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Comenta-se que Vanderlan Cardoso (PSB), se não deslanchar nas pesquisas, pode aceitar ser vice do tucano Jayme Rincón na disputa pela Prefeitura de Goiânia.
A Rede deve jogar pesado contra Diego Sorgatto. O deputado estadual, embora tenha tentado ganhar a simpatia de Marina Silva, é visto como o mais governista dos governistas goianos. O chefão da Rede em Goiás, Aguimar Jesuíno, vai observá-lo, a partir de agora, com “telescópio da Nasa”.
Os marqueteiros Carlos Maranhão e Renato Monteiro, da agência de publicidade Cantagalo, estariam acelerando uma parceria com o objetivo de criar marketing político para a campanha de 2016 e 2018. Os dois são craquíssimos.
É provável que será eleito prefeito de Goiânia aquele que fizer um discurso positivo e crível para a cidade e um discurso anti-Iris.
Marqueteiros sugerem que Iris Rezende, do PMDB, é um candidato excelente para ser batido. Começa na frente, mas tende a não manter a liderança. Sobretudo, seu discurso está superadíssimo. Na semana passada, concedeu uma entrevista ao “Diário da Manhã” na qual conseguiu a façanha de falar muito e não dizer nada. Ele não apresenta uma ideia criativa para gerir Goiânia. Pelo que diz, o eleitor tem a obrigação de votar nele. Seria quase seu escravo. Faz-se aqui uma sugestão aos que estão lendo esta nota: leia a entrevista concedida por Fernando Henrique Cardoso, um homem de 84 anos, à revista “Veja”, da semana passada, e a entrevista de Iris Rezende, um homem de 82 anos, ao “DM”. Fica-se com a impressão de que FHC é nosso contemporâneo e que Iris Rezende é contemporâneo de Átila ou, no máximo, Danton.
A tendência é que o pré-candidato do PMDB a prefeito de Goiânia, Iris Rezende, saia em primeiro e, durante a campanha, se desidrate. Há um cansaço tremendo em relação ao prefeito, que fará 83 anos em 2016. Se eleito, terminará o mandato com 87 anos. O eleitor certamente vai pensar nisto. Não deixa de ser curioso que as pesquisas de intenção de voto indicam que Iris Rezende não passa de 30%. Para quem foi governador de Goiás duas vezes, prefeito de Goiânia três vezes, além de senador, o número não é alvissareiro. A pesquisa sugere que Iris Rezende está estagnado.
Os pré-candidatos do PSB e do PSDB a prefeito de Goiânia, Vanderlan Cardoso e Jayme Rincón, são gestores experimentados e são relativamente jovens. Os eleitores possivelmente pensarão nisto em 2016. Perto de Iris Rezende, em termos de idade, a dupla é quase criança.
O deputado petista Renato Rocha, embora o PMDB de Gilberto Naves esteja lhe oferecendo apoio, parece que não tem coragem de enfrentar o pré-candidato a prefeito de Goianésia, Robson Tavares (PSDB) — bancado pelo prefeito Jalles Fontoura (PSDB). Marqueteiros e políticos experimentados dizem que verdadeiros políticos nada perdem disputando eleições, mesmo se derrotados. Peemedebistas acreditam que Renato Rocha deveria “guardar” o medo e disputar a eleição. Gilberto Naves, do PMDB, não quer ser candidato. Mas, se Renato Rocha fugir da raia, terá de pôr o seu bloco na rua, sacrificando-se mais uma vez.
Goiás avaliou que o senador Ronaldo Caiado (DEM) havia mudado e se tornara um político moderno. Ledo engano.
Na semana passada, ao perder o debate sobre a venda da Celg, o senador do DEM perdeu as estribeiras e deixou transparecer quem de fato é: um político dado à truculência. Tanto que ameaçou bater no ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, do PMDB.
O conflito só não transformou em luta de MMA porque Eduardo Braga não quis ir para a rua brigar. Imagine se o ministro tivesse ido. Ronaldo Caiado o teria matado?
O político do DEM é um bom valor, é articulado, mas precisa domar seu temperamento.
Há quem aposte que Luis Cesar Bueno (PT) pode ser vice não de Iris Rezende, e sim do candidato tucano em Goiânia. Absurdo? Nem tanto. Hoje, o prefeito Paulo Garcia (PT) está mais ligado ao governador Marconi Perillo (PSDB) do que a Iris Rezende (PMDB), que, em toda oportunidade, sempre diz que o petista-chefe é “esforçado”, o que, em política, é o mesmo que não criativo. A questão de fundo é que Iris Rezende está se aliando ao maior desafeto político do PT em Brasília — o DEM do senador Ronaldo Caiado.
Apostando que Lula da Silva está quase morto — na verdade, não está —, vários políticos querem disputar a Presidência da República, acreditando que se trata da grande chance de retirar o PT do poder. O PMDB, que no momento come a carne e rói os ossos do governo da presidente Dilma Rousseff, planeja bancar o senador José Serra para presidente. O economista paulista, hoje no PSDB, está assanhadíssimo. O PSB não tem um grande nome, mas está tentando seduzir o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que, se não disputar pelo PSDB, pode mesmo trocar de partido. O PSDB deve bancar o senador Aécio Neves. Porém, se não tiver o apoio de São Paulo, o que fará o tucano mineiro? A Rede vai bancar a candidatura de Marina Silva, que, com tanta guerra de vaidade na oposição, pode acabar sendo eleita, como a política que os brasileiros acreditam ser “ética” e, de fato, “diferente”. A questão central, porém, é que, apesar da pancadaria, Lula da Silva ainda não está “morto” politicamente e tampouco está “baleado”. Sofreu, até agora, arranhaduras. Seu capítulo político ainda é imenso. Acrescente-se que o excesso de pancadas pode transformá-lo em vítima: o homem que veio de baixo e as elites não aceitam sua ascensão.
O deputado federal Rogério Rosso pertence ao PSD do Distrito Federal, mas tomou uma decisão: vai bancar Marcelo Melo, do PSDB, para prefeito de Luziânia. São amigos e aliados.
Por incrível que pareça, a ex-prefeita tucana Cida do Gelo — que terminou o mandato sendo chamada de Cida do Degelo — é a favorita para prefeita de Alexânia. O prefeito de Alexânia, Ronaldo Queiroz, do PMDB, é um político articulado, mas estaria desiludido com a gestão pública — com a tradicional falta de recursos financeiros (os prefeitos estão a pão e água) — e talvez não dispute a reeleição. As pesquisas registram que sua popularidade está em baixa.
Ex-presidente conta que Pedro Malan, José Serra, Gustavo Franco e Pérsio Arida viviam em guerra, relata que Sarney queria ser presidente pela segunda vez e afirma que dono da “Veja” pedia canais de televisão
Empresa de Mark Zuckerberg sugere que o Tsu é um concorrente perigoso, ao menos a médio e longo prazo O Facebook é o rei, o Twitter é o príncipe e, digamos, a rede social Tsu (pronuncia-se “Sue”) é a plebe com aspiração à nobreza. A diferença é que O Tsu paga o usuário que postar conteúdo — textos, vídeos e fotos — em primeira mão. A empresa que banca o site garante que a maioria absoluta — 90% — daquilo que é arrecadado com os anúncios é repassado para os usuários. Não apresenta, porém, nenhuma auditoria independente a respeito deste número. O Facebook, o campeão dos campeões, está visivelmente incomodado com a ascensão do Tsu. O “Huffington Post” revela que o Facebook está bloqueando links que sugerem ao usuário a rede social concorrente. “O Facebook deletou todas as menções ao Tsu da página do rapper 50Cent, que possui mais de 38 milhões de seguidores”, afirma o CEO da empresa, Sebastian Sobczak. Segundo texto do Portal Imprensa, a empresa de Mark Suckerberg “teria justificado a remoção pelo fato do Tsu violar termos da API — interface de programação de aplicação — do Facebook”. Sobczak contesta: “Se esse fosse o caso, nos veríamos notificações no nosso painel, o que nunca aconteceu — aliás, nós continuamos a receber mensagens de que estamos em conformidade, mas continuamos a ser bloqueados”. Há um grau de verdade na explicação do Facebook, porém mínimo. Na realidade, o Facebook está tentando combater um concorrente, ainda incipiente, com as armas dos “grandes” — deixando de perceber que, quando um elefante se incomoda com um ratinho, este acaba ganhando mais repercussão. A melhor publicidade, direta e indireta, para o Tsu é a “preocupação” — ou incômodo — do gigante Facebook.

