em detalhes”, afirma. Na verdade, o autor já contou parte da história no livro “O Réu e o Rei — Minha História com Roberto Carlos” (Companhia das Letras, 528 páginas). Espera-se que a mágoa não turve a mente de Paulo Cesar. Ele garante que sua admiração pela música de Roberto Carlos, apesar da pendenga judicial, permanece. “Não acho a música dele feia porque me processou”, sublinha. Mas, ao menos nas entrevistas, o autor mostra-se, com certa razão, tremendamente magoado. O cantor não quis aceitar a óbvio: o livro só o promove.
Nas redes sociais, as pessoas se sentem à vontade para destilar seus pensamentos preconceituosos e individualistas
Bruno Garschagen escreveu um livro inteligente e ousado: “Pare de Acreditar no Governo — Por que os Brasileiros Não Confiam nos Políticos e Amam o Estado” (Record, 322 páginas). O autor sugere que, apesar criticar os políticos, o brasileiro está sempre pedindo ao governo que interfira na sua vida. Quer dizer, critica os políticos, mas cobra a presença deles.
Maria Betânia é uma grande cantora; talvez menos inventiva do que Gal Costa e, antes, Elis Regina. Mas poucas vozes cativam, comovem e apaixonam tanto. Certo dia, passei na porta da discoteca Paulistinha, a do Flamboyant (extinta), e ouvi que tocava uma música de Bethânia. Passei e logo voltei. Seria um sacrilégio não ouvir a música inteira. Aquela voz que arranca a alma dos calabouços não pode ser perdida assim não. Noel Rosa na voz de Bethânia (https://www.youtube.com/watch?v=zD-7VgISbJo) contém tanta mestria que começo a chamá-lo de Noelão Rosão. O samba de Noel Rosa não é pesado e, por isso, exige que a voz da cantora capte sua leveza. Sua música e a voz de Bethânia casam-se à perfeição.
Diferente do hermano Caetano Veloso — o Machado de Assis da música (Chico Buarque é o Guimarães Rosa) —, Bethânia é discreta. Porém, muitas vezes assume posições mais consistentes. Na quarta-feira, 10, entrevistada por Luiza Franco, da “Folha de S. Paulo” (“Cada um escreve o que quer; eu sei o que sou”), Bethânia, ao ser informada que um professor universitário está escrevendo sua biografia, disse: “Não autorizei ninguém a escrever. [pausa] Mas quem quiser escrever, pode escrever o que quiser”.
A repórter insiste: “Se fosse sem seu aval, você se incomodaria?” Bethânia responde: “Eu não. Não tenho nada com isso. Cada um escreve o que quer. Eu sei o que sou”.
Sobre o boicote (talvez não só evangélico) à novela “Babilônia” — que apresenta duas lésbicas, interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg (o preconceito deve ser duplo: ao fato de serem lésbicas e velhas; muitos, talvez a maioria, querem que os idosos sejam amebas, e não seres sexuados, vivos) —, para a qual interpreta uma música, Bethânia diz: “O Brasil oscila. Dá sinais de uma modernidade, de uma natureza que é real, nossa. É o Brasil de dentro. As pessoas são lindas, encantadoras. E de repente recua quilômetros e dá uma topada feia. Sai do paraíso para o inferno em tudo: política, religião, amor, preconceito. Temos essa coisa muito extremada, muito perdida ainda. Acho que é um pouco infantil. Somos curumins”.
Bethânia tem lido Clarice Lispector nos seus espetáculos e, por isso, a repórter quer saber o que a atrai na obra da escritora. “Clarice veio forte aos 50 anos. Fiquei surpresa, achei que ia ser mais misturado de autor. Mas quando vi, era ela. Fico muito impressionada com a particularidade, a esquisitice, a franqueza. Esquisitice no melhor sentido. Ela e Fernando Pessoa são autores que se expõem”. A cantora nem deveria ter dito “esquisitice no melhor sentido”. Porque, em Clarice Lispector, a esquisitice incomoda, espanta e atrai. É esquisitice em vários sentidos...
Aos 68 anos, Bethânia guarda um ar juvenil, vivíssimo, com aqueles olhos que riem junto com a boca.
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João Gomes se reuniu com Jorge Luiz Bastos, da ANTT, para cobrar melhorias[/caption]
O prefeito João Gomes (PT) foi a Brasília na semana passada com uma série de reivindicações junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Acompanhado do deputado federal Rubens Otoni (PT), o chefe do Executivo anapolino se reuniu com o diretor-geral do órgão, Jorge Luiz Bastos, para apresentar os projetos a serem realizados no contorno rodoviário de Anápolis que estão pendentes de execução. O trecho se refere ao perímetro urbano da BR-060 que, atualmente, está sob administração da empresa Triunfo Participações e Investimentos, ganhadora do direito de exploração da infraestrutura da rodovia.
Entre as ações estão a realização de obras de infraestrutura, que configuram na construção de três viadutos no perímetro rodoviário da cidade e ainda a instalação de iluminação em todo o trecho — com destaque ao viaduto do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia). João Gomes apresentou a documentação e projeto a Bastos e sua equipe, formada por engenheiras e advogadas. A ação deve ser desenvolvida junto à empresa que adquiriu a concessão da rodovia e que em algumas semanas deverá iniciar a cobrança de pedágio. “Nossa intenção é fazer com que esta concessão traga benefícios diretos à cidade, é isso que a população espera”, disse o prefeito.
Jorge Luiz Bastos se comprometeu junto ao prefeito e ao deputado a promover encontro com os técnicos da concessionária a fim de estipular um projeto exequível e um cronograma para a realização das intervenções sugeridas. Ele explicou que há uma adequação a ser feita junto ao aporte de verbas previsto dentro do contrato firmado entre o governo federal e a empresa e que, a partir disto, haverá toda a disponibilidade para atender às reivindicações. “É de interesse da ANTT celebrar as melhorias que garantam a segurança das nossas BRs”, disse o diretor-geral.

