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O vice-governador José Eliton (PP) articula com tanta habilidade e volúpia que surpreende políticos mais experimentados. Possível candidato a governador, em 2018, está montando uma base política ampla, com políticos de vários partidos. Trata-se um “craque”, dizem todos, inclusive o governador Marconi Perillo (PSDB).
Em defesa da manutenção de todas as zonas eleitorais existentes em Goiás, os presidentes da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), juiz Gilmar Luiz Coelho; da Associação Goiana do Ministério Público (AGMP), Benedito Torres Neto; e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), Enil Henrique de S. Filho protocolizaram, junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO), um manifesto conjunto que reforça o entendimento das três entidades pela necessidade de ampliação da Justiça Eleitoral no Estado.
O vice-governador José Eliton está organizando o PP em todo o Estado. Em Goiânia, o partido pode até apoiar o tucano Jayme Rincón para prefeito, mas vai procurar lançar uma chapa consistente para vereador. Na semana passada, o partido circulou uma lista preliminar, quer dizer, não definitiva, como nome de 12 pré-candidatos: Adão da Feira (ainda não está filiado); Darlan Ferreira; Frederico Michell (representando da juventude do partido); Jacira Alves (ex-vereadora); João Neguinho (região Noroeste); José Macedo (região do Setor Maísa); Leila Miranda; Mãezinha (Maria dos Anjos); Maria das Graças (líder evangélica); Renato Bernardes; Saulo Furtado (ainda não está filiado);
Faltam vagas – Juízes da Infância e da Juventude reunidos em workshop disseram que são obrigados a liberar autores de atos infracionais graves por falta de vagas para internação em Goiás.- Preço de passagens aéreas – O preço das passagens aéreas no Brasil será tema de audiência pública na quarta-feira, promovida por três comissões da Câmara dos Deputados — Viação e Transportes, Turismo e Defesa do Consumidor.
- Agenda da Câmara para julho — O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pretende votar a reforma política em segundo turno na segunda semana de julho. A primeira semana será dedicada à proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos de idade.
- Honorários advocatícios – Ao julgar recurso sobre honorários advocatícios, a 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o respectivo percentual deve incidir também sobre valores incontroversos depositados por ordem do juiz a título de tutela antecipada, e não somente sobre o valor remanescente reconhecido na condenação.
Pré-candidatos a vereador por Goiânia pelo PP cobram mais empenho do presidente metropolitano do partido, Ricardo Yano. Por ser empresário e pecuarista, Ricardo Yano fica muito tempo fora da capital e, por isso, não dá assistência aos correligionários. Militantes do partido sugerem que o deputado federal Sandes Júnior reassuma o comando na capital.
Obra do sacerdote redentorista terá cenas gravadas em três países e seis localidades. A Capital da Fé terá cidade cenográfica
Felipe Cândido
Especial para o Jornal Opção
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A produção está em fase de captação de recursos em leis de incentivo[/caption]
Com apoio logístico do governo municipal de Trindade, na gestão do prefeito Jânio Darrot (PSDB), realização da Yela Filmes, produção da Fundação Casa de Atores, Grupo de Teatro Desencanto, Cinemix, texto e direção de Fábio PH, o filme “Padre Pelágio – Santificado Seja o Vosso Nome” começa a ser realizado em Trindade.
A obra terá cenas previstas na Alemanha, Itália, Rio de Janeiro, Aparecida do Norte (SP), Goiânia e Trindade, e retratará a atuação de Pelágio Sauter, o padre redentorista alemão que desembarcou no Brasil em 1909 e nunca mais retornou a seu país de origem. Padre Pelágio faleceu na Santa Casa de Goiânia, em 1961, foi venerado pelo papa Francisco em 2014 e conta com evoluído processo de beatificação na Santa Sé, em Roma.
Em favor dos necessitados e enfermos, o padre andava grandes distâncias no lombo de um cavalo e possuía um vasto currículo de curas, muitas delas não explicadas pela medicina. Ele, que é considerado um dos grandes promotores da Romaria do Divino Pai Eterno, afirmava que amava a cidade de Trindade e por ela dedicou quase 40 anos da sua vida.
Cidade cenográfica
A encenação de Padre Pelágio será realizada em três fases da sua existência. Além disso, está previsto grande número de figurantes, figurinos de época, 110 atores com falas, dezenas de técnicos e a construção de uma cidade cenográfica em Trindade. As sequências de reconstituição do velório e enterro do padre — um dos mais concorridos da história de Goiás — e de uma romaria na década de 20 serão momentos de extremo desafio para os realizadores.
A produção atua na captação de recursos em leis de incentivo junto aos governos federais de Brasil e Alemanha e do governo de Goiás, e já conta com apoio da PUC TV, TV Aparecida e Sindicato dos Artistas de Goiás. Ações e mobilizações foram iniciadas, buscando a adesão e contribuição de católicos de todo o Brasil, incluindo a pré-venda do DVD.
Tendo no currículo serviços prestados para as principais emissoras do Brasil, este será o segundo longa-metragem do diretor e autor Fábio PH. “O projeto nasceu há dois anos, após ter engavetado temporariamente a ideia de fazer a novela ‘Me Ensina a Ser’”, conta. Em pesquisas sobre a história de Trindade, o diretor conheceu a trajetória de Padre Pelágio. “Acredito ser, hoje, uma das pessoas que mais entendem sobre a vida dele. Não dá para deixar isso escondido. Padre Pelágio é fabuloso, é uma das provas da presença e dos milagres do Deus vivo na terra”, destacou PH.
O consagrado teatrólogo Amarildo Jacinto assinará a direção de elenco. As oficinas começam a ocorrer no Grupo Desencanto de Teatro. “Padre Pelágio – Santificado Seja o Vosso Nome” será gravado a partir de maio do próximo ano e tem estreia nacional prevista para o dia 23 de novembro de 2016, data dos 55 anos de morte de Pelágio.
Serviço:
- “Filme Padre Pelágio – Santificado Seja o Vosso Nome”
- Informações sobre elenco – Grupo de Teatro Desencanto – 3110-3134
- Apoios e adesões ao projeto – (62) 3506-7013 / (62) 9310-9541
Líderes de partidos aliados do governador Marconi Perillo sugerem que a base deve lançar para governador, em 2018, José Eliton (PP) ou Thiago Peixoto (PSD). Este também é sugerido para vice do primeiro. Só que todos admitem que está cedo, muito cedo, para definições. E com absoluta razão. Mas as articulações começam cedo mesmo. Em política, quem chega tarde não ocupa (o) espaço.
Um lua azul do marconismo disse ao Jornal Opção que o secretário de Gestão e Planejamento do governo de Goiás, deputado federal licenciado Thiago Peixoto (PSD), pode ser o vice de Jayme Rincón na disputa pela Prefeitura de Goiânia.
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Divulgação[/caption]
Gilson Cavalcante
O senador Donizeti Nogueira (PT) sustenta que o seu partido tem condições de eleger prefeitos em cidades importantes do Estado. No entanto, ressalta que, apesar de enfrentar dificuldade nas três maiores cidades do Estado (Palmas, Araguaína e Gurupi), pretende disputar a prefeitura de Araguaína com candidatura própria. “Temos uma aliança em Gurupi com o prefeito Laurez Moreira (PSB), que deverá ser mantida e, em Palmas, temos que avaliar, pois o PT participa da administração municipal e do governo do Estado. Por isso, discutiremos com o PMDB e com o governador Marcelo Miranda, para decidir”, ponderou o petista na entrevista ao Jornal Opção. Na sua avaliação, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha, agora no PSB, está tomando iniciativas de quem quer disputar a reeleição “para ganhar, trabalhando para ter o maior número de aliados, o que me parece correto, mas ainda é muito cedo para avaliar o cenário do ano que vem, porque dependemos do resultado da reforma política”.
Como o PT está se preparando para as eleições municipais de 2016 no Tocantins?
A primeira fase de preparação é interna. Temos 42 diretórios e, no final de outubro, vamos fazer eleições nos 74 municípios que têm comissões provisórias do partido. A orientação da direção do PT é que em todos estes municípios tenhamos chapas próprias de candidatos a vereadores. A preparação também é acompanhada de um programa de formação política e da construção de projetos de desenvolvimento para os municípios.
Qual a estratégia para o lançamento de candidaturas próprias a prefeito?
Existe uma discussão em curso, no Senado e na Câmara, sobre a reforma política. Então, é muito cedo para responder esta pergunta. Eu acredito que qualquer estratégia pensada agora pode se revelar falha ou indevida porque não está claro qual será a dimensão desta reforma.
O partido tem condições de eleger prefeitos em cidades importantes do Estado?
Sim, o PT tem condições de eleger prefeitos em cidades importantes. Apesar de enfrentar dificuldade nas três maiores cidades do Estado, pretendemos disputar a prefeitura de Araguaína com candidatura própria e temos uma aliança em Gurupi com o prefeito Laurez Moreira (PSB), que deverá ser mantida. Em Palmas, temos que avaliar porque o PT participa da administração municipal e do governo do Estado. Discutiremos com o PMDB e com o governador Marcelo Miranda para decidir. O Partido dos Trabalhadores também está trabalhando para ter candidatos em outras cidades importantes como Araguatins, Guaraí, Colinas, Dianópolis e Formoso do Araguaia.
Quais critérios serão usados para a política de alianças?
A política de aliança do PT é bastante ampla. A princípio, nós trabalhamos para construir candidaturas com todos os partidos da base aliada da presidente Dilma.
A base de apoio ao governador Marcelo Miranda pode ser ampliada? O que deve ser trabalhado nesse sentido?
A base de apoio do governador Marcelo Miranda já foi ampliada na Assembleia, pois partidos que não disputaram as eleições conosco, como o PSB, já o apoiam. Sobre 2016, as eleições municipais são muito diferentes das eleições estaduais e nacional, porque o que determina a política de alianças é a conjuntura local. Pode haver disputa dentro da base aliada ou alianças com partidos que não pertencem à base.
A postura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha, agora no PSB, abrindo sua gestão para o maior número de partidos, acena para uma possível terceira força política no Estado? Como o sr. avalia as últimas cartadas do prefeito?
O prefeito Carlos Amastha está tomando iniciativas de quem quer disputar a reeleição para ganhar, trabalhando para ter o maior número de aliados, o que me parece correto, mas ainda é muito cedo para avaliar o cenário do ano que vem porque dependemos do resultado da reforma política.
Tanto PT quanto PMDB e, agora o PSD, fazem parte da administração de Amastha, que está em um verdadeiro balaio de gatos. O sr. acha que ele consegue chegar até o início de 2016 com todo esse apoio?
Eu não tenho como vaticinar se vai chegar ou não. Naturalmente, eu penso que o PT precisa ter candidato neste momento, mas isso não quer dizer que o partido não vai apoiar o candidato lançado pela coligação com o PMDB ou que não vamos apoiar o prefeito Amastha na reeleição. Reforço que é muito cedo para uma definição. Em um primeiro momento, o PT em Palmas precisa fazer um debate interno e externo, discutir com a sociedade e construir uma chapa de vereadores forte. Do meu ponto de vista, só é possível definir se teremos candidaturas próprias ou não em abril do ano que vem.
Já que a tão propalada reforma política foi frustrada, o que deve ser feito para que o governo brasileiro volte a ganhar credibilidade?
O que está sem credibilidade não é o governo e sim a política, devido ao massacre dos últimos 10, 12 anos. Como não temos uma oposição que enfrente um debate de projetos, um grupo de meios de comunicação tem sido o grande partido de oposição e, para massacrar o governo e o partido, incorreu no massacre da política, que atinge todo mundo. Estamos vivendo um momento de negação da política, de baixa representatividade e, infelizmente, eu não vejo que a reforma política em curso possa recuperar esta credibilidade. Vamos enfrentar as próximas eleições com baixa credibilidade e temos que aproveitar o debate para recuperar o papel tão importante que a política tem para qualquer sociedade democrática.
Mas o assunto pode ser retomado.
Veja bem: o projeto de reforma política de iniciativa popular, apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fortalece os partidos e cria uma cláusula de barreira sem trauma impositivo, que tem pontos positivos que contribuem para a reforma. É preciso olhar para o retrovisor para visualizarmos o aperfeiçoamento e a modernização do sistema que, em pouco tempo, saiu do processo de contagem manual para a urna eletrônica e já começa a implantar o sistema biométrico. A apuração das eleições era manual, com resultado demorado e duvidoso, com contagem, recontagem, brigas de fiscais e representantes de partidos adversários. Você ia para casa com o nome do adversário na cabeça, porque o PT tinha poucos votos e os adversários, muitos. A construção da democracia não é fácil, mas é melhor que qualquer ditadura. Defendo ainda o voto obrigatório e a criação do que chamou de “Fundo Democrático” de financiamento misto público-privado, sob o controle da Justiça Eleitoral, em que os recursos serão distribuídos de forma impessoal. Defendo também a unificação das eleições e a soberania do povo, que deve decidir se quer ou não reeleger os seus candidatos. Vivemos hoje um momento extraordinário, apesar da crise, mas enxergo um momento histórico em que o Parlamento e a classe política serão capazes de dar uma resposta às inquietudes da população através de reformas políticas que atendam aos interesses nacionais.
O Brasil está política, ética e moralmente desgastado no cenário nacional e internacional. Qual a saída?
Dizer que o país está desgastado do ponto de vista internacional é faltar com a verdade. O Brasil tem uma respeitabilidade muito grande. Um país que está desgastado internacionalmente não consegue participar de uma articulação tão importante como o BRICS, que cria um novo polo econômico no mundo. Reafirmo também que o país não está desgastado internamente, o que está desgastada é a representatividade política. O Brasil continua sendo amado e respeitado. Em qualquer pesquisa que se faça, existe um orgulho grande em ser brasileiro, algo que cresceu nas últimas duas décadas. Eu não acho que o país está ética e moralmente desgastado e falido, como não está falido do ponto de vista econômico. O Brasil precisa de ajustes neste momento, mas tem fundamentos econômicos muito sólidos para enfrentá-lo.
O que o sr. pensa sobre a redução da maioridade penal?
O sistema penitenciário brasileiro não recupera, mas colabora para a formação de mais bandidos. O investimento na educação seria o melhor caminho para diminuir a violência no Brasil e o Estado não pode se eximir dessa responsabilidade. Reduzir a maioridade penal hoje no Brasil, na contramão do que acontece no mundo, é criar um problema mais grave para a sociedade brasileira, porque essas crianças, esses jovens, esses adolescentes serão encarcerados em um sistema deteriorado, em um sistema que não promove a reinserção do cidadão apenado depois que cumpre sua pena. No Brasil, existe um déficit de julgamento muito grande do qual o Judiciário não tem dado conta. Cerca de 30% ou mais dos presos, que ainda não são apenados, estão aguardando julgamento. Uma solução para a questão é o sistema socioeducativo, que também não está dando conta de atender aos adolescentes. O sistema socioeducativo tem se revelado muito mais eficiente do que as penitenciárias e os presídios. Os estudos indicam que 70% dos adolescentes que vão para o sistema socioeducativo são salvos, reinseridos na sociedade, e não voltam a cometer o crime. Já no sistema penitenciário, essa possibilidade do não envolvimento com o crime é de menos de 30%. Esse é um problema da sociedade brasileira que tem que assumir para si e inaugurar um novo tempo em nosso País, que não é a redução, mas é fazer com que todas as crianças, todos os adolescentes estejam em boas escolas, estejam inseridos na vida. Esse cenário apenas será mudado quando a educação, desde os primeiro anos, for profundamente repensada e a grade curricular fizer parte de um contexto que contemple a realidade dessas crianças. Muitas vezes, os livros vêm de outras realidades que são incutidas nas cabeças das crianças, que não se sentem inseridas naquele processo. Por isso, a educação precisa ser a partir da realidade, a partir do convívio, do contexto em que estão inseridas.
O sr. apresentou na segunda-feira, 15, programa de inserção juvenil no parlamento ao secretário estadual da Educação, Adão Francisco. Explique o que é esse programa e o que o sr. pretende.
O programa Jovem Senador é uma iniciativa do Senado que busca atrair a juventude para a política, o que é muito importante para qualquer sociedade, e de uma forma muito inteligente, criou um concurso de redação, que todos os estudantes da rede pública, que tenham até 19 anos, podem participar. Apresentei o projeto ao secretário Adão e a Secretaria de Educação vai divulgar o programa para suas regionais e para todos os municípios. Uma redação de cada município é escolhida e as três melhores do Estado são enviadas ao Senado. O aluno, o professor e a escola vencedores ganham computadores e o jovem escolhido vem à Brasília, conhece todo o funcionamento do Congresso e atua como um jovem senador. É um programa muito importante porque reforça a cidadania e a democracia. Esta semana estou relatando uma sugestão que veio do programa e que com meu relatório, vai virar um projeto de lei. Os estudantes pediram que seja incluído o teste vocacional na grade curricular, algo muito importante para eles e que acredito que será aprovado no Senado.
O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira (PDT, mas a caminho do PSDB), e o ex-prefeito Vanderlan Cardoso (PSB) fumaram a metade do cachimbo da paz. Eles estão na fase da “guerra morna”.
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Cachoeira e Andressa: fim da união? | Foto: Estúdio Maria Célia Siqueira[/caption]
Bocas de Matilde e bocas nem tão de Matilde asseguram que o amor entre o empresário Carlos Cachoeira e Andressa Mendonça — que protagonizaram cenas públicas fortemente românticas — teria acabado.
Cachoeira e Andressa já estariam morando em casas separadas. A bela jovem é vista como “solar” — aprecia a exposição pública — e o arrojado Cachoeira é apontado como lunar, um empresário das sombras, dos silêncios.
Servidora diz que o órgão estaria usando, de forma abusiva, das indenizações a que defensores teriam direito por plantões e substituições para aumentar suas remunerações
O presidente do PSB, Vanderlan Cardoso, ensaiou “controlar” a gestão de Misael Oliveira, mas não conseguiu. Vários de seus aliados permanecem na Prefeitura de Senador Canedo — como comissionados — e não querem perder os empregos nem que a vaca tussa em italiano do tempo de Dante Alighieri.
Não deixa de ser curioso que Vanderlan Cardoso, que pretende disputar a Prefeitura de Goiânia, em 2016, ainda não tenha transferido seu domicílio eleitoral para a capital. Permanece em Senador Canedo.
O Ministério Público (MP) ingressou com um recurso de apelação em que pede a reforma da sentença que condenou Adriana Reis Silva e Sousa a quatro anos e 22 meses de reclusão pelo crime de peculato, no caso que ficou conhecido como “farra das diárias”, ocorrido na Câmara Municipal de Dianópolis. O Promotor de Justiça Luiz Francisco de Oliveira requer que a condenada seja enquadrada também no artigo 288 do Código Penal, referente a formação de quadrilha. Adriana Sousa, chefe de Controle Interno da Câmara na época, é a primeira condenada no caso que envolveu outras 10 pessoas, sendo nove vereadores. De acordo com as investigações, no período de janeiro de 2009 a dezembro de 2011, os acusados utilizaram recursos públicos de forma indevida, através de concessão de diárias. Conforme foi constatado em análise da Polícia Civil, os parlamentares receberam os recursos sem terem saído do município. Durante a busca e apreensão cumprida pela Polícia Civil no interior da Câmara, foram apreendidas portarias de concessão de diárias, livros de registros de portarias da Câmara, balancetes, cópias de atas e fichas contendo o cadastro funcional, entre outros documentos. Foram denunciados, também, os então vereadores Osvaldo Baratins, Carlos Guilherme Quidute, Carlos Sérgio Rodrigues, Elacy Silva Guimarães, Ferdinando Ferreira Carvalho, Hagaús Neto, Luciana Lopes Alves, Reginaldo Rodrigues de Melo e Rafael Campos de Almeida, além da assistente administrativa Keysila Monteiro Freire Rodrigues. Como Reginaldo Rodrigues de Melo é o atual prefeito de Dianópolis, os demais envolvidos foram atrelados ao processo, que corre em foro privilegiado, no Tribunal de Justiça.

